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	<title>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas &#187; Shi (Haiku)</title>
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	<description>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas</description>
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		<title>Regulamento Concurso de Haikai Nenpuku Sato</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 22:44:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shi (Haiku)]]></category>
		<category><![CDATA[concurso haikai]]></category>
		<category><![CDATA[nenpuku sato]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos 102 anos da Imigração Japonesa ao Brasil o jornal resgata o concurso realizado no Centenário da Imigração Japonesa.
Na edição 2010 haverá 4 concursos, com premiação em fevereiro, maio, agosto e novembro. Os melhores poemas serão publicados na página de haicai do jornal. Não haverá premiação em  dinheiro. Os vencedores receberão livros de literatura japonesa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos 102 anos da Imigração Japonesa ao Brasil o jornal resgata o concurso realizado no Centenário da Imigração Japonesa.</p>
<p>Na edição 2010 haverá <strong>4 concursos</strong>, com premiação em fevereiro, maio, agosto e novembro. Os melhores poemas serão publicados na página de haicai do jornal. Não haverá premiação em  dinheiro. Os vencedores receberão livros de literatura japonesa e nipo-brasileira enviados ao JORNAL MEMAI para efeitos de divulgação.</p>
<p>Os poemas inscritos devem ser <strong>inéditos</strong>, escritos em <strong>língua portuguesa</strong> e <strong>seguir as regras do haicai japonês</strong>, como descritos no Site Caqui (<a href="http://www.kakinet.com.br/" target="_blank">www.kakinet.com</a>) e difundidos pelos grêmios de haicai em todo o Brasil: ter um kigo, seguir a métrica, não ter título, rima nem subjetividade.</p>
<p><strong>QUEM PODE PARTICIPAR: maiores de 16 anos (inclusive), sem distinção de raça, credo, classe social, participantes ou não de grêmios e/ou Encontros de Haicai. </strong></p>
<p><strong>COMO ENVIAR</strong></p>
<p>1. Enviar os trabalhos em duas vias, em uma única remessa/envelope;<br />
2. Reservar um espaço no rodapé  da primeira via, onde deve constar nome do(a) participante, RG, profissão, endereço completo com CEP, telefone/fax, e-mail.<br />
3. A segunda via deverá  vir sem nenhuma identificação, no mesmo envelope.</p>
<p><strong>PRAZO PARA O ENVIO:</strong></p>
<p>1. Para o concurso de fevereiro: 30.01.2010<br />
2. Para o concurso de maio: 01.05.2010<br />
3. Demais datas serão divulgadas no jornal e no site <a href="../" target="_blank">www.jornalmemai.com.br</a></p>
<p><strong>PARA ONDE ENVIAR:</strong></p>
<p>Os trabalhos (até 3 poemas) devem ser enviados para:<br />
JORNAL MEMAI/Concurso Nenpuku SatoRua Jaime Reis, 28 – São Francisco<br />
80.510-010 – Curitiba &#8211; PR</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>OS CINCO ESTILOS DO HAICAI NO PARANÁ</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2009/12/os-cinco-estilos-do-haicai-no-parana/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 21:43:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shi (Haiku)]]></category>
		<category><![CDATA[alice ruiz]]></category>
		<category><![CDATA[haikai]]></category>
		<category><![CDATA[helena kolody]]></category>
		<category><![CDATA[paulo leminski]]></category>

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		<description><![CDATA[O haicai no Brasil teve duas escolas, uma vinda da Europa, introduzida por Afrânio Peixoto e outra, do Japão, trazida por Nenpuku Sato. A via francesa, seguida por  Afrânio Peixoto, ganhou muitos adeptos e o mais famoso discípulo é Guilherme de Almeida. As duas escolas geraram vários outros estilos. Neste artigo, o poeta José Marins situa o haicai no Paraná e mapeia os estilos da forma poética japonesa que se tornou expressão nacional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Artigo de José Marins, haicaísta e escritor, autor de <strong>Poezen</strong> (haicai); <strong>Quiçaça</strong> (romance inédito); <strong>O Dia do Porco</strong> (romance inédito)</em></p>
<p>O primeiro haicai feito no Brasil tem raízes japonesas. Foi realizado a bordo do Kasato-maru, navio que trouxe a primeira leva de imigrantes do Japão. Em 18 de junho de 1908, o poeta Hyokotsu (Shuhei Uetsuka, chefe dos imigrantes), escreveu:</p>
<p><em>karetaki o / miagete tsukinu / iminsen </em><em> </em></p>
<blockquote><p>A nau imigrante<br />
chegando: vê-se lá no alto<br />
a cascata seca.</p></blockquote>
<p>(Tradução Masuda Goga)</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O ESTILO JAPONÊS</span></strong></p>
<p>O estilo japonês de fazer haicai chega ao Paraná com os primeiro migrantes que saíram do estado de São Paulo e se fixaram no Norte (Londrina, Assai, Urai). O haicai continuará sendo escrito em japonês nas aulas de um mestre da arte haicaística: Nenpuku Sato.</p>
<p>As características do estilo japonês são: ser vivencial (o poeta registra as sensações junto à natureza), sempre em língua japonesa, mantém na estrutura 17 sons, contém o termo de estação (kigo), não trazem rimas e uso de uma linguagem simples.</p>
<p>Alguns haicais de NENPUKU :</p>
<blockquote><p>A lua se insinua<br />
na alvura perfumada<br />
do <em>cafezal florido</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>Sementes</em> de algodão.<br />
Minhas mãos agora<br />
são as do vento</p></blockquote>
<blockquote><p>Mudou a moça<br />
que tira a água do poço –<br />
uma <em>borboleta</em>.</p></blockquote>
<p>Haicais de alunos de Sato:</p>
<blockquote><p>Depois dos sessenta<br />
minha voz está tranqüila.<br />
Mesma voz do <em>outono</em>.</p>
<p>Mitio Suguimoto (Londrina)</p></blockquote>
<blockquote><p>Outra <em>primavera</em><br />
Com novo anel de guizo<br />
cobra sai da toca</p>
<p>Shinshiti Minowa (Londrina)</p></blockquote>
<blockquote><p>Hoje é <em>Carnaval</em><br />
O quimono também serve<br />
como fantasia.</p>
<p>Shigeo Watanabe (Assai)</p></blockquote>
<blockquote><p>Parada de trem.<br />
com o vendedor de flores<br />
Vêm as borboletas</p>
<p>Sôshi Nakajima (Assai)</p></blockquote>
<blockquote><p>Estalos no alto,<br />
Ouço o som de pinhões caindo<br />
na tarde de sol.</p>
<p>Seizo Watanabe, (Curitiba)</p></blockquote>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O ESTILO KOLODYANO</span></strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p>Em 1941  a poeta Helena Kolody se torna a primeira mulher a publicar haicai no Brasil, ao lançar o livro <strong>Paisagem Interior</strong>, no qual havia três haicais. Destaco um deles, famoso:</p>
<blockquote><p>Arco-íris</p>
<p>Arco-íris no céu.<br />
Está sorrindo o menino<br />
que há pouco chorou.</p>
<p>Helena Kolody (Curitiba)</p></blockquote>
<p>Características do haicai kolodyano:</p>
<p>Usa: título (elemento que não existe no estilo japonês); às vezes a métrica; noutras a rima; a personificação (antropomorfismo); e a linguagem poética (uso da metáfora).</p>
<p>A maneira marcante de Kolody realizar seus haicais teve grande influência em alguns poetas.</p>
<blockquote><p>Geada</p>
<p>Nas manhãs de frio<br />
a paisagem, tiritando,<br />
se veste de branco</p>
<p>Delores Pires (Curitiba):</p></blockquote>
<blockquote><p>Renovação</p>
<p>Pessegueiro em flor<br />
Prenúncio de primavera<br />
Reprise de amor.</p>
<p>Diva Ferreira Gomes (Curitiba):</p></blockquote>
<blockquote><p>Noite</p>
<p>No quadro-negro<br />
vou soletrando<br />
um alfabeto de estrelas</p>
<p>João Manuel Simões (Curitiba):</p></blockquote>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O ESTILO GUILHERMINO</span></strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p>Guilherme de Almeida foi um dos poetas que mais auxiliou na divulgação do haicai no país. Porém, sua maneira de fazer haicai distanciou-se muito da origem do poema. (O que não quer dizer que isso fosse ruim. Os japoneses adoram os haicais guilherminos, um deles era o mestre Masuda Goga, amigo pessoal de Almeida).</p>
<p>Guilherme de Almeida criou um modelo para se fazer o haicai, no qual entrava a métrica perfeita e quatro rimas. Duas combinavam-se no final do primeiro verso, com o final do terceiro. E duas, internas, rimavam-se a segunda sílaba com a sétima no segundo verso.</p>
<p>GUILHERME DE ALMEIDA:</p>
<p>O “haicai”                                                                             O esquema:</p>
<p>Lava, escorre, agita                                                         – – – –  A</p>
<p>a areia. E, enfim, na bateia                                            –  B – – – –  B</p>
<p>fica uma pepita.                                                               – – – –  A</p>
<blockquote><p>Pescaria</p>
<p>Cochilo. Na linha<br />
Eu ponho a isca de um sonho.<br />
Pesco uma estrelinha.</p></blockquote>
<blockquote><p>História de algumas vidas</p>
<p>Noite. Um silvo no ar.<br />
Ninguém na estação.E o trem<br />
passa sem parar.</p></blockquote>
<p>Características do estilo guilhermino:</p>
<p>Coloca acima do terceto um título; usa métrica exata; inclui quatro rimas elaboradas; sua linguagem é a do poema (personificação, metáfora).</p>
<p>Alguns poetas que praticam o haicai Guilhermino no Paraná:</p>
<blockquote><p>Temendo o negrume<br />
da mata ao som da cascata,<br />
sigo um vaga-lume.</p>
<p>Leonilda Hilgenberg Justus (Ponta Grossa)</p></blockquote>
<blockquote><p>Fraternidade</p>
<p>Chuva de verão.<br />
Na luz, a jovem conduz<br />
o avô pela mão.</p>
<p>Shyrlei Queiroz (Curitiba)</p></blockquote>
<blockquote><p>Maresia</p>
<p>O dia fugindo<br />
No ar um cheiro de mar.<br />
A noite vem vindo.</p>
<p>Delores Pires (Curitiba)</p></blockquote>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O ESTILO HAICAI-LIVRE (Free-haiku)</span></strong></p>
<p>Paulo Leminski é quem encarna o principal líder desta forma, que nos anos 80 dominou a cena poética paranaense (curitibana, principalmente). Leminski tinha grande admiração pela cultura e literatura japonesas. Porém, quando praticava o haicai preferia um estilo livre, sempre portador de “haimi” (sabor do haicai).</p>
<p>As principais características do estilo livre:</p>
<p>Não usa métrica; pode usar rimas; busca o haimi; faz jogo de palavras; e, usa linguagem poética (metáforas, especialmente).</p>
<blockquote><p>soprando esse bambu<br />
só tiro<br />
o que lhe deu o vento</p></blockquote>
<blockquote><p>jardim da minha amiga<br />
todo mundo feliz<br />
até a formiga</p></blockquote>
<blockquote><p>lua na água<br />
alguma lua<br />
lua alguma</p>
<p>Paulo Leminski (Curitiba)</p></blockquote>
<blockquote><p>amigo grilo<br />
sua vida foi curta<br />
minha noite vai ser longa</p></blockquote>
<blockquote><p>entre a espuma do mar<br />
e a nuvem toda branca<br />
o voo da garça</p>
<p>Alice Ruiz (Curitiba)</p></blockquote>
<blockquote><p>tempo de jaboticaba<br />
nem bem começa<br />
já acaba</p>
<p>Domingos Pelegrini (Londrina)</p></blockquote>
<blockquote><p>cheguei amargo<br />
minha flauta doce<br />
nem se toca</p>
<p>Eduardo Hoffman (Curitiba)</p></blockquote>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O ESTILO CLÁSSICO (tradicional)</span></strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p>Em 1987, Masuda Goga, juntamente com um grupo de haicaístas, funda em São  Paulo o Grêmio Haicai Ipê, com o propósito de estudar e difundir o haicai clássico (com forte ligação com o haikai originário japonês).</p>
<p>Alguns haicais de mestre Masuda Goga:</p>
<blockquote><p><em>Libélula</em> voando<br />
Pára num instante e lança<br />
a sombra no chão</p></blockquote>
<blockquote><p>Inúmeras flores<br />
nos túmulos de <em>Finados –</em><br />
Na alma só saudade.</p></blockquote>
<blockquote><p>No ar pétalas dançam<br />
Qual flocos de neve a cair<br />
<em>Pereira em flor</em>.</p></blockquote>
<p>Características do haicai clássico (haiku):</p>
<p>É vivencial (experiência do poeta junto à natureza); sem título; usa métrica 17 sílabas; contém o kigo (termo designativo de estação); sem rimas; e, usa linguagem simples.</p>
<blockquote><p>tal a brevidade<br />
daquela <em>estrela cadente</em><br />
fugiu-me o pedido</p></blockquote>
<blockquote><p><em>semente de ipê</em><br />
amadurecem nas vagens<br />
só o vento as leva</p>
<p>José Marins (Curitiba)</p></blockquote>
<blockquote><p>Um salto no abismo<br />
e o mergulho na mata.<br />
<em>Cascata</em> na serra.</p>
<p>Sérgio Francisco Pichorim (São José dos Pinhais)</p></blockquote>
<blockquote><p>Na folha de amora<br />
nutre-se o <em>bicho-da-seda</em>.<br />
A quem vestirá?</p>
<p>A. A. de ASSIS (Maringá)</p></blockquote>
<blockquote><p>Entre os bóias-frias<br />
um casal já bem grisalho<br />
colhendo <em>algodão</em>.</p>
<p>Neide Rocha Portugal (Bandeirantes)</p></blockquote>
<p>*Em itálico: kigos</p>
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