Há um teatro delicado no gestual e nas falas do texto de Yasunari Kawabata. Não fossem alguns raros sinais de modernidade -o telefone, por exemplo-, leríamos uma obra sem idade sobre figuras arquetípicas. O que sentimos de contemporâneo é justamente a indefinição, a inconclusão das cenas, a neblina que suaviza o drama e transforma a todos em figuras de sonho, sob a sombra exigente de mil anos de história. Como se frisou no discurso de recepção do Prêmio Nobel que Kawabata recebeu em 1968, quatro anos antes de se suicidar, encontra-se nele uma clara tendência de “nutrir e preservar uma tradição de estilo genuinamente nacional”. (Reprodução de artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, em 13/08/2006)
Obras mais famosas de Kawabata: O País das Neves, A Casa das Belas Adormecidas, Mil Tsurus, Dançarina de Izu, Contos da Palma da Mão.


mari
3 mêss atrás
Olá,
Comunico que existe um erro nas obras de Kawabata é “A CASA das belas adormecidas” e não o PAÍS das belas adormecidas.
Grata pela Correção
Mylle Silva
2 mêss atrás
Obrigada pela dica, já foi corrigido.