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	<title>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas &#187; Sandra Hiromoto</title>
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	<description>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas</description>
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		<title>ENTREVISTA  2 &#124; Alice Yamamura</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 18:54:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Hiromoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[A pequena nikkei, conhecida como a artista dos corações, teve sua obra  reconhecida em todo o Brasil. Entregou-se de corpo e alma à cerâmica, elaborando criações sofisticadas, quase intuitivas, que  revelam  a  busca pelo desenho limpo e as formas puras. Mãos delicadas, corpo pequeno, sorriso e alma enormes. Assim era Alice Yamamura.   Singular, com seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>A pequena nikkei, conhecida como a artista dos corações, teve sua obra  reconhecida em todo o Brasil. Entregou-se de corpo e alma à cerâmica, elaborando criações sofisticadas, quase intuitivas, que  revelam  a  b</em><em>usca pelo desenho limpo e as formas puras.</em></p></blockquote>
<p>Mãos delicadas, corpo pequeno, sorriso e alma enormes. Assim era Alice Yamamura.   Singular, com seus vestidos brancos, meias coloridas e cabelos assimétricos. Até suas vestes revelavam o  compromisso com a estética, quase um prolongamento de sua arte.</p>
<p>Conhecida como a artista dos corações, Alice encantou a todos com sua grandiosa obra.   Reconhecida em todo o Brasil, foi com a cerâmica que a ela entregou-se de corpo e alma criando as mais belas formas: sofisticadas, puras em sua essência, repleta de histórias e significados.  Alice produziu intensamente, muitos de seus trabalhos tiveram como inspiração as &#8220;garatujas&#8221;. Estes rabiscos e manifestações infantis afloraram, talvez, de sua experiência como professora primária. Assim de maneira quase intuitiva, as formas surgem espontaneamente, revelando os caminhos da Cerâmica de Alice. A busca pelo desenho limpo e as formas puras transparecem nas idéias, na concepção e sobretudo na beleza. Alice possuía um grande domínio técnico, conhecia os segredos e desvendava todos os mistérios da arte do fogo. Uma dedicação em que a cada queima se repetia a magia, com resultados ora inesperados ora surpreendentes. Ela tratava o fazer cerâmico como um ritual, características da arte japonesa, em que os artistas se envolvem inteiramente, mantendo em sintonia o coração com a respiração, aquietando a mente.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/01/03aliceyamamura04.jpg"><img class="size-medium wp-image-199  aligncenter" title="03aliceyamamura04" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/01/03aliceyamamura04-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Mesmo sem um vínculo preciso com as origens nipônicas, Alice mantinha algo de silencioso em sua obra. As formas simples, limpas e diretas revelam a sintonia com a arte oriental: o equilíbrio, o minimalismo contido em alguns trabalhos, denotavam mesmo de forma não intencional, um lado zen, silencioso, contemplativo, próprio da produção cerâmica japonesa.</p>
<p>Em seu atelier, Alice se dedicou, além da queima primitiva e de baixa temperatura, também à queima de <em>rakú</em> e à cerâmica stoneware (alta temperatura). Produziu <em>tchawans,</em><em> owans, hashiokis,</em> canecas, vasos e tantos outros utilitários, de tamanhos grandes ou pequenos, vermelhos, cinzas, dourados, brancos&#8230; Inúmeras formas foram exploradas, sem contar as variações de materiais empregados, como o mármore e o vidro, além do barro.</p>
<p>A cada peça um tratamento especial, ímpar, com o respeito que requer toda obra de arte.   Segundo Gerson Carvalho,  a produção artística de Alice invade e contamina seus utilitários, assim como os utilitários influenciam sua pesquisa plástica, podendo notar uma influência mútua, onde ambos são tratados com o mesmo apuro técnico e dedicação. Em Alice era nítido a integração nas diferentes fases, a passagem não significava ruptura, mas uma somatória.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/01/03aliceyamamura02.jpg"><img class="size-full wp-image-200  aligncenter" title="03aliceyamamura02" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/01/03aliceyamamura02.jpg" alt="" width="250" height="166" /></a></p>
<p><strong>&#8220;OI CORAÇÃO&#8221;</strong></p>
<p>Muitos corações, mais de 200. De cores quentes ou neutras, em diversas formas, tamanhos e materiais, assim foi &#8220;Oi Coração&#8221;, uma das mais belas e marcantes instalações realizadas por Alice Yamamura na sala Theodoro de Bona do Museu de Arte Contemporânea de Curitiba.  Se para o dadaísta Kurt Schwitters, criador das instalações artísticas &#8211; sua Merzbau (casa Merz) era um ambiente onde imperava algo próximo ao caos e desordem, para o poeta Octavio Paz a palavra MERZ referia-se também a Herz, ou seja o coração.  Coração tão recorrente na obra de Alice, que ao humanizar o espaço expositivo de forma tão poética, inventou seu universo paralelo, sensual e ao mesmo tempo conceitual, objetos que pulsam num mundo que parece seguir anexo ao nosso. Apesar do singelo nome &#8220;Oi Coração&#8221;, os elementos carregados de simbolismos, celebram paixões e amores, como num beijo, e eles aparecem por inteiros, inflados, acompanhados ou só. Flutuando.</p>
<p>A artista então se desnuda, com sua visão do mundo e  maneira de captar esse mundo e propõe uma interpretação contemporânea, um novo olhar para os que achavam o coração uma forma banalizada e esgotada.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/01/03aliceyamamura10osalaoparanaense1991.jpg"><img class="size-medium wp-image-201  aligncenter" title="03aliceyamamura10osalaoparanaense1991" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/01/03aliceyamamura10osalaoparanaense1991-300x197.jpg" alt="" width="300" height="197" /></a></p>
<p><strong>TRAJETÓRIA</strong></p>
<p>Nascida em 3 de maio de 1954 em Santa Isabel do Ivaí, mas registrada em Paranavaí, Alice aos 5 anos mudou com sua família para Maringá. Foi nesta cidade no noroeste do Paraná, que teve contato maior com a cultura japonesa. <em>Nikkei</em>, a artista frequentou <em>nihongakko</em> e Associações Japonesas, período em que manteve relação mais direta com a cultura nipônica.</p>
<p>Já na adolescência Alice revelava sua paixão pela arte, influenciada pelo seu pai, que também possuía talentos artísticos. Formou-se em pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá. Frequentou ateliês e passou a se aprimorar nas artes, mesmo tendo como profissão principal o magistério das séries iniciais. Em 1976 prestou concurso e admitida no Banco do Brasil, foi para Marechal Cândido Rondom, onde também ministrou cursos de arte no período noturno.</p>
<p>Em 1978 foi transferida para Curitiba, logo que chegou à capital paranaense inscreveu-se no Centro de Criatividade do Parque São Lourenço.  Assim, com um horário mais flexível, pode dedicar-se mais a arte.  Participou de oficinas, encontros e festivais de inverno.  Em 1980, conheceu a cerâmica, atividade artística com a qual mais se identificou, recebeu orientações em modelagem e escultura de Lígia Borba e Ana González.</p>
<p>Manteve intensa atividade nos seus diversos ateliês, onde era possível encontrar entre o verde de seu jardim esculturas de seus corações, livres ao tempo, soltos, com suas formas arredondadas, infladas e pulsantes.   Lá orientou importantes ceramistas como Sada Mohad, Celso Setogutte, Yumie Murakami, Elisa Maruyama, Gerson Carvalho, Danielle Jacob, Márcio Medeiros, Glauco Menta, entre tantos outros seguidores.</p>
<p>Amigos, artistas e admiradores de sua obra, também frequentavam aquele espaço tão convidativo às artes e amizades. Estas relações não se limitavam ao ateliê, o envolvimento que a artista mantinha com todos que a cercavam ia além daquele espaço.</p>
<p>Foi homenageada na 7ª. e 11ª. Edições do Salão Paranaense de Cerâmica e na 1ª. Mostra Sul-Brasileira de Arte Cerâmica (Criciúma-SC). Recebeu prêmios do Salão Paranaense de Cerâmica (2º, 4º, 9º. e 10º. Edições), 5º. Salão de Cerâmica (MARGS, Porto Alegre, RS) e 4ª. Mostra de Escultura João Turin.  Alice participava também como júri de salões de arte oficiais no Paraná, sendo referência no Estado.  Deixou um legado indiscutível nas artes visuais, cujo grande destaque é a beleza extraordinária de suas cerâmicas.</p>
<p>Dessa forma, seu ateliê é reconhecido como um dos principais espaços formadores de artistas em Curitiba. Alice, uma das mais brilhantes ceramistas que o Brasil já conheceu, era somente coração, hoje repleto de sentimentos de amor e saudade.</p>
<p>Alice morreu em 29 de agosto de 2009, depois de passar  meses adoentada. Para prestar homenagem a sua obra, o companheiro Gerson e alunos do atelier estão criando um projeto para instalar o Acervo Alice Yamamura, um espaço privado, pelo menos no iníci de preservação e divulgação da obra e da memória artística da Alice.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F01%2Falice-yamamura-ceramica-em-forma-de-poesia%2F&amp;title=ENTREVISTA%20%202%20%7C%20Alice%20Yamamura" id="wpa2a_2"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>ENTREVISTA 1&#124; Fernanda Takai</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2009/12/nunca-substime-fernanda-takai/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 22:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Hiromoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[fernanda takai]]></category>
		<category><![CDATA[maki nomiya]]></category>
		<category><![CDATA[pizzicato five]]></category>

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		<description><![CDATA[Seu primeiro flerte com o Japão veio com a música “Made in Japan”,  sátira à mania  tecnológica  japonesa.  A partir daí Fernanda Takai  começou a estreitar o relacionamento com a terra dos avós paternos : fez shows lá, gravou uma versão de “O Barquinho”, em japonês  e agora está lançando um trabalho em parceria com a vocalista da banda japonesa Pizzicato Five.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a voz doce, afinada e com uma personalidade inconfundível, Fernanda Takai  tem conquistado fãs nas mais diversas faixas etárias. Suas canções infantis cativam e envolvem os pequenos com a melodia suave e cheia de afeto. Adolescentes, jovens e adultos se identificam com a banda multinstrumental Pato Fu, da qual Fernanda é vocalista. Takai-san começou a cantar em 1988 e em 1991 se reuniu com os músicos no que seria mais tarde o Pato Fu. A banda, caracterizada por um pop rock criativo e contundente, brinca com as diversas sonoridades em arranjos incríveis e alcançou merecido sucesso no cenário musical.</p>
<p>Em 2007, após convite do produtor e jornalista Nelson Motta, Fernanda se lança em carreira solo com o CD <strong>Onde Brilhem os Olhos Seus</strong>, um tributo a Nara Leão, que já fazia parte da sua memória musical. O CD foi bem recebido pelo público e pela crítica, sendo eleito um dos melhores lançamentos do ano.</p>
<p>É assim que essa artista tão versátil foi considerada uma das 10 melhores cantoras do mundo fora dos EUA, segundo a Revista Times. A banda Pato Fu também levou junto o mesmo prêmio. Dessa forma, vão-se acumulando os diversos prêmios, o mais recente da MTV, como melhor cantora de MPB e o melhor clipe para Kobune.</p>
<p>Mas o universo de Fernanda Takai não gira só em torno da música. Em 2008 lançou o <strong>Nunca Subestime uma Mulherzinha</strong>, coletânea de contos e crônicas publicados pela autora nos jornais CORREIO BRAZILIENSE e O ESTADO de MINAS, em Belo Horizonte.</p>
<p>Fernanda, de descendência japonesa, despertou para o idioma já adulta. Em férias com seu <em>Oditchan e Obatchan,</em> tinha um maior contato com a cultura, comida e costumes, mas sempre foi, segundo ela, de forma muito natural e o interesse no idioma aumentou depois de uma visita ao Japão em 2007. Agora, depois de lançar o CD e DVD ao vivo <strong>Luz Negra</strong>, Fernanda está produzindo um novo CD em parceria com Maki Nomiya (ex vocalista do Pizzicato Five).*</p>
<p><em><strong>JORNAL MEMAI</strong> &#8211; Quando surgiu a idéia de gravar músicas em japonês?</em></p>
<p><strong>FERNANDA TAKAI</strong> &#8211; A primeira vez foi em 1999. O Pato Fu já tinha feito músicas em inglês, italiano, espanhol, francês e justo eu que sou neta de japoneses não tinha tido essa idéia. Então surgiu <em>Made In Japan</em>. A letra foi feita em português e depois traduzida pro <em>nihongo</em>.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; &#8220;Made in Japan&#8221;, um grande sucesso da banda teve alguma espécie de inspiração ou foi homenagem a alguém</em>?</p>
<p><strong>FERNANDA</strong><strong> -</strong>A letra fala da vingança tecnológica do Japão depois de sofrer com as guerras e especialmente com a bomba atômica. O assunto é muito sério, mas tocamos nele de uma forma mais leve, bem-humorada. Já no som, o arranjo é totalmente inspirado no Pizzicato Five.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; Como foi a escolha da música &#8220;O Barquinho&#8221; para tradução em &#8220;Kobune&#8221;? Você acredita que a bossa nova também tem a cara do Japão? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Essa era uma das canções que eu poderia ter gravado na edição brasileira do disco, mas como representantes da bossa nova já havia <em>Insensatez</em> e <em>Estrada do Sol</em>. Eu e Nelson escolhemos canções de todas as fases da Nara, não só essa pela qual ficou mais conhecida. Quando o disco ia sair no Japão, precisava ter uma faixa bônus, então pensamos em <em>O Barquinho</em><em>, </em>porque é uma das mais famosas e não tinha uma versão em <em>nihongo</em>. A bossa nova ainda é muito querida em vários lugares do mundo e os japoneses talvez sejam um dos povos que mais gostam desse tipo de música. Acho que combina sim.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; Por que você decidiu lançar um EP** e não um CD do Pato Fu com a banda japonesa de Maki Nomiya ? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -O EP saiu em outubro, pela Taiyo Record em parceria com a Road &amp; Sky. É um projeto solo meu e da Maki, não é Pato Fu. O EP é um formato que dá certo comercialmente no Japão e para uma primeira experiência juntas, era mais viável em termos de produção, tempo e orçamento. Aqui no Brasil sairá apenas em formato digital.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> -Maki Nomiya citou vocês como uma banda estilo shibuyakei, Poderia nos explicar esse estilo e como o Pato Fu se insere neste contexto? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Quando fizemos nosso arranjo de Made In Japan, usamos o máximo de elementos com referência ao Pizzicato Five que é considerada a banda mais famosa do estilo shibuyakei. Esse tipo de som se traduz numa banda que tem bastante estilo, é moderna, cuida muito da parte visual do trabalho (clipes, shows, capas) e transita entre um público um pouco mais sofisticado. Por algumas vezes o Pato Fu foi tido como uma banda assim, meio cultuada aqui no Brasil.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> -De que forma você  consegue conciliar ser escritora, vocalista do Pato Fu e sua carreira solo? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Eu administro bem o meu tempo, sou uma pessoa muito disciplinada e tenho bom-humor no dia a dia. Isso ajuda bastante nessas multitarefas. Ainda tenho uma filha de 6 anos e gosto de cuidar da casa!</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> -Escrever um livro e crônicas para jornal foi um acaso ou a literatura sempre esteve presente em sua vida ? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Comecei a escrever por causa do convite de outras pessoas. Não pensava em ter uma coluna em dois jornais ou escrever textos pra diversas publicações do Brasil. Foi tudo por acaso. O livro é uma compilação dos textos mais significativos entre 2005/2007. Já tenho o dobro deles agora. Sempre fui mais leitora do que escritora. E sinceramente, ainda continuo assim. Essa minha outra atividade tem só 4, 5 anos. Na música me sinto mais à vontade porque já são 17 anos de carreira.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; Em seu livro você aborda com ternura as relações com seus avós japoneses. Como eles influenciaram sua formação como artista ? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Acho que me influenciaram mais como pessoa mesmo e já que a música vem dessa nossa bagagem de sensibilidade, atenção, observação, recriação e rearranjo de elementos diversos, a presença da minha família, não só  do lado oriental, mas também a da minha mãe &#8211; que é de origem portuguesa &#8211; me faz ser o que sou.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> -Sabemos que você tem frequentado nihongakko, como surgiu essa necessidade? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Frequentei a escola no primeiro ano e depois fiquei tomando aulas particulares. Tenho até  estado afastada das aulas desde o fim de maio porque minha agenda ficou bem complexa. Não gosto de ir à aula, sem estudar, é preciso fazer direitinho as lições. Então combinei com minha <em>sensei</em> que assim que tivesse mais disponibilidade, voltaria à ela. Daí eu faço uma revisão sozinha por uma semana e volto ao ritmo normal. Tive vontade de aprender o idioma quando estive pela primeira vez no Japão. Gostei demais do país e das pessoas e achei que sendo neta de japoneses tinha a obrigação de conhecer mais sobre a cultura. Nada como estudar a língua pra conhecer melhor um povo.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; Você se considera uma nikkei? Como isso influencia no seu modo de vida? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Sim, desde o uso do meu nome verdadeiro profissionalmente à admiração que tenho por minhas origens nipônicas. Gosto muito de pensar que tenho algumas das qualidades de um <em>nikkei</em> como a responsabilidade e dedicação verdadeira ao trabalho e à família. Agora os defeitos devo ter também, mas não precisamos listá-los, não é? Tento ser sempre uma pessoa correta e ao mesmo tempo me sinto feliz com tudo o que vou realizando aos poucos.</p>
<p><em><strong>Discografia Pato FU</strong></em></p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rotomusic_de_Liquidificapum" target="_blank">Rotomusic de Liquidificapum</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1993" target="_blank">1993</a>)<strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gol_de_Quem%3F" target="_blank">Gol de Quem?</a></strong><strong> (</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1994" target="_blank">1995</a>) <strong></strong></p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tem_Mas_Acabou" target="_blank">Tem Mas Acabou</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1996" target="_blank">1996</a>)</p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Televis%C3%A3o_de_Cachorro" target="_blank">Televisão de Cachorro</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1998" target="_blank">1998</a>)</p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isopor_%28%C3%A1lbum_de_Pato_Fu%29" target="_blank">Isopor</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1999" target="_blank">1999</a>)</p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ru%C3%ADdo_Rosa_%28%C3%A1lbum%29" target="_blank">Ruído Rosa</a></strong><strong> (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2001" target="_blank">2001</a></strong><strong>) </strong></p>
<p><strong>MTV Ao Vivo No Museu da Pampulha </strong>(2002)<strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Toda_Cura_Para_Todo_Mal" target="_blank">Toda Cura Para Todo Mal</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2005" target="_blank">2005</a>)</p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Daqui_Pro_Futuro" target="_blank">Daqui Pro Futuro</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2007" target="_blank">2007</a>)<strong> </strong></p>
<p><strong><br />
<em>Discografia Fernanda Takai</em></strong></p>
<p><strong>Onde Brilhem os olhos seus</strong> (2007)</p>
<p><strong>Luz Negra: ao Vivo </strong>( 2009 )</p>
<p>Livro</p>
<p><strong>Nunca Subestime uma Mulherzinha</strong>, Panda Books, 2008</p>
<p>* Pizzicato Five – banda pop japonesa ativa de 1985 a 2001. Propagou o estilo shibuya-kei. Maki Nomiya entrou na banda em 1991.</p>
<p>** EP: formato digital que comporta entre 4 e 8 faixas de gravação musicail, com duração média de 15 a 35 minutos.</p>
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