<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas &#187; Yugen (Perfil)</title>
	<atom:link href="http://www.jornalmemai.com.br/category/yugen/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.jornalmemai.com.br</link>
	<description>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas</description>
	<lastBuildDate>Sat, 05 Jun 2010 04:55:38 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>O POLACO NEGRO ZEN</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2009/12/o-polaco-negro-zen/</link>
		<comments>http://www.jornalmemai.com.br/2009/12/o-polaco-negro-zen/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 21:26:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célio Yano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Yugen (Perfil)]]></category>
		<category><![CDATA[catatau]]></category>
		<category><![CDATA[haikai]]></category>
		<category><![CDATA[paulo leminski]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jornalmemai.com.br/?p=111</guid>
		<description><![CDATA[Distante do lugar-comum, Paulo Leminski uniu genialidade a influências de toda sorte e, vinte anos após sua morte, segue como um dos principais difusores do haicaísmo em terras brasileiras ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O escritor, poeta, tradutor, filósofo, publicitário e etcétera Paulo Leminski foi tudo, menos o óbvio. Fugiu das regras desde o início, quando, em 24 de agosto de 1944 veio ao mundo: apesar de nascer em Curitiba, deslanchou e teve seu trabalho reconhecido a partir da capital paranaense, numa época em que poucos nomes de fora do eixo Rio-São Paulo despontavam nacionalmente. Filho de pai polonês e mãe negra, foi um dos principais difusores brasileiros da hoje mais conhecida forma de poesia japonesa: o haicai.</p>
<p>Duas décadas após a morte, ainda é estudado e cultuado como o núcleo de um movimento cultural único que passou pelo país. Nasceu como Paulo Leminski Filho, filho de Paulo Leminski e Áurea Mendes Campos. Ainda criança, morou em Itapetininga, São Paulo, e em Itaiópolis, Santa Catarina, antes de retornar à capital das araucárias. Entre os 13 e os 14 anos viveu no mosteiro de São Bento, em São Paulo, onde estudou, entre uma aula de ensino religioso e outra, latim, francês e hebraico. E no mesmo reduto beneditino, por meio de D. João Mehlmann, teve os primeiros contatos com as chamadas “filosofias orientais”, segundo relata o jornalista e amigo Toninho Vaz, biógrafo do escritor.</p>
<p>Poliglota, estudava japonês na década de 1960 quando começou a se interessar pela poesia de Helena Kolody, que desde os anos 40 trabalhava com o haicai. Gostou da distinta forma de literatura  e dedicou-se aos estudos e sua produção, embora não tenha se tornado fluente no idioma japonês, como muitos acreditam até hoje. “Ele identificava alguns ideogramas, apenas”, afirma a poeta Alice Ruiz,  casada com Leminski durante 20 anos.</p>
<p>Aos 18 anos participou da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, em Belo Horizonte, e conheceu os irmãos poetas Augusto e Haroldo de Campos e o professor Décio Pignatari, representantes do movimento concretista e que, de imediato, fascinaram-se pela precocidade do jovem curitibano. Dali, foi apenas um ano para Leminski publicar seus primeiros poemas na revista concretista Invenção. Até sua morte, foram 13 livros, de prosa, poesia, biografia e fotografia.</p>
<p>Chegou a cursar Direito na Universidade Federal do Paraná (UFPR), mas desistiu e direcionou sua formação para a área de Filosofia, curso que concluiu em 1965 pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Em 1968 casou com Alice Ruiz, com quem teve três filhos – Miguel Ângelo, Áurea e Estrela – antes de se separarem. Além de poeta e escritor, trabalhou como professor de história e redação em cursos pré-vestibulares, diretor de criação e redator em agências de publicidade, jornalista, crítico literário e tradutor. Fez até roteiros de histórias em quadrinhos para a extinta editora curitibana Grafipar.</p>
<p><strong>Samurai zen-budista</strong></p>
<p>Em abril de 1977, época em que escrevia para o Diário Popular, confirmava sua paixão pela cultura oriental ao publicar oito koans em uma edição especial do suplemento Anexo. O tema do caderno era ‘Zen e as artes marciais japonesas’. Seis anos mais tarde, lançou Matsuo Bashô, biografia do poeta japonês que codificou e estabeleceu a forma clássica do haicai.</p>
<p>Abra-se um parêntese. Eclético no sentido amplo da palavra, Leminski não se deixava influenciar apenas pelos japoneses. A prosa poética <em>Metamorfose</em>, por exemplo, surgiu a partir de seu interesse pelos mitos gregos. Como tradutor, verteu para a língua portuguesa obras, do francês, como <em>Supermacho</em>, de Alfred Jarry, do inglês, como <em>Pergunte ao Pó</em>, de John Fante, e <em>Um atrapalho no trabalho</em> de John Lennon, e até do latim, como <em>Satyricon</em>, de Petrônio.</p>
<p>Em 1985, com assessoria de Elza Taeko Doi e Darci Yasuko Kusano, traduziu <em>Sol e Aço </em>(‘Taiyo to Tetsu’), que Yukio Mishima escrevera em 1968. No ensaio, o japonês, que cometeria o harakiri em 1970, faz um tratado sobre o corpo e fala sobre a morte prematura. Ciente ou não de que o esgotamento precoce seria seu próprio destino, Leminski nunca deixava de se envolver pelas obras por que passava.</p>
<p>Que  motivos o levaram ao interesse pelo arquipélago do outro lado do mundo, ninguém sabe. Mas a ligação com o Japão do samurai zen-budista, como se autointitulava, não se restringia à literatura. “Tudo começou com o ingresso dele no judô, aos 22 anos”, conta Alice Ruiz, que lembra que culinária japonesa estava entre as preferências do ex-companheiro. E, de fato, até os últimos anos de sua vida, contam os amigos, orgulhou-se de ser faixa preta na arte marcial.</p>
<p>É na década de 1980 que surge a definição <em>samurai zen-budista</em>, que soma-se a outros epítetos, como <em>a besta dos pinheirais</em> e <em>cachorro louco</em>. Por Haroldo de Campos o denominava  <em>Rimbaud curitibano</em>, e o cineasta Júlio Bressane, <em>caipira cabotino</em>. Para Toninho Vaz foi o <em>bandido que sabia latim</em>.</p>
<p><strong>O Rio que Vai </strong></p>
<p>Letrista e músico foram outras atribuições que o poeta kamikaze cumpriu com habilidade, em parcerias que fez com Caetano Veloso, Moraes Moreira, Zeca Barreto, Carlos Careqa, Ivo Rodrigues, Arnaldo Antunes, entre outros. A mais ouvida canção é provável que tenha sido Promessas Demais, que era reproduzida diariamente na Rede Globo, na abertura da novela Paraíso, de 1982.</p>
<p>Alternativo ao extremo, teve por diversas vezes o nome ligado à cultura pop. Com Guilherme Arantes assinou a trilha sonora de Pirlimpimpim 2, programa infantil exibido na emissora de Roberto Marinho. Se entre os jovens de hoje poucos leram o Catatau, sua obra-prima lançada em 1975, é difícil encontrar alguém que desconheça a Pedreira Paulo Leminski, que desde 1990 acolhe espetáculos do clássico ao rock, do sertanejo ao religioso. E até as crianças devem se lembrar de ao menos um dos poemas do cachorro louco que eram lidas no Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura.</p>
<p><strong>Dor Elegante</strong></p>
<p>Personagem de uma vida tão ou mais interessante que a própria obra, deu um final típico de romance europeu do século 19 para sua biografia. Entusiasta do budismo apesar de polaco, era boêmio apesar de erudito, e desde cedo trilhou um caminho sem volta pelas vias do alcoolismo. O gatilho para a aventura derradeira foi a morte prematura do filho primogênito, Miguel Ângelo Leminski, que, em 1979, aos 10 anos de idade, deixou o pai órfão em consequência de um câncer.</p>
<p>Amigos tentavam de todas as formas demovê-lo das pás etílicas que cavavam seu túmulo, mas Leminski parecia ter a mais plena consciência de seu destino. Em seus últimos anos gostava de enaltecer a figura de Mishima, como forma de justificar atentados contra a própria vida, ainda que involuntários. Morreria em uma fria noite do inverno de 1989, vítima de cirrose hepática e possivelmente tranquilo como vivia. “Quanto à morte, eu sou nipônico. Eu nunca me confrontei com situações limites mas não tenho medo da morte”, disse certa vez.</p>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2009/12/leminski.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-113" title="leminski" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2009/12/leminski-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>se<br />
nem<br />
for<br />
terra<br />
se<br />
trans<br />
for<br />
mar</p>
<p>____<br />
ameixas<br />
ame-as<br />
ou deixe-as</p>
<p>_____<br />
aqui jaz um grande poeta.<br />
nada deixou escrito.<br />
este silêncio, acredito,<br />
são suas obras completas.</p>
<p>_____<br />
Tudo dito,<br />
nada feito,<br />
fito e deito</p>
<p>_____<br />
Essa idéia<br />
ninguém me tira<br />
matéria é mentira</p>
<p>_____<br />
aqui<br />
nesta pedra<br />
alguém sentou<br />
olhando o mar<br />
O mar<br />
não parou<br />
para ser olhado<br />
foi mar<br />
pra tudo que é lado</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornalmemai.com.br/2009/12/o-polaco-negro-zen/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MIL GARÇAS PARA O SAMURAI DE CURITIBA</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2009/11/mil-garcas-para-o-samurai-de-curitiba/</link>
		<comments>http://www.jornalmemai.com.br/2009/11/mil-garcas-para-o-samurai-de-curitiba/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 19:13:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célio Yano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Yugen (Perfil)]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://animexisde.com.br/memai/?p=28</guid>
		<description><![CDATA[Entre mito e verdade transitava o personagem Claudio Seto, como os grandes fabulistas, um criador de sua própria história, prestes a se tornar uma lenda na terra do leite quente]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só de ouvir seu nome, alguns dirão que foi um grande artista. Os que conhecem minimamente seu trabalho, entretanto, discordarão: “Claudio Seto não foi um grande artista”, dirão. “Foi vários”. E se há críticas controversas a respeito de seu trabalho como escritor, poeta, jornalista, fotógrafo ou artista plástico, nada disso invalida a afirmação. Seu talento como quadrinista e a importância que teve no âmbito da nona arte fazem seu legado equivaler ao de muitos.</p>
<p>De um início de carreira sem grandes pretensões, em poucos anos tornou-se reconhecido como o pioneiro do gênero mangá no Brasil e foi capaz de desafiar a égide do regime militar como um dos expoentes dos quadrinhos eróticos, além de se antecipar a tendências mundiais na área. O homem Seto nasceu em 1944, na cidade de Guaiçara, interior de São Paulo. O artista, por sua vez, roubou a cena 23 anos depois, com o lançamento do primeiro gibi, “O Samurai”, pela editora Edrel.</p>
<p>Em um cenário dominado pela febre de publicações como Mandrake, Super-Homem e Tio Patinhas, seu quadrinho de lançamento destoava nas bancas nos idos de 1967. Nas histórias de Seto não havia moral ou heróis, mas sangue e violência promovida por um código de honra totalmente à parte da realidade brasileira. Não é preciso dizer que foi sucesso imediato.</p>
<p>Outra criação do artista, também de 1967, no entanto, é que se tornou best seller da editora: a Maria Erótica – personagem que deliciava os adolescentes da época e que entrou para a história dos quadrinhos adultos brasileiros. Nada mau para Seto, que anos antes o máximo que conseguia era publicar seus desenhos em uma revista de anúncios publicitários das lojas Arapuã da cidade paulista de Lins.</p>
<p>A influência, nunca escondeu, tomou dos mangakás Mizuno Hideko e Shirato Sanpei, seguidores do “deus do mangá” Osamu Tezuka (1928-1989). Chegou inclusive a conhecer Tezuka, durante os cinco anos em que viveu em Kyushu, no Japão, embora tenha começado a desenhar profissionalmente apenas após voltar ao Brasil. Em 1967, depois de pintar portas de caminhões acabou conseguindo uma oportunidade na Edrel.</p>
<p>Trabalhou até encerramento das atividades da editora, que ocorreu em 1973. Dois anos mais tarde, em julho de 1975, viajou para Curitiba para passar uns dias. Passaria pela capital paranaense apenas para buscar uma espada pertencente a seu tio-avô cujo paradeiro fora desconhecido ao longo de 30 anos e que – descobrira posteriormente – houvera ficado guardada por um senhor no Paraná. Quando entregou a espada, o portador teria instruído para que não sacasse o objeto, pois caso não o utilizasse para matar alguém, algo inesperado poderia acontecer. Na manhã seguinte, após levantar a arma, deparou-se, pela janela do hotel, com uma Curitiba coberta de neve. O visitante talvez nem soubesse, mas era a primeira vez que nevava na cidade em 47 anos. A alegria dos moradores com o fenômeno encantou Seto, que decidiu que era ali que viveria a partir de então.</p>
<p>Ninguém se atreve a contestá-lo, mas poucos sabem o que há de verdade e de ficção neste e em outros de seus relatos. Chegou a anunciar, certa vez, que, de fato, não era um. Disse que tinha um irmão gêmeo, univitelino. Seriam idênticos, de tal forma que pouquíssimos saberiam diferenciá-los, o que permitiria a um ocupar o lugar do outro sem que qualquer pessoa se desse conta. De prosa em prosa, foi capaz de transcender o espaço limitado do papel, invertendo a lógica da produção artística, para levar à história a realidade fabulosa dos quadrinhos.</p>
<p><a href="http://animexisde.com.br/memai/wp-content/uploads/2009/11/seto02_p1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-40" title="seto02_p" src="http://animexisde.com.br/memai/wp-content/uploads/2009/11/seto02_p1-257x300.jpg" alt="seto02_p" width="257" height="300" /></a></p>
<p><strong>Curitiba</strong></p>
<p>Fato é que, em Curitiba, a partir de 1977, passou a trabalhar na Grafipar, editora fundada por Faruk El Khatib. Lá deu seqüência a seu legado, com a produção de desenhos e argumentos para revistas como Eros, Proton, Neuros e Perícia, que traziam histórias de ficção científica, terror e crimes, com pitadas de erotismo e críticas sociais. Em 1980, o departamento de arte da editora passou a ser comandado por Seto, que, ainda que em posição de liderança, preferia manter a conversação, como sempre fez, dominada por monossílabos. Nomes como Mozart Couto, Watson Portela, Rodval Matias, Gustavo Machado, Franco de Rosa, Flávio Colin e Fernando Bonini assinavam as publicações da Grafipar, que, por uma série de dificuldades financeiras, acabou encerrando as atividades em 1983.</p>
<p>Sem editora para publicar suas historietas, passou a dar aulas de desenho na Gibiteca de Curitiba no início da década de 1990 – conforme lembram seus alunos, sem pronunciar uma única palavra. Com uma coleção infindável de gibis na garagem de sua casa, recebia prazerosamente os aprendizes que queriam obter fontes de inspiração.</p>
<p>Até que em 1993 foi convidado pela prefeitura de Curitiba, à época administrada pelo arquiteto Jaime Lerner, a registrar em quadrinhos a história da capital paranaense, que naquele ano completava seu terceiro século de fundação. Ao cabo da produção da “História de Curitiba em Quadrinhos”, em parceria com a historiadora Cassiana Lacerda Carollo, deixou de vez de se dedicar à arte sequencial.</p>
<p>Obviamente não abandonou o desenho, o qual praticou ainda por meio de tirinhas e charges nos jornais Correio de Notícias, O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná. Sempre ligado às raízes nipônicas, fazia questão de ilustrar todas as lendas japonesas que escrevia para o Jornal Nikkei – que depois veio a se chamar Planeta Zen – e para o livro que veio a publicar em 2008, na ocasião do centenário da imigração japonesa no Brasil.</p>
<p>No mês de julho do mesmo histórico ano, foi homenageado durante a cerimônia de entrega do 20º troféu HQ Mix, em São Paulo: a estatueta do prêmio, esculpida pelo artista Olintho Tahara, representava o personagem Samurai. A mesma figura, uma de suas mais célebres criações, rendeu o mais conhecido apelido de Seto – com consentimento ou não, o cidadão honorário da capital paranaense tomou para si, de uma vez, o título Samurai de Curitiba, assim mesmo, tal qual o de Vampiro ficou com o escritor Dalton Trevisan.</p>
<p><strong>Morte</strong></p>
<p>Morreu em conseqüência de um acidente vascular cerebral no dia 15 de novembro de 2008. Em meio ao mesmo silêncio com que fez parceria durante a carreira, despediu-se subitamente da vida, deixando esposa, três filhos e um dos mais importantes marcos para o universo brasileiro dos quadrinhos.</p>
<p>Os que acompanharam de longe dirão que Seto se decidiu pelo andar de cima quando viu cumprida sua missão – e se equivocarão. Seu trabalho, na verdade, não coube no perímetro da própria vida, de modo que, em túmulo, seguiu lançando obras. Vive atualmente neste e em centenas de milhares de textos, conversas e desenhos em que procura perpetuar seu legado, seja na área de quadrinhos, de pesquisa ou da difusão cultural. Vive como uma lenda, daquelas que ele mesmo contava.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jornalmemai.com.br/2009/11/mil-garcas-para-o-samurai-de-curitiba/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
