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	<title>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas</title>
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	<description>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas</description>
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		<title>NOTÍCIA &#124; VAGA NO CONSULADO DE CURITIBA</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 16:19:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia emprego Consulado Japão]]></category>

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		<description><![CDATA[O Consulado Geral do Japão em Curitiba seleciona funcionário para auxiliar administrativo. Os candidatos à vaga devem ter domínio dos idiomas português e japonês (nível de proficiência I &#8211; fala, leitura e escrita). Os interessados devem entregar o currículo e uma foto 3&#215;4 no Consulado, até o dia 26 de janeiro de 2012. Para os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Consulado Geral do Japão em Curitiba seleciona funcionário para auxiliar administrativo. Os candidatos à vaga devem ter domínio dos idiomas português e japonês (nível de proficiência I &#8211; fala, leitura e escrita).</p>
<p>Os interessados devem entregar o currículo e uma foto 3&#215;4 no Consulado, até o dia 26 de janeiro de 2012. Para os candidatos que enviarem por correio, apenas estarão no processo de seleção os candidatos cujos currículos e foto chegarem até o dia 26 de janeiro.</p>
<p>A seleção dos currículos será a 1° etapa do processo de seleção que terá continuidade com prova e entrevista</p>
<p>Além do domínio do idioma japonês e português, os candidatos devem preencher os requisitos solicitados. Informações: (41) 3322-4919<br />
<a href="http://www.curitiba.br.emb-japan.go.jp/" target="_blank">Site do Consulado: http://www.curitiba.br.emb-japan.go.jp</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F01%2Fnoticia-vaga-no-consulado-de-curitiba%2F&amp;title=NOT%C3%8DCIA%20%7C%20VAGA%20NO%20CONSULADO%20DE%20CURITIBA" id="wpa2a_2"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>NOTÍCIA &#124; AS ESTAÇÕES DE TREM DE TÓQUIO</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 16:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Tóquio trem Yamanote Nádia Kaku]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste site você pode conhecer as 29 estações da Yamanote Line – a mais importante linha de trem da capital japonesa, que transporta mais de 3,5 milhões de pessoas por dia.  O diferencial desta linha é que o itinerário  é circular, ou seja, não importa de onde você parte, sempre voltará para o mesmo lugar. As [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste<a href=" www.yamanote.com.br"> </a><a href="http://yamanote.com.br/">site </a>você pode conhecer as 29 estações da <strong>Yamanote Line</strong> – a mais importante linha de trem da capital japonesa, que transporta mais de 3,5 milhões de pessoas por dia.  O diferencial desta linha é que o itinerário  é circular, ou seja, não importa de onde você parte, sempre voltará para o mesmo lugar.</p>
<p>As fotos e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=d2sipERoZVg&amp;feature=youtu.be">vídeos</a> (veiculados no Youtube)  do site fazem parte do  trabalho da estudante de Jornalismo Nadia Kaku, para a conclusão de curso de Jornalismo na ECA/USP. Ela esteve no Japão em setembro de 2011 e captou flagrantes da metrópole japonesa.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F11%2Fnoticia-conheca-toquio-de-trem%2F&amp;title=NOT%C3%8DCIA%20%7C%20AS%20ESTA%C3%87%C3%95ES%20DE%20TREM%20DE%20T%C3%93QUIO" id="wpa2a_4"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>LITERATURA &#124; MEMAI 08 : ENTREVISTA GENY WAKISAKA</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 02:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Man Yõshu poesia japonesa Geny Wakisaka Neide Nagae]]></category>

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		<description><![CDATA[A professora de Literatura e Língua Japonesa  Neide Nagae entrevista Geny Wakisaka, uma das personalidades que compõe o quadro pioneiro dos Estudos Japoneses no Brasil. Nas páginas 4, 5, 6 e 7 do JORNAL MEMAI 08 &#8211; edição Primavera, você pode conferir o bate-papo com a pesquisadora, que recebeu um prêmio do governo japonês pela obra Man’yôshû [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/11/ageny01a.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1080" title="ageny01a" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/11/ageny01a.jpg" alt="Geny Wakisaka" width="340" height="226" /></a>A professora de Literatura e Língua Japonesa  Neide Nagae entrevista Geny Wakisaka, uma das personalidades que compõe o quadro pioneiro dos Estudos Japoneses no Brasil. Nas páginas 4, 5, 6 e 7 do JORNAL MEMAI 08 &#8211; edição Primavera, você pode conferir o bate-papo com a pesquisadora, que recebeu um prêmio do governo japonês pela obra <em>Man’yôshû vereda do poema clássico japonês</em>, publicado pela Editora Hucitec em 1992, com o auxílio da Fundação Japão e da Aliança Cultural Brasil-Japão.</p>
<p>A pesquisa é inspirada em sua  tese de doutorado  <em>O Mundo Poético de Yoshino nas Mutações dos Chôka (1987), </em> sobre os poemas longos dos séculos VI ao VIII, inseridos na antologia poética <em>Man’yôshû</em>.</p>
<p>Tradutora de prosa e poesia, organizadora de livros de tradução como o de Akinari Ueda e Kenzaburo Oe, <em>Contos da Era Meiji</em> e <em>Contos Modernos Japoneses</em>, publicados pelo Centro de Estudos Japoneses da USP, ainda hoje, Geni Wakisaka  continua ativa. Está concluindo a tradução em grupo de <em>Makura no sôshi &#8211; (O livro do travesseiro) , </em>uma  das maiores  obras da Literatura Japonesa classica, escrita por Sei Shonagon no século X.</p>
<p><em> </em></p>
<p>POEMAS DO MAN YÔSHU</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>妥女の袖吹き返す明日香風都を遠みいたづらに吹く</p>
<p>(Poema 51, Tomo I)</p>
<p>Ventos de Asuka</p>
<p>Tumultuam as mangas</p>
<p>Das servidoras palacianas</p>
<p>Deslocada a capital</p>
<p>Ora debalde passam</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>吾を待つと君が濡れけむあしひきの山のしづくにならましものを</p>
<p>(Poema 108, Tomo II)</p>
<p>Quisera transformar-me naquele orvalho</p>
<p>Que envolvera seu corpo</p>
<p>Orvalho ao pé da montanha</p>
<p>No tempo em que me aguardavas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>旅人の宿りせむ野に霜降らば吾が羽ぐくめ天の鶴群</p>
<p>(Poema 1791, Tomo IX)</p>
<p>Cegonhas migrantes</p>
<p>Se a geada cobrir os campos</p>
<p>Em que pernoitam viajantes</p>
<p>Meu filho</p>
<p>Acolham sob suas asas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>東の野にかきろひの立つ見えてかへりみすれば月傾きぬ</p>
<p>(Poema 48, Tomo I)</p>
<p>Dos campos emerge</p>
<p>A claridade ao leste</p>
<p>Volvendo-me a oeste</p>
<p>Vejo o submergir</p>
<p>Da lua.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F11%2Fnoticia-jornal-memai-08-entrevista-geny-wakisaka%2F&amp;title=LITERATURA%20%7C%20MEMAI%2008%20%3A%20ENTREVISTA%20GENY%20WAKISAKA" id="wpa2a_6"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>HQ &#124; MEMAI 08: SETO E OS MANGAKÁS DO BRASIL</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 22:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raphael.kruger</dc:creator>
				<category><![CDATA[HQ]]></category>
		<category><![CDATA[Pop]]></category>
		<category><![CDATA[HQ Seto Patricia Borges]]></category>

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		<description><![CDATA[O mangá se tornou popular no Ocidente com a divulgação da obra Lobo Solitário, de Frank Miller, mas  já havia, antes, no Brasil,  desenhistas nisseis como Claudio Seto, Julio Shimamoto, Paulo Fukue e Fernando Ikoma. No artigo assinado pela pesquisadora Patrícia Maria Borges, especialista em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, você pode  conhecer um pouco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mangá se tornou popular no Ocidente com a divulgação da obra <em>Lobo Solitário</em>, de Frank Miller, mas  já havia, antes, no Brasil,  desenhistas nisseis como Claudio Seto, Julio Shimamoto, Paulo Fukue e Fernando Ikoma.</p>
<p>No artigo assinado pela pesquisadora Patrícia Maria Borges, especialista em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, você pode  conhecer um pouco mais sobre a obra destes mangaká pioneiros, além de ter um panorama sobre os desenhistas contemporâneos. Leia o artigo nas páginas 8, 9 e 10.</p>
<p>A obra de Claudio Seto tem destaque especial na pesquisa, com análise de duas histórias de <em>Flores Manchadas de Sangue</em>, livro publicado no ano de falecimento do autor (2008).  Seto é considerado, junto com Minami Keizi, o introdutor do mangá no Brasil.  Além disto, tornou-se popular em Curitiba por ser o criador dos festivais folclóricos na região.</p>
<p>No aniversário de 3 anos de sua morte ele recebeu diversas homenagens: o vídeo<a href="http://www.osamuraidecuritiba.com.br/trailer.htm"> <em>O Samurai de Curitiba</em></a>, dirigido por Rober Machado e José Padilha, a 2a. edição do livro<em> Ayumi &#8211; Caminhos Percorridos</em>, pela Imprensa Oficial do Paraná e também a inclusão do <em>Seto Matsuri </em>na Virada Cultural local.</p>
<p>E para reviver os heróicos tempos da editora curitibana de quadrinhos Grafipar, editora da qual Seto foi um dos cofundadores, a edição de novembro da<em> Revista de História </em>da Biblioteca Nacional  traz um artigo de autoria de Luciano Henrique Ferreira Dias, pesqisador da Universidade Federal do Paraná,  em que cita a editora.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F11%2Fhq-mangas-nas-publicacoes-de-hq-no-brasil%2F&amp;title=HQ%20%7C%20MEMAI%2008%3A%20SETO%20E%20OS%20MANGAK%C3%81S%20DO%20BRASIL" id="wpa2a_8"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>NOTÍCIA &#124; PRÊMIO LITERÁRIO NIKKEI</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 13:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Nikkei Bunkyo Oscar Nakasato Marilia Kubota André Kondo]]></category>

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		<description><![CDATA[Os livros Nihonjin, de Oscar Nakasato, Contos do Sol Nascente, de André Kondo e Retratos Japoneses no Brasil &#8211; Literatura Mestiça, organizado por  Marília Kubota receberam o  Prêmio Literário Nikkei 2011. A cerimônia de entrega dos prêmios será neste sábado (12 )  às 13 horas, no Salão Nobre do Bunkyo de São Paulo (  Rua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os livros<em> Nihonjin,</em> de Oscar Nakasato, <em>Contos do Sol Nascente</em>, de André Kondo e <em>Retratos Japoneses no Brasil &#8211; Literatura Mestiça</em>, organizado por  Marília Kubota receberam o  Prêmio Literário Nikkei 2011.</p>
<p>A cerimônia de entrega dos prêmios será neste sábado (12 )  às 13 horas, no Salão Nobre do Bunkyo de São Paulo (  Rua São Joaquim, 381 – 2º andar – Liberdade).</p>
<p>Durante a solenidade será prestada homenagem póstuma a H. Masuda Goga, poeta haicaísta, cujo centenário de nascimento transcorre este ano, pela sua relevante contribuição à difusão do haicai no meio literário do Brasil.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F11%2Fnoticia-premio-literario-nikkei%2F&amp;title=NOT%C3%8DCIA%20%7C%20PR%C3%8AMIO%20LITER%C3%81RIO%20NIKKEI" id="wpa2a_10"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>NOTÍCIA &#124; JORNAL MEMAI 08 É LANÇADO</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2011/11/882/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 11:10:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[﻿No aniversário de 2 anos do  JORNAL MEMAI , a edição  08 &#8211;   Primavera 2011  faz uma homenagem a dois protagonistas da cultura japonesa divulgada no Brasil: Geny Wakisaka e Claudio Seto. A professora Geny Wakisaka realizou uma pesquisa cujo tema é o Man Yôshu, a primeira antologia da poesia japonesa. Em 2008 ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/11/08capa.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-958" title="08capa" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/11/08capa-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>﻿No aniversário de 2 anos do  JORNAL MEMAI , a edição  08 &#8211;   Primavera 2011  faz uma homenagem a dois protagonistas da cultura japonesa divulgada no Brasil: Geny Wakisaka e Claudio Seto.</p>
<p>A professora Geny Wakisaka realizou uma pesquisa cujo tema é o Man Yôshu, a primeira antologia da poesia japonesa. Em 2008 ela recebeu um prêmio do governo japonês por esta pesquisa, que inclui alguns poemas traduzidos. O trabalho foi publicado pela primeira vez no Brasil pela Hucitec, em 1992, com subsídio da Fundação Japão e apoio da Aliança Cultural Brasil-Japão.</p>
<p>O jornal também presta homenagem a Claúdio Seto, que  completa 3 anos de falecimento. Um artigo assinado pela pesquisadora Patrícia Borges destaca a atuação dos mangá-ka (desenhistas de mangá) brasileiros, como Seto, Julio Shimamoto, Fernando Ikoma, entre outros.</p>
<p>O JORNAL MEMAI foi  lançado no II Seto Matsuri,  realizado nos dias 05 e 06 de novembro,  no Museu Oscar Niemeye, em Curitiba. A publicação,  que tem periodicidade trimestral,  é distribuída gratuitamente. Além de ser distribuída em eventos da comunidade,  também tem circulação dirigida. Interessados em ler o jornal impresso  pode pedir pelo email  editorjornalmemai@gmail.com.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F11%2F882%2F&amp;title=NOT%C3%8DCIA%20%7C%20JORNAL%20MEMAI%2008%20%C3%89%20LAN%C3%87ADO" id="wpa2a_12"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>NOTICIA Entrevista com Teruko Oda</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 09:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[A haicaista Teruko Oda , colaboradora do JORNAL MEMAI, é a entrevistada do programa Arteletra para falar sobre hai-cais e  Kigo (termo da estação que compõe o haicai). No programa, Teruko explica a relação entre hai-cai e as estações do ano, e fala sobre o 23º Encontro Anual de Hai-cai. Apresentação de Maria José Petri.DOMINGO, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A haicaista Teruko Oda , colaboradora do JORNAL MEMAI, é a entrevistada do programa Arteletra para falar sobre hai-cais e  Kigo (termo da estação que compõe o haicai). No programa, Teruko explica a relação entre hai-cai e as estações do ano, e fala sobre o 23º Encontro Anual de Hai-cai. Apresentação de Maria José Petri.DOMINGO, 30 de outubro, no canal CNU, 11 da Net e 71 da Tva, a partir das 21 horas. Também pode ser visto pelo site: http://www.usjt.br/midia/arteletra.php  (informações sobre a TV São Judas e o Programa Arteletra) .</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F10%2Fnoticia-entrevista-com-teruko-oda%2F&amp;title=NOTICIA%20Entrevista%20com%20Teruko%20Oda" id="wpa2a_14"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>NOTICIA &#124; MEMAI apóia Projeto Inochi</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2011/10/noticia-memai-apoia-projeto-inochi/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 18:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Já está à venda em todo o Brasil o CD Inochi, uma iniciativa de músicos brasileiros para ajudar as  crianças que vivem no local do terremoto ocorrido em março de 2011 no Japão. O lançamento do CD aconteceu em agosto,   no primeiro evento beneficente do Projeto Inochi realizado na Galeria Deco em São Paulo. A canção-título  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/10/cdprojetoinochi.gif"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-875" title="cdprojetoinochi" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/10/cdprojetoinochi-150x150.gif" alt="" width="150" height="150" /></a><br />
Já está à venda em todo o Brasil o CD Inochi, uma iniciativa de músicos brasileiros para ajudar as  crianças que vivem no local do terremoto ocorrido em março de 2011 no Japão.</p>
<p>O lançamento do CD aconteceu em agosto,   no primeiro evento beneficente do <strong>Projeto Inochi </strong>realizado<strong> </strong>na Galeria Deco<strong> </strong>em São Paulo. A canção-título  foi composta por <strong>Shizue</strong>, artista plástica,<strong> </strong>com produção e regência de Osny Melo, e cantada por crianças japonesas. Acompanham também duas músicas originais compostas pelo produtor musical.</p>
<p>Parte da renda obtida no evento e comercialização do CD e do livro é revertida às crianças que vivem nas regiões atingidas pelo terremoto.</p>
<p>Site: <a href="http://www.inochi.blog.br/">www.inochi.blog.br</a></p>
<p>Contato: <a href="mailto:inochi@shizue.com.br">inochi@shizue.com.br</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F10%2Fnoticia-memai-apoia-projeto-inochi%2F&amp;title=NOTICIA%20%7C%20MEMAI%20ap%C3%B3ia%20Projeto%20Inochi" id="wpa2a_16"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>HQ &#124; CHIBI SETO</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 07:58:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[HQ]]></category>
		<category><![CDATA[Chibi Seto]]></category>
		<category><![CDATA[mangá]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicamos exclusivamente neste site a tirinha homenageando  Claudio Seto, referência em mangá no Brasil. A arte é de Guilherme Match, criador do personagem Chibi Seto. Para visualizar a imagem por completo basta clicar nela.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/10/08chibiseto1.jpg"><img class="size-medium wp-image-854 aligncenter" title="08chibiseto" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/10/08chibiseto1-300x104.jpg" alt="" width="300" height="104" /></a></p>
<p>Publicamos exclusivamente neste site a tirinha homenageando  <strong>Claudio Seto</strong>, referência em mangá no Brasil. A arte é de <strong><a href="http://twitter.com/yohke" target="_blank">Guilherme Match</a></strong>, criador do personagem <strong>Chibi Seto</strong>. Para visualizar a imagem por completo basta clicar nela.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F10%2Fchibi-seto%2F&amp;title=HQ%20%7C%20CHIBI%20SETO" id="wpa2a_18"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>NOTÍCIA &#124; MEMAI no Orelha do Livro</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 12:07:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[A  jornalista Mariana Sanchez  publica uma nota no blogue Orelha do Livro sobre o lançamento do JORNAL MEMAI &#8211; edição inverno, 07 : O jornal trimestral de cultura japonesa Memai (”vertigem“, no original nipônico) lançou recentemente sua sétima edição. A capa ilustra um dos temas mais recorrentes da ficção naquele país desde a Segunda Guerra, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
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<h1><span style="font-size: 13px; font-weight: normal;">A  jornalista Mariana Sanchez  publica uma nota no blogue <a href="http://www.orelhadolivro.com.br/2011/10/04/vertigem-japonesa/">Orelha do Livro</a> sobre o lançamento do JORNAL MEMAI &#8211; edição inverno, 07 :</span></h1>
<p><em>O jornal trimestral de cultura japonesa <strong>Memai</strong> (”vertigem“, no original nipônico) lançou recentemente sua sétima edição. A capa ilustra um dos temas mais recorrentes da ficção naquele país desde a Segunda Guerra, o pesadelo nuclear. O número 07 do jornal traz uma entrevista com o escritor <strong>Oscar Nakasato</strong>, vencedor do prêmio Benvirá de Literatura pelo romance Nihonjin, além de uma matéria ilustrada sobre a <strong>arte do haicai.</strong></em></p>
<p><em>Em Curitiba, você encontra o jornal Memai no Centro Cultural Tomodachi, na Biblioteca da Praça do Japão, no Mercado Municipal, na livraria Joaquim e no Paço da Liberdade. Memai também <strong>circula gratuitamente em Londrina, Maringá, São Paulo e Porto Alegre.</strong> Quem tiver interesse em conhecer a publicação basta enviar um email para<strong><a href="mailto:contato@jornalmemai.com.br">contato@jornalmemai.com.br</a></strong>. Mais informações aqui <a href="http://www.jornalmemai.com.br/" target="_blank">neste site</a>.</em></p>
<p><em><span style="font-size: 13px; font-weight: normal;"><br />
</span></em></p>
</div>
</div>
<p>Orelha do Livro é um projeto de incentivo à <strong>leitura literária</strong> desenvolvido pela jornalista Mariana Sanchez, e um programa de rádio veiculado diariamente na Lumen FM de Curitiba entre <strong>dezembro de 2008 e maio de 2010</strong>.</p>
<p><strong>Mariana Sanchez</strong> é  jornalista e especialista em Cinema pela Faculdade de Artes do Paraná.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F10%2Fmemai-no-orelha-do-livro%2F&amp;title=NOT%C3%8DCIA%20%7C%20MEMAI%20no%20Orelha%20do%20Livro" id="wpa2a_20"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>HAICAI &#124; Conceitos Estéticos do Haicai</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 11:13:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raphael.kruger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Haicai]]></category>
		<category><![CDATA[Haicai Literatura Claudio Daniel]]></category>

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		<description><![CDATA[A poesia clássica japonesa, cujo primeiro registro é a antologia Manyoshu, ou “coletânea de dez mil folhas”, publicada no século VIII, durante o período Heian (794 &#8211; 1192), influenciou o processo criativo de autores brasileiros desde o início do século XX. Representação direta do mundo dos fenômenos, em linguagem substantiva e dicção coloquial, ainda que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07haicaiimagem02.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-553" title="07haicaiimagem02" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07haicaiimagem02-280x300.jpg" alt="" width="336" height="359" /></a></p>
<p>A poesia clássica japonesa, cujo primeiro registro é a antologia Manyoshu, ou “coletânea de dez mil folhas”, publicada no século VIII, durante o período Heian (794 &#8211; 1192), influenciou o processo criativo de autores brasileiros desde o início do século XX. Representação direta do mundo dos fenômenos, em linguagem substantiva e dicção coloquial, ainda que o inusitado, a ironia, a sutileza e a própria estrutura da língua japonesa criem sensações de estranheza e imprevisto, como no conhecido poema de Bashô: “velha lagoa / o sapo salta / o som da água”.</p>
<p>A interferência criativa do acaso na elaboração da obra de arte e a ação intuitiva do artista são outros elementos valorizados na arte japonesa, porque remetem à simplicidade, à espontaneidade, à naturalidade, rompendo com as limitações da lógica rotineira e das convenções formais. Um mestre, no sentido japonês da palavra, não é aquele que maneja com habilidade as técnicas de composição poética, de pintura à nanquim ou de luta com a espada, mas sim aquele que, tendo assimilado essas técnicas, superou o mero domínio formal, atingindo shado, a arte sem arte, ou criação natural e sem artifícios, que corresponde ao ideal zen-budista de desapego e volta à natureza original da mente, que é o estado de vacuidade, ou sunyata, a harmonia que transcende todas as oposições entre sujeito e objeto, o interno e o externo, o efêmero e o eterno. A criação artística, nesse contexto cultural, não é vista como mera representação da natureza ou de conceitos éticos e metafísicos, mas como modo de conduta, ascese, prática para iluminação espiritual.</p>
<p>Um princípio essencial da filosofia da arte japonesa é o makoto, que pode ser traduzido “palavra verdadeira”, “essência”, “sinceridade”, “fidelidade”, “dedicação”, “lealdade”, “honestidade” ou “coração”. Esse princípio diz respeito a uma atitude interior, e ao mesmo tempo a um princípio cósmico. É a lei suprema do universo, segundo o tratado Chuang-Yung, a essência mais profunda do homem e do cosmo. Um poema tem makoto se ele tem sinceridade, se vem do coração, e não é apenas um artifício ou ornamento.</p>
<p>Outro princípio importante é yugen, que significa “mistério”, “charme sutil”. Os dois ideogramas que compõem esta palavra significam, respectivamente,  mistério e obscuridade.  Segundo Darci Yasuco Kusano, “yugen possui um significado além das aparências. (&#8230;) “Os fatores primordiais que constituem o yugen são a beleza e a elegância, aliadas à suavidade; o refinamento físico e espiritual.” (&#8230;) “São igualmente expressões de yugen a beleza ideal, sublime, com uma aura de mistério”.<br />
Um haicai tem yugen se ele consegue enfocar o tema de modo raro, brilhante, mas com sutileza, leveza, sem ostentação ou vulgaridade. Assim, por exemplo, neste poema de Bashô: “dia de finados / do jeito que estão / dedico as flores” (LEMINSKI, 1983: 14). O poema se refere ao costume  japonês de colher flores para oferecê-las aos antepassados, no dia comemorativo dos mortos; num gesto de afirmação, à vida, Bashô oferece as flores sem retirá-las da terra, sem matá-las.</p>
<p>Ushin refere-se ao poema que consegue expressar uma emoção poética profundamente sentida. O ideograma de ushin é formado por dois kanjis que se traduzem por “ter coração” (FRANCHETTI, 1990: 20). Esse conceito, a princípio, denominava um estilo poético em que as qualidades predominantes eram a gentileza e a elegância; depois, passou a designar o poema que está repleto de emoção, como neste haicai de Buson, também traduzido por Leminski: “outono a tarde cai / penso apenas / em minha mãe e meu pai”. (LEMINSKI, 1983: 93).</p>
<p>Já mushin significa  “beleza transcendente e intuitiva”, não redutível à explicação ou análise. Mushin, nesse caso, nomeia um estágio de desenvolvimento espiritual em que vige a pura intuição e que só encontra paralelo na visão unificadora do satori, livre da tela do sim e do não, na iluminação budista. (FRANCHETTI, 1990: 21).</p>
<p>Por fim, vamos falar de mais dois conceitos essenciais à arte japonesa: sabi e wabi. Conforme Franchetti, sabi “se aplica a poemas caracterizados pelo clima de solidão e de tranquilidade: um texto tem sabi quando mostra a calma, a resignada solidão do homem no meio da beleza brilhante, da grandeza do universo” (idem). Como ilustração a esse conceito, podemos citar um poema de Issa, cheio de recolhimento e interiorização: “Em solidão, / como a minha comida / e sopra o vento de outono” (idem). Wabi também conota solidão, mas desta vez com referência à vida do eremita, do renunciante. “Designa um calmo saboreio dos aspectos agradáveis da pobreza, do despojamento que liberta o espírito dos desejos que o prendem ao mundo. É wabi a arte que, com o mínimo de elementos, significa apenas o suficiente para que se realize o momento de integração entre o homem e o que o rodeia” (idem). É a perfeição do imperfeito, a beleza do assimétrico, humilde, irregular, que corresponde à visão budista da realidade como algo efêmero e mutável. Um exemplo de wabi é o conhecido jardim de pedra e areia de um templo em Kyoto, cujo despojamento recorda o princípio de economia formal de artistas do século XX, como Mondrian. Outro exemplo de wabi é a história tradicional que conta um episódio do mestre zen Riyoki: convidado por um nobre poderoso a mostrar sua perícia na arte dos arranjos florais, Riyoki é recebido no palácio, mas entregam a ele apenas as flores e uma bacia de água, sem os apetrechos necessários para fazer o arranjo. Em poucos minutos, Riyoki  cortou as pétalas e as dispôs de maneira harmônica na água da bacia, com elegância e beleza. Um poema que expressa com perfeição o espírito de wabi é este haicai de Shiki, traduzido por Maurício Arruda Mendonça: “No meio do mato / a flor branca / seu nome desconhecido” (MENDONÇA, 1999: 116).</p>
<p><strong>Claudio Alexandre de Barros Teixeira</strong> (Claudio Daniel) é doutrando em Literatura Portuguesa pela Universidade Estadual de São Paulo.</p>
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		<item>
		<title>HAICAI &#124; Wabi Sabi, Wasabi, Warabi</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 11:12:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raphael.kruger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Haicai]]></category>
		<category><![CDATA[Haicai literatura Tomoko Gaudioso]]></category>

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		<description><![CDATA[A pesquisadora Tomoko Gaudioso e o poeta Claudio Daniel projetam diferentes olhares  sobre o haicai no Brasil, forma poética praticada por poetas e escritores modernistas e por imigrantes japoneses. À primeira vista, o haicai, constituído de apenas dezessete sílabas ou menos, divididas em três versos, parece não dizer nada. Tendo como seu elemento essencial o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pesquisadora Tomoko Gaudioso e o poeta Claudio Daniel projetam diferentes olhares  sobre o haicai no Brasil, forma poética praticada por poetas e escritores modernistas e por imigrantes japoneses.<span id="more-547"></span></p>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07haicaiimagem01.jpg"><img class="size-medium wp-image-548 alignright" title="07haicaiimagem01" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07haicaiimagem01-262x300.jpg" alt="" width="329" height="376" /></a>À primeira vista, o haicai, constituído de apenas dezessete sílabas ou menos, divididas em três versos, parece não dizer nada. Tendo como seu elemento essencial o kigo, palavra que aponta as peculiaridades de cada momento das estações do ano, possibilita ao poeta descrever o momento, tal qual captação da imagem como uma câmera fotográfica.</p>
<p>Com poucas palavras, o haicaísta tenta reproduzir o que vê à sua frente, sem interferir com seus conceitos ou preconceitos (no sentido de ideia pré-concebida).O espírito silencioso do povo japonês, observador por natureza, vê, grava e reproduz o que capta em poucas palavras. É o momento de exteriorização do espírito zen, a simplicidade é que reflete no haicai.</p>
<p>Como usa poucas palavras, a percepção não se perde no tempo. A ilustração chamada sashi-e que acompanha o poema complementa a informação. Fácil de ser compreendido, atualmente o haicai tem  seguidores no mundo inteiro.</p>
<p>Em espanhol, o haicai tomou peso com a tradução de Sendas de Oku, de Matsuo Bashô, por Octavio Paz. Por outro lado, o conceito do zen, essência da vida japonesa, que busca a paz interior, contida no poema, também contribuiu para sua difusão pelo mundo.</p>
<p><strong>Brasil</strong></p>
<p>O haicai em língua portuguesa foi introduzido no Brasil pelo diplomata Oliveira Lima, em 1903, cinco anos antes da chegada dos imigrantes. O novo estilo foi incorporado pela comunidade literária brasileira influenciando vários escritores que conheciam só os poemas longos e de cunho subjetivo. Surgiram poetas  como Oldegar Franco Vieira, Afrânio Peixoto,  que influenciaram haicaístas posteriores e outros escritores. Com o tempo, o haicai sofreu influências locais, com  temas renovados, adquirindo nova identidade com elementos brasileiros. Haicai brasileiro, naturalizado, nos dias de hoje já se permite uso de palavras bem brasileiras como erva de São João, bem-te-vi, piracema e urubu.</p>
<p>Atualmente  grupos e associações se reúnem para compor e apreciar o haicai, tanto em língua portuguesa como em japonês. Associações, como Grêmio Haicai Ipê e Associação dos Haicaistas Brasileiros têm efetuado levantamento e classificação exaustivos de vocábulos referentes à fauna, flora e condições climáticas brasileiras para  elaborar o haicai, mostrando integração dos imigrantes japoneses à terra brasileira. Ou ainda, uma apropriação do Brasil como sua segunda terra natal, se não é de nascimento, como renascimento do espírito nipo-brasileiro.</p>
<p><strong>Tomoko Gaudioso</strong> é Coordenadora do Núcleo de Estudos Japoneses &#8211; Instituto de Letras da UFRGS, Coordenadora do Memorial de Imigração e Cultura da UFRGS</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F09%2Fhaicai-wabi-sabi-wasabi-warabi%2F&amp;title=HAICAI%20%7C%20Wabi%20Sabi%2C%20Wasabi%2C%20Warabi" id="wpa2a_24"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>HISTÓRIA &#124; O Lendário Miyamoto Musashi</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2011/09/perfil-o-lendario-miyamoto-musashi/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 11:10:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raphael.kruger</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[História Miyamoto Musashi Yuri Sócrates]]></category>

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		<description><![CDATA[﻿Personagem histórico que se tornou um ídolo popular, o samurai viveu num dos mais conturbados momentos da História Japonesa, o Sengoku-Jidai, ou Estados em Guerra É comum nos depararmos com filmes, histórias em quadrinhos, jogos eletrônicos e livros apresentando, como protagonista, o lendário samurai Miyamoto Musashi. Muitas vezes, duvida-se de sua existência histórica, uma vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>﻿Personagem histórico que se tornou um ídolo popular, o samurai viveu num dos mais conturbados momentos da História Japonesa, o Sengoku-Jidai, ou Estados em Guerra<span id="more-533"></span></p>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/musashi-1.jpg"><img class="size-full wp-image-534 alignleft" title="musashi (1)" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/musashi-1.jpg" alt="" width="265" height="383" /></a>É comum nos depararmos com filmes, histórias em quadrinhos, jogos eletrônicos e livros apresentando, como protagonista, o lendário samurai Miyamoto Musashi. Muitas vezes, duvida-se de sua existência histórica, uma vez que a indústria cultural de hoje o retrata com uma riqueza de habilidades e dominando técnicas de espada, bem como enorme sabedoria, quase sobre-humanas. A importância de Musashi no cenário histórico e cultural do Japão é indiscutível, ídolo abraçado como modelo exemplar de guerreiro samurai, viveu durante um dos mais conturbados momentos da História Japonesa: o Sengoku-Jidai, ou Estados em Guerra.</p>
<p>Miyamoto Musashi nasceu em 1584, na província de Harima, filho de um mestre de artes marciais Shinmen Munisai. Nesse período o arquipélago japonês encontrava-se dividido entre os diversos daimyo, que detinham o poder militar e político sobre seus territórios, contexto que tornava a guerra uma rotina prolongada através das gerações. Na época do nascimento de Musashi, os portugueses já haviam chegado ao arquipélago japonês há aproximadamente 40 anos, introduzido as armas de fogo como novos artefatos bélicos, o que trouxe severas mudanças à arte da guerra japonesa do século XVI. Em sua obra Gorin no Sho (O Livro dos Cinco Anéis), Musashi descreve sua criação e ensinamentos, contando que:</p>
<blockquote><p>“Desde minha infância, fui ensinado profundamente no caminho da estratégia. Meu primeiro duelo ocorreu quando tinha treze anos, quando derrotei um estrategista da escola Shinto, Arima Kihei. Aos dezesseis anos, derrotei um hábil guerreiro estrategista chamado Tadashima Akiyama. Aos vinte e um anos fui à capital e conheci todos os tipos de guerreiros e estrategistas, não sendo nunca derrotado em nenhum contexto.”¹</p></blockquote>
<p>Esse trecho revela o abismo existente entre a realidade do herói e a que vivemos, uma vez que, nesta época, desde cedo, homens eram treinados para a arte da guerra, sendo preparados para o cenário belicoso em que se encontrava a Terra do Sol Nascente. Percebe-se a inclinação de Musashi em apresentar-se como estrategista, demonstrando que a própria guerra não exigia dos soldados apenas o controle sobre as armas, mas, especialmente, sobre emoções e pensamentos.</p>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/musashism.jpg"><img class="size-full wp-image-537 alignright" title="musashism" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/musashism.jpg" alt="" width="304" height="224" /></a></p>
<p style="text-align: left;">A obra de Musashi é lida ainda hoje como manual de ensinamentos filosóficos e também como guia para o sucesso empresarial. Não foi o Livro dos Cinco Anéis que tornou Musashi um herói japonês, mas sua famosa técnica de luta baseada no uso de duas espadas. O tradicionalismo é frequentemente relacionado aos japoneses e, na arte da guerra, esta característica foi marcante.</p>
<p>Os guerreiros eram treinados desde cedo conforme ensinamentos antigos com sutis aprimoramentos técnicos. Com a entrada das armas de fogo, através dos portugueses, não apenas muitos soldados aderiram, temporariamente, à nova tecnologia de guerra, como também as armaduras deveriam se tornar mais rígidas, espessas e pesadas, na tentativa de impedir a penetração das balas. Musashi, assim como os demais samurais, manteve-se adepto da espada, dedicando-se ao aprimoramento de técnicas tradicionais e ao desenvolvimento de novas técnicas, como o uso de duas espadas simultaneamente, na luta contra mais de um adversário.</p>
<p>A atuação de Musashi como guerreiro no cenário em que viveu foi decisiva para a História do Japão: participou das famosas batalhas de Sekigahara (1600) e de Osaka (1614). Em ambas Musashi lutou contra o clã Tokugawa. Apesar da derrota da família Toyotomi, pela qual Musashi lutou, em ambos os confrontos, o herói japonês é considerado um lutador invicto, tendo participado de mais de sessenta duelos.</p>
<p>Especula-se que sua morte, em 1645, ocorreu por doença. Como herança, legou a seu mais próximo discípulo os manuscritos de Gorin no Sho e ao povo japonês, mais do que técnicas de espada, um nome heroico, reverenciado ainda hoje por seus ensinamentos teóricos e filosóficos.</p>
<p>Histórias e ensinamentos de Musashi transcendem o território japonês. Sua obra e os romances produzidos sobre ele foram traduzidos em diversos idiomas. É o herói de pelo menos uma dezena de filmes que tentam retratar a história do guerreiro e seus ensinamentos.</p>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/musashi_4-1.jpg"><img class="size-full wp-image-536 alignleft" title="musashi_4 (1)" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/musashi_4-1.jpg" alt="" width="269" height="274" /></a>As referências a ele são constantes em desenhos japoneses como Ninja Resurrection, Samurai Champloo, Yu Yu Hakusho, entre outros, e jogos de vídeo game, como Samurai Warriors.</p>
<p>Miyamoto Musashi representa um dos ícones do passado mais lembrados (se não o mais lembrado) da história japonesa em se tratando de tradição samurai.</p>
<p>¹MUSASHI, Miyamoto. Gorin no Sho. Tokyo, 1963. Tradução de Yuri Sócrates.</p>
<p><strong><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/yuri_foto.jpg"><img class="size-full wp-image-543 alignleft" title="yuri_foto" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/yuri_foto.jpg" alt="" width="70" height="70" /></a>Yuri Sócrates Saleh Hichmeh</strong> é historiador (UFPR), professor de História e consultor empresarial de Gestão da Qualidade. É um dos co-autores da coletânea de ensaios O Túnel do Tempo (Juruá, 2010).</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F09%2Fperfil-o-lendario-miyamoto-musashi%2F&amp;title=HIST%C3%93RIA%20%7C%20O%20Lend%C3%A1rio%20Miyamoto%20Musashi" id="wpa2a_26"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>LITERATURA &#124; Chuva Negra</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 11:10:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raphael.kruger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Mabuse Chuva Negra Radiação nuclear]]></category>

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		<description><![CDATA[O drama vivido por uma família de Hiroshima retrata, através de relatos cotidianos contidos em diários, a tragédia com a qual os japoneses tiverem que conviver no pós-guerra . Chuva Negra, de Masuji Ibuse, tradução de Jefferson José Teixeira, Estação Liberdade, 2011, 328 páginas. Yasuko, sobrinha de Shigematsu Shizuma e sua mulher, Shigeko, corre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O drama vivido por uma família de Hiroshima retrata, através de relatos cotidianos contidos em diários, a tragédia com a qual os japoneses tiverem que conviver no pós-guerra .</p>
<p><span id="more-517"></span></p>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/chuva-negra-capa.jpg"><img class="size-full wp-image-531 alignleft" title="chuva-negra-capa" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/chuva-negra-capa.jpg" alt="" width="180" height="264" /></a></p>
<p><strong>Chuva Negra</strong>, de Masuji Ibuse, tradução de Jefferson José Teixeira, Estação Liberdade, 2011, 328 páginas.</p>
<p>Yasuko, sobrinha de Shigematsu Shizuma e sua mulher, Shigeko, corre o risco de não casar por suspeita de estar contaminada pela radiação nuclear. Para se livrar da suspeita, seus tios resolvem escrever as memórias do mais tenebroso dia em que o cogumelo atômico mudou a vida dos habitantes de Hirohsima.</p>
<p>A história particularíssima serve de fio condutor para mergulhar no horror do pós-guerra. Os diários de Shiguematsu e Shigeko, embora tenham como objetivo arranjar um casamento para a sobrinha, acabam se tornando um relato impressionante. Em tom cotidiano e sóbrio, gradualmente induzem o leitor a perceber a tragédia pela qual passaram mais de três gerações de japoneses.</p>
<p>Os diários relatam o caos que se instalou nas cidades atingidas, a falta de informações, de comida, medicamentos e de estrutura. No meio do caos, os sobreviventes procuram se organizar. Aos poucos se dão conta de que sua realidade sofreu uma violenta transformação.</p>
<p>Ibuse consegue dar uma dimensão poética a um holocausto. A doença, o sentimento de perda, os preconceitos e traumas permeiam este romance. A destruição de casas e as ruínas nas duas cidades são pouco em relação ao estado das vítimas. Além de conviver com os mortos em estado de podridão, têm que se dar conta dos efeitos da radiação nuclear.</p>
<p>Masuji Ibuse é um romancista japonês nascido na cidade de Hiroshima, em 1898. Estudou na Universidade de Waseda, em Tóquio. A partir de 1922, passou a se dedicar à ficção. Publicou novelas, contos e romances marcados por uma linguagem lírica e com humor, tendo como foco a vida de homens comuns. Principais obras: Koi (A Carpa, 1924), Sanshôuo (A. Salamandra, 1929), Sazana Gunki (Crônica das pequenas ondas, 1938), Ekimae Ryokan (O Hotel da Estação, 1956) e Chimpindô Shujim (O Antiquário, 1959). Morreu em Tóquio, em 1993.</p>
<p><a href="../wp-content/uploads/2011/08/marilia_foto.jpg"><img class="alignleft" title="marilia_foto" src="../wp-content/uploads/2011/08/marilia_foto.jpg" alt="" width="70" height="70" /></a><strong>Marilia Kubota</strong> é editora do JORNAL MEMAI, mestranda em estudos literários (UFPR) e organizadora do livro “Retratos Japoneses no Brasil” (2010), e integrante de 7 antologias de poesia e prosa.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F09%2Fliteratura-chuva-negra%2F&amp;title=LITERATURA%20%7C%20Chuva%20Negra" id="wpa2a_28"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>VIDA &#124; O senso de unidade na comunidade nikkei</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 11:09:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raphael.kruger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade nikkei Mylle Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[O  senso de unidade da comunidade nipo-brasileira é uma herança da cultura japonesa, concretizada em pequenos gestos cotidianos, e  permite realizar trabalhos em grupo. Não tenho ascendência japonesa, mas com o passar dos anos minha convivência com essa cultura se tornou muito forte. A todos os lugares que eu vou, estou envolta por pessoas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O  senso de unidade da comunidade nipo-brasileira é uma herança da cultura japonesa, concretizada em pequenos gestos cotidianos, e  permite realizar trabalhos em grupo.</p>
<p><span id="more-521"></span><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_vida_1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-522" title="07_vida_1" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_vida_1.jpg" alt="" width="175" height="362" /></a>Não tenho ascendência japonesa, mas com o passar dos anos minha convivência com essa cultura se tornou muito forte. A todos os lugares que eu vou, estou envolta por pessoas e preceitos japoneses, seja em casa ou no trabalho. Quando comecei a conviver com os nikkeis, acabei me deparando com algo fantástico: o senso de unidade. Cada vez que me olho no espelho, me vejo como uma pessoa extremamente egoísta. Quando estou cansada, triste ou com preguiça é sempre difícil eu me mexer para ajudar o próximo. O grupo de japoneses com os quais eu convivo sempre se ajuda e me surpreende.</p>
<p>A primeira vez que percebi isso foi quando, ao final de uma reunião, todos se levantam e começam a empilhar as cadeiras de plástico que estavam usando. Todos fazem isso, tanto os mais novos quanto os mais velhos. Juntam as cadeiras num canto, arrumam seus lixos, papéis, louças num lugar, papéis em outro – uma organização de dar inveja. Eu, por outro lado, sempre tive receio de fazer coisas erradas na frente dos outros. Eu tinha receio, quando pequena, de quebrar as louças que estava enxugando, de ajudar a minha mãe sem ser chamada com medo de incomodar. O irresistível medo de errar. Diante de uma situação em que todos se ajudam, o que eu deveria fazer? Já tem tanta gente fazendo algo, será que farei a diferença? Parece terrível, mas até hoje eu me pergunto essas coisas.</p>
<p>Com o passar do tempo percebi que a ação conjunta não se limitava às  cadeiras. Notei que as pessoas se ajudavam sempre, a todo instante. Pequenos gestos sem palavras, mas com ações diretas, como ajudar a carregar coisas, oferecer comida, emprestar dinheiro pra completar a quantia que se precisa, cuidar de algo enquanto o outro vai ao banheiro, dar carona, emprestar guarda-chuva, dizer obrigado para as pequenas coisas.</p>
<p>Não estou dizendo que os japoneses são perfeitos, que todos farão as mesmas coisas, afinal estamos falando de pessoas e todos são diferentes. O que eu quero dizer é que boa parte é assim, eles têm o senso de unidade, de ajuda mútua, de grupo. Foi esse mesmo senso de grupo que fez com que eles se fechassem em comunidades por tanto tempo. Parte por preconceito, parte por proteção, eles temiam que a influência do diferente atrapalhasse um pouco o senso de unidade. Apesar de parecer, não é apenas a boa educação que os leva a ser assim, mas é um elemento da cultura japonesa, é ensinado desde sempre a eles. Talvez com o tempo isso se perca entre os descendentes que estão no Brasil, mas será bem mais difícil que se perca no país de origem, já que em casa e na escola se aprende o senso de unidade.<br />
<a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_vida_3.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-524" title="07_vida_3" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_vida_3.jpg" alt="" width="200" height="351" /></a><br />
Claro que o senso de unidade tem suas desvantagens. Uma delas para nós é quase inconcebível: não é o fulano ou beltrano quem<br />
se destaca, mas o grupo. Tudo é feito em prol do grupo e a sua satisfação como integrante daquele grupo é milhões de vezes maior do que a sua satisfação individual. O indivíduo, no Japão – mesmo hoje em dia – não tem direitos como os de se frustrar, de se sentir cansado, de se destacar, etc. Por isso lá acontecem tantos suicídios e tantas pessoas buscam alternativas para desabafar, como o erotismo exacerbado – e muitas vezes estranho aos nossos olhos – que vemos nos animês e mangás.</p>
<p>Enquanto isso eu, como espectadora e eterna aprendiz da cultura japonesa, tento lidar com esses conceitos tão conflitantes com a nossa cultura, como o de ajudar sempre o grupo e não se acomodar diante da quantidade de pessoas trabalhando. Tentar me esforçar um pouco mais mesmo que o cenário não pareça bom, para nunca me esquecer que o que importa não é o meu agora, mas um ideal maior que pode demorar muito tempo para ser realizado, mas que várias pessoas contribuíram para que acontecesse.</p>
<p>Tentar transformar o senso de unidade em respeito e consideração aos que amamos e ajudá-los sempre que for possível.</p>
<p><strong><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/mylle_foto.jpg"><img class="size-full wp-image-525 alignleft" title="mylle_foto" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/mylle_foto.jpg" alt="" width="70" height="70" /></a>Mylle Silva</strong> é jornalista, editora do Site Tadaima e estudante de Letras &#8211; Japonês da Universidade Federal do Paraná</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F09%2Fvida-o-senso-de-unidade-na-comunidade-nikkei%2F&amp;title=VIDA%20%7C%20O%20senso%20de%20unidade%20na%20comunidade%20nikkei" id="wpa2a_30"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>LITERATURA &#124; A Mutação de Nikkeijin para Nihonjin</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 11:08:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raphael.kruger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Nihonjin Osca Nakasato]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você for nikkei e ler o romance Nihonjin, de Oscar Nakasato, terá uma sensação imediata de identificação. Afinal, que descendente de japonês  não reconhece a história que ele conta, protagonizada por um imigrante japonês  de rígida personalidade ? Um imigrante japonês, ferrenho nacionalista, vem ao Brasil, com o sonho de voltar à terra natal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você for nikkei e ler o romance Nihonjin, de Oscar Nakasato, terá uma sensação imediata de identificação. Afinal, que descendente de japonês  não reconhece a história que ele conta, protagonizada por um imigrante japonês  de rígida personalidade ?<br />
<span id="more-444"></span> <a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/livro_Oscar.jpg"><img class="size-medium wp-image-455 alignleft" style="margin: 0px; border: 5px solid white;" title="livro_Oscar" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/livro_Oscar-191x300.jpg" alt="Livro Nihonjin" width="153" height="240" /></a></p>
<p>Um imigrante japonês, ferrenho nacionalista, vem ao Brasil, com o sonho de voltar à terra natal em pouco tempo. As perdas emocionais e a tensão política entre seu país de origem e o de imigração dificultam o retorno. A história de Nihonjin é narrada pelo neto de Hideo, prestes a refazer o caminho de volta à terra de seus antepassados. Antes de partir, tem uma longa conversa com o avô. Este revela, em tom minimalista, suas tragédias pessoais: a perda da primeira esposa, Kimie, e de dois filhos, Haruo e Sumie. A questão da identidade, crucial para os descendentes de japoneses, perpassa todo o romance. O autor questiona o que representava ser japonês para o imigrante e como essa percepção foi mudando. A japonesidade é afetada pela fraqueza de Kimie, desacostumada ao trabalho da lavoura e vítima de uma paixão extraconjugal. Essa fraqueza reaparecerá mais tarde em Sumie.</p>
<p>Ao contrário da primeira esposa do pai, ela assumirá a paixão por um gaijin (estrangeiro). Haruo personifica o conflito da maioria nissei, dividida entre duas culturas – japonês emcasa, brasileiro fora. Esse conflito se tornará extremo com a oposição à Shindo Renmei (Liga dos Súditos do Imperador) facção radical que não admitia a derrota do Japão na 2ª. Guerra. Por conta dessas perdas, Hideo transformará sua rígida personalidade. A história de Oscar Fussato Nakasato, neto de imigrantes japoneses, guarda paralelos com a da família Inebata. Seus avós trabalharam como colonos em fazendas de café no interior de São Paulo, esperando enriquecer e retornar ao Japão. Desfeito o sonho de regresso, a família Nakasato migrou para o interior do Paraná. Seus pais mudaram depois para Maringá. Oscar nasceu aí, em1963. Fez Mestrado e Doutorado em Literatura. Hoje é professor de Literatura em Apucarana.  Casado, pai de 2 filhos, há 4 anos mora com a família em Apucarana.</p>
<blockquote><p><strong>TRECHO</strong></p>
<address>- Ojiichan, só tinha nihonjin na colônia? Não. Havia italianos, havia brasileiros. Vovô se lembrava pouco dos italianos. Disse das festas que faziam, da alegria incomum em trabalhadores que lavravam terra alheia em um país que não era deles. Mas eu os conhecia dos meus livros de história, dos filmes sobre a imigração italiana. Então pudevê-los: de manhã, quando iam para o cafezal, já cantavam cantigas alegres num grande coro de vozes de homens e mulheres. E à noite se juntavam no terreiro, comiam batata-doce assada na fogueira, comiam bolos, bebiam vinho,cantavam e dançavam.</address>
</blockquote>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/marilia_foto.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-458" style="border: 5px solid white;" title="marilia_foto" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/marilia_foto.jpg" alt="" width="70" height="70" /></a><strong>Marilia Kubota</strong> é editora do JORNAL MEMAI, mestranda em estudos literários (UFPR) e organizadora do livro “Retratos Japoneses no Brasil” (2010), e integrante de 7 antologias de poesia e prosa.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F09%2Fa-mutacao-de-nikkeijin-para-nihonjin%2F&amp;title=LITERATURA%20%7C%20A%20Muta%C3%A7%C3%A3o%20de%20Nikkeijin%20para%20Nihonjin" id="wpa2a_32"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>KINEMA &#124; Filmografia da  Radiação Nuclear</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2011/09/kinema-radiacao-nuclear-em-filmes-japoneses/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 11:07:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raphael.kruger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kinema]]></category>

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		<description><![CDATA[O  tema da radiação nuclear é abordado com frequencia nas telas japonesas revelando o trauma pelo qual passou o país.  Além de Kurosawa,  destaque é Chuva Negra, de  Shoei Imamura O tema da contaminação pela radiação nuclear é recorrente na filmografia japonesa. As bombas atômicas, lançadas em Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O  tema da radiação nuclear é abordado com frequencia nas telas japonesas revelando o trauma pelo qual passou o país.  Além de Kurosawa,  destaque é <strong>Chuva Negra, </strong>de  Shoei Imamura</p>
<p><span id="more-495"></span>O tema da contaminação pela radiação nuclear é recorrente na filmografia japonesa. As bombas atômicas, lançadas em Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de agosto de 1945, fizeram de 90 a 166 mil óbitos em Hiroshima e 60 a 80 mil em Nagasaki; mais da metade mortos no primeiro dia. Outro estudo mostra que de 1950 a 2000, 46% dos casos de leucemia e 11% dos casos de câncer foram atribuídos à radiação das bombas. Há, até, um livro que trata do tema da radiação nuclear em filmes de origem japonesa: Hibakusha Cinema: Hiroshima, Nagasaki and the Nuclear Image in Japanese Film, de 1996.</p>
<p><strong><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_kinema_filmes_1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-497" title="07_kinema_filmes_1" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_kinema_filmes_1.jpg" alt="" width="100" height="135" /></a>Anatomia do Medo</strong><br />
Ikimono no kiroku, de Akira Kurosawa. (1955)<br />
O protagonista Kiichi Nakajima (Toshirō Mifune), dono de uma metalúrgica,  aterrorizado pela ameaça  radioativa,  quer vender o negócio e mudar para uma fazenda no Brasil. O medo  é o início dos infortúnios da personagem,  que acaba perdendo a razão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_kinema_filmes_3.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-499" title="07_kinema_filmes_3" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_kinema_filmes_3.jpg" alt="" width="100" height="135" /></a>Rapsódia em Agosto</strong><br />
Hachi-gatsu no Kyoshikyoku, de Akira Kurosawa (1991)<br />
Centrado na vida de Kane, uma hibakusha  –   sobrevivente à radiação nuclear das bombas de Hiroshima e Nagasaki. Ela é uma idosa que perdeu o marido no bombardeio de Nagasaki. Contraponto do Japão do pós-guerra, representado pelos filhos e netos de Kane, e o Japão anterior à guerra, representado por Kane e por outros sobreviventes da explosão nuclear. O Japão de Kane também é contraposto aos Estados Unidos, representados por Clark, filho do irmão de Kane Suzujirō, que havia emigrado para o Havaí antes do conflito.<br />
<strong><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_kinema_filmes_5.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-501" title="07_kinema_filmes_5" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_kinema_filmes_5.jpg" alt="" width="100" height="135" /></a>Gen Pés Descalços</strong><br />
Hadashi no Gen, (1976)<br />
Seriado baseado no mangá homônimo, produzido entre 1976 e  1980. O personagem ainda rendeu duas animações, em 1983 e 1986, dirigidas por Masaki Mori, e um drama para a televisão de dois episódios, em 2007.<br />
<strong><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_kinema_filmes_4.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-500" title="07_kinema_filmes_4" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_kinema_filmes_4.jpg" alt="" width="100" height="135" /></a>The Man Who Stole the Sun</strong><br />
Taiyō o Nusunda Otoko, de Hasegawa Kazuhiko (1979). Sátira.<br />
Makoto (Kenji Sawada) é um professor de ciências e química que decide construir sua própria bomba atômica. Ele rouba isótopos de plutônio e fabrica duas bombas, uma verdadeira e uma falsa, com plutônio enriquecido suficiente apenas para ser detectada. Uma de suas exigências é que os jogos de beisebol sejam transmitidos na íntegra, sem cortes para os comerciais, outra é que a banda de rock Rolling Stones faça um show no Japão.</p>
<p><strong><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_kinema_filmes_2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-498" title="07_kinema_filmes_2" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_kinema_filmes_2.jpg" alt="" width="100" height="135" /></a>Black Rain</strong><br />
Kuroi ame,  de Shōhei Imamura, (1989)<br />
Baseado no romance homônimo de Masuji Ibuse. O filme se passa em agosto de 1945 e retrata uma família atingida pela chuva negra contaminada de radiação, nas imediações de Hiroshima, o casal Shizuma e a sobrinha Yasuko. Cinco anos mais tarde, vivem em um vilarejo com outros sobreviventes. Yasuko não manifesta sintoma  da exposição, mas suas perspectivas de casamento são remotas, devido ao risco de que desenvolva a doença da radiação.</p>
<p><strong>Suzana Tamae Inokuchi</strong> é graduada em Relações Públicas e  Letras, e mestranda em Estudos Literários na Universidade Federal do  Paraná, com pesquisa sobre as relações entre Shakespeare e Kurosawa.</p>
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		<title>KINEMA &#124; Pesadelo nuclear nos filmes japoneses</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 11:07:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raphael.kruger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kinema]]></category>
		<category><![CDATA[Radiação nuclear cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos filmes de Godzila e de Akira Kurosawa, a ameaça nuclear ronda o imaginário japonês,  pesadelo recorrente  depois das bombas atômicas que arrasaram Hiroshima e Nagasaki Nunca as telas de cinema revelaram tamanho desespero diante de uma ameaça capaz de tirar cidades inteiras do mapa. Mas se tratava de ficção, ou seja, uma invencionice para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos filmes de Godzila e de Akira Kurosawa, a ameaça nuclear ronda o imaginário japonês,  pesadelo recorrente  depois das bombas atômicas que arrasaram Hiroshima e Nagasaki</p>
<p><span id="more-484"></span><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_kinema_11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-490" title="07_kinema_1" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_kinema_11.jpg" alt="" width="600" height="429" /></a>Nunca as telas de cinema revelaram tamanho desespero diante de uma ameaça capaz de tirar cidades inteiras do mapa. Mas se tratava de ficção, ou seja, uma invencionice para divertir. Nos filmes, Godzila, um monstro um tanto desajeitado, de proporções imensas, ameaça e depois destrói a cidade de Tóquio. Não apenas uma vez, muitas. Era Godzila lutando com outros de iguais proporções. Em instantes, os viadutos eram destruídos, a linha do metrô, os grandes elevados, prédios e a torre da rádio de Tóquio.Os japoneses gostavam do cinema catástrofe do pós-guerra, uma fantasia apenas realizada nas telas. Todas as possibilidades eram viáveis para o cinema.<br />
Feitos nos estúdios, o carros voavam como papelões, os telhados das casas viravam poeira, os prédios quebravam-se como paredes de isopor. Tudo montado para parecer verdade. E Godzila em poucos minutos transformava o cenário em escombros. A respeito desse monstro, que os fãs viam com simpatia, tinha surgido após uma explosão nuclear. O Japão, que conheceu as consequências de uma bomba atirada em duas de suas cidades, temia a repetição daquela história. Godzila era o filho da bomba atômica, voltada contra os homens. Para um povo japonês, nativo de uma ilha, o mundo pode significar apenas as suas fronteiras geográficas naturais. Não há outras terras para se refugiar. Se algum perigo existir, poderá ser por via marinha. Era sempre pelo mar que Godzila vinha. Além daquelas ilhas, existia o desconhecido.</p>
<p><strong>Pesadelo Nuclear </strong></p>
<p>Um dos últimos filmes de Akira Kurosawa foi “Yume”, traduzido por “Sonhos”, realizado em 1990. Supõe-se que o diretor japonês tenha transformado em cinema alguns de seus sonhos. Num deles, Monte Fuji em vermelho, o protagonista, o próprio cineasta, depara-se com uma multidão em alvoroço. Não se sabe o motivo. De repente, ele tem diante de si o Monte Fuji. “Ah, o Fujisan acordou”, fala. Não era bem isso, o velho vulcão continuava dormindo indiferente ao desespero dos outros. Uma multidão debatia-se sem destino. Caso fossem as lavas do vulcão seria fácil refugiar-se, mas não desta vez, a situação era outra. Detrás do vulcão fogos de artifício anunciavam algo novo, na verdade as labaredas formadas pela explosão de seis usinas nucleares. Numa outra cena, há despojos por todos os lados. Coisas abandonadas, de uso comum. Nada mais existe. Restaram 5 sobreviventes: o personagem de Kurosawa, um homem e uma mãe e 2 filhos pequenos. Estão numa praia, pois perigo havia em terra. Os golfinhos nadam para o alto mar. “Os golfinhos é que têm sorte, podem nadar longe”, diz a mulher. O homem corrige: “Não podem fugir da radioatividade”. Uma ventania sopra em direção a eles, gases coloridos, logo identificados pelo homem. O plutônio 229 provoca câncer, o estrôncio 90, a leucemia e o césio 137, mutações. Parece inútil a tentativa do personagem em afastar aquelas manchas coloridas com seu blusão.<br />
Um sonho que causa um grande mal estar, real demais, bem diferente das alegorias de Godzila. Quase premonitório, o sonhador tem uma projeção dos perigos da existência das usinas nucleares. Em 1990, quando Kurosawa fez o filme, era apenas uma advertência ou, dito de outra forma, o medo que provocava um desastre nuclear. “Disseram que as usinas eram seguras, tudo mentira”, diz a mulher.<br />
Assim termina esse sonho. No seguinte, O Demônio que Chora, o protagonista encontra um ser ordinário, vestindo farrapos, logo identificado como um oni. Este oni, (em japonês, diabo), vive num reino estranhamente modificado. Algo contribuíu para a alteração do meio ambiente. O oni diz que viu uma lebre com duas caras, um pássaro com um olho só e peixe com pelo. Isso se dava por causa da contaminação atômica. Coloca-se em dúvida: não seria o oni conseqüência de uma mutação também? Estes oni, seres humanos modificados para sofrerem, devido o mau karma provocado durante sua existência, perambulam naquele mundo como errantes. Os mais fortes devoram os mais fracos, que sempre fogem desesperados para sobreviverem. Talvez nesse sonho de Kurosawa, uma direção aponta para as mazelas de uma guerra nuclear, ou de um suposto desastre. O mundo dos oni, nesse mesmo planeta, em algum vale, toda a miséria é consequência também da ameaça nuclear.<br />
Não para por aqui. Há ainda o último sonho. Neste, O Vilarejo dos Moinhos, Kurosawa quis mostrar a capacidade de o homem vencer seus caprichos. O protagonista chega a uma aldeia recortada por um rio. Os moinhos são fontes de energia. Não existe energia elétrica no lugar, não precisa. “A noite é escura”, diz o ancião com o qual se encontra. Tudo é diferente na vila, que parece saída de uma fábula e lembra um paraíso perdido. Apenas sonhos, como o cinema é sonho. Kurosawa morreu em 1998. Da produção deSonhos até o seu último filme, Após a chuva, fez ainda em 1991 Rapsódia em Agosto, retomando o pesadelo da bomba atômica. Deixou sua mensagem, um sonho, como preferiu chamar. O fim do mundo não aconteceu, pelo menos para aqueles que sobreviveram. Ou será que apenas o cinema pode falar da verdade, ainda que por meio de sonhos?</p>
<p><strong><a title="Francisco Handa" href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/franciscohanda_foto.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-485" style="border: 5px solid white;" title="franciscohanda_foto" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/franciscohanda_foto.jpg" alt="Francisco Handa" width="70" height="70" /></a>Francisco Handa</strong> é Doutor em História Social pela Unesp, monge  do Templo Busshinji &#8211; tradição Soto Zen, presidente da Comissão das Atividades Literárias em Português, da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistencial  (SP.) e membro fundador do Grêmio Literário Ipê.</p>
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		<title>ARTES VISUAIS &#124; Uma Casa de Chá em Paris</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 11:06:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raphael.kruger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[Casa de Chá Paris]]></category>

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		<description><![CDATA[A Casa de Chá criada pela designer Charlotte Perriand instalada em Paris um mês depois da catástrofe de 11 de março inspira a comunhão cultural e a meditação. por Claire Sophie Dagnan A primeira viagem de Charlotte para o Japão, em 1940, tem origem no pedido efetuado pelo arquiteto Junkô Sakakura. “Saka”, como o chamava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Casa de Chá criada pela designer Charlotte Perriand instalada em Paris um mês depois da catástrofe de 11 de março inspira a comunhão cultural e a meditação.<br />
<em>por Claire Sophie Dagnan<br />
<span style="font-style: normal;"><em><span id="more-453"></span></em></span></em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_ARTESVISUAIS_1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-474" title="Casa de chá em Paris" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_ARTESVISUAIS_1.jpg" alt="Casa de chá em Paris" width="600" height="394" /></a></p>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_artesvisuais_2.jpg"><img class="size-full wp-image-476  alignleft" style="border: 5px solid white;" title="Charlote Perriand" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_artesvisuais_2.jpg" alt="Charlote Perriand" width="180" height="266" /></a></p>
<p style="text-align: left;">A primeira viagem de Charlotte para o Japão, em 1940, tem origem no pedido efetuado pelo arquiteto Junkô Sakakura. “Saka”, como o chamava a amiga, trabalhou com ela no ateliê de Le Corbusier, em Paris, de 1931 a 1937. Ele a incumbiu de estudar o mercado artesanal japonês para promover uma exportação de produtos de primeira qualidade.<br />
A abertura do Japão para o Ocidente foi acompanhada de um forte consumo de objetos artesanais japoneses no exterior. Com o tempo, o mercado se adaptou aos gostos ocidentais, criando imitações ruins e vendendo produtos artesanais de péssima qualidade, piorando depois do terremoto de 1923, quando os materiais tiveram que ser importados. No final dos anos 20, o governo japonês reage e cria o Kogei Shidosho, instituição de pesquisa em arte industrial. Artistas ocidentais são convidados para pensar sobre os materiais, técnicas e estilos originalmente japoneses que permitiriam a criação de mercadorias de boa qualidade e baixo preço.Charlotte Perriand aceita o convite com coragem – a França estava ocupada pelo exército nazista – e agradecimento – ela sabe a audácia que representa a escolha de uma mulher estrangeira para essa missão. No dia 15 de junho de 1940, embarca em Marselha no navio que atracará em Kobe no dia 21 de agosto.<br />
Ela começa visitando o país: Kyoto, Nara, o Tôhoku, o centro, o Hokuriku, nas costas do mar interior e nas montanhas. Cada mês, Perriand consagra três semanas para viagens, visitas de ateliês de artesãos e usinas de fabricação, e uma semana no escritório e dando conferências. Estuda as maneiras de viver do povo, suas habitações, os ‘utensílios’ usados no cotidiano. Comparando com a vulgaridade dos artigos vendidos nos armazéns, ela sente mais apelo pelos objetos populares tradicionais, usados por milênios, carregados de valores culturais do patrimônio japonês, aderindo aos objetivos do movimento Mingei. “Se basear nas verdadeiras tradições não consiste em reproduzi-las de maneira fiel, mas em criar algo novo a partir das leis perenes que as regem’” diz ela.<br />
A conclusão dos seus estudos é visível na exposição “Tradição, Seleção, Criação” exposta nas lojas Takashimaya de Tóquio e Osaka em março e maio de 1941. Devido à guerra, os materiais são cada vez mais raros e Perriand cria objetos focando no uso de bambu, madeira e cerâmica. A sua partida é precipitada em dezembro 1942, num clima de censura e intimidação. Mas seus contatos com o Japão não param e a sua experiência lá irriga profundamente seu trabalho. O senso da natureza, a qualidade dos materiais e das práticas artesanais, a organização de um modo de vida equilibrado são valores comuns. Em 1953, Charlotte Perriand efetua uma segunda viaem para Japão, juntando-se ao marido, diretor da seção Ásia da companhia aérea Air França em Tóquio. Resolve ficar por dois anos e trabalha na concepção da agência. Em 1956, organiza a exposição Proposta para uma síntese das artes, Paris 1955. Le Corbusier, Fernand Léger, Charlotte Perriand com a colaboração de Junkô Sakakura e inaugurada dia 1o de abril nas lojas Takashimaya em Tóquio. Após a sua volta para França, cuidados projetos da Casa japonesa, no Salão das Artes Domésticas, em 1957 e da Embaixada do Japão em 1966-1969, ambas em Paris.Outras viagens, encontros e amizades com o escultor Isamu Noguchi e o criador de moda Issey Miyake continuam fortalecendo os laços entre a Charlotte Perriand e o Japão.</p>
<p><strong>A filosofia do chá segundo Charlotte Perriand</strong><br />
O auge da sua obra arquitetônica e da sua relação com o Japão se concretiza nos anos 90. Em 1991, Hiroshi Teshigahara, cineasta famoso pelo filme “Mulher nas dunas”, propõe à Charlotte conceber uma casa de chá para a exposição da Foundation Cartier sobre o luxo. A família Teshigahara é amiga desde os anos 50 da designer, começando pelo pai Sofu Teshigahara, mestre de Ikebana, até o filho Hiroshi. Nessa ocasião, Perriand relê “O livro do chá” de Kazuko Okakura, oferecido em 1923 pelo Junko Sakakura. O que mais a toca é o pensamento do vazio, tão oposto à visão ocidental. O vazio é todo poderoso porque ele pode conter tudo. No vazio, só o movimento se torna possível, escreve Okakura. Perriand sonha com uma casa de chá que poderia ser descrita como “simples”, “efêmera”, “pura”. No entanto ela questiona muitas vezes a compatibilidade entre a celebração do luxo e a casa de chá.<br />
Finalmente a Foundation Cartier abandona o projeto de exposição, no contexto de crise econômica que a França estava atravessando. Hiroshi Teshigahara não abre mão da sua ideia e dois anos depois, para o Festival Cultural do Japão na UNESCO em Paris, ele convida quatro artistas para que cada um realize sua própria casa de chá, exposta na praça da UNESCO. Os criadores são o japonês Tadao Andô, o italiano Ettore Sottsass, a sulcoreana Yae Lun Choï e a francesa Charlotte Perriand. O objetivo é interpretar, por visões culturais diversas, um elemento emblemático e tradicional da cultura japonesa.<br />
O projeto tem uma carga simbólica fortíssima para Charlotte Perriand, por ela ter 90 anos naquele momento. A concepção dura seis meses. Perriand decide rodear o espaço de cerimônia com um circulo de bambus para extraí-la do meio urbanístico e que só deixasse passar o vento, nuvens, o céu e a luz de Paris. Com toda liberdade, ela dissocia as funções rituais (‘mísula’, onde ficam os utensílios, ‘tokonoma’, a alcova onde estão expostos objetos de arte, e os tatami) da estrutura que abriga a casa. Estudando as yurtas afegãs, ela adota o seu principio de construção. O tecido que cobre a habitação é sustentado por estacas dispostas em raio que se juntam no centro sem obstruir o chão nem a luz do sol. O elemento arquitetônico não é japonês, mas, para ela, representa o a efemeridade, pela habitação de um povo nômade que não deixa rastros de sua passagem. O tecido que flutua em cima da casa é o mesmo usado em velas de barco e windsurf, leve e com uma cor luminosa. A estrutura é feita de bambus para homenagear esse material flexível e resistente, que ela usou nas suas criações de 1940. Agora que a casa está protegida do vento e da chuva, ela reintroduz os elementos tradicionais: o chão feito de 4,5 tatami para receber cinco convidados, sobre seixos pretos e espelhos de água contida em copos de bambu. Outro bambu do qual emerge o arranjo floral e atrás, o fundo de papel japonês no qual Hiroshi Teshihagara pintou o traço “a subida”. A miyuza também está incorporada. A casa está cercada por uma floresta de bambus. Cada convidado pode sentir a leveza da arquitetura, levitando e elevando-se, apreciar a luz brincando com a vela. Não estamos mais em Paris, e sim num teatro de luz e sombra.A casa de chá vive quinze dias em Paris, depois instalada no parque de bambus de Anduze, mas não resiste às quedas de neve de 1998, que fazem a estrutura se arrebentar. Sua reconstituição no espaço do Bon Marché, apesar de ser um lugar fechado, permite entender a visão de Perriand. Sua casa de chá combina seu estilo com tradição e pureza japonesas, elementos que ainda nutrem o imaginário e a fascinação francesa pelo Japão. Nas horas difíceis que o país está passando, a casa de chá oferece um exemplo de comunhão cultural e um lugar de meditação. ▀</p>
<p style="text-align: left;"><strong>O Petit Palais apresenta uma exposição sobre Charlotte Perriand, <a href="http://www.petitpalais.paris.fr/en/expositions/charlotte-perriand">aqui</a>. </strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong><strong>Claire Sophie Dagnan</strong> é formada em Ciências Políticas, estudou Rrelações Internacionais na Universidade Sciences Po em Paris. Atualmente produz um documentário sobre identidade e o sentimento de pertencimento na visão de artistas nipo-brasileiros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><em><br />
</em></p>
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		<title>PALCO &#124; Uma reflexão sobre a violência com Mishima</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 11:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raphael.kruger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palco]]></category>
		<category><![CDATA[Yukio Mishima violência teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[O espetáculo Noboru adapta obra do escritor Yukio Mishima para o teatro e reflete sobre atos de violência e intolerância com o outro, com  metáforas relacionadas ao mar e seu movimento. Meses após o terremoto de 11 de março, o Japão leva adiante sua reconstrução. E se não há avanço tecnológico capaz de impedir tais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O espetáculo Noboru adapta obra do escritor Yukio Mishima para o teatro e reflete sobre atos de violência e intolerância com o outro, com  metáforas relacionadas ao mar e seu movimento.</p>
<p><span id="more-441"></span><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_palco_1.jpg"><img class="size-full wp-image-470 aligncenter" title="07_palco_1" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/07_palco_1.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a>Meses após o terremoto de 11 de março, o Japão leva adiante sua reconstrução. E se não há avanço tecnológico capaz de impedir tais embates da natureza, o melhor pode ser não estar arraigadamente ancorados a fim de suportar o choque com mais flexibilidade. Flexões e reflexões que me ondeiam a mente após ler O marinheiro que perdeu as graças do mar (Gogo no Eiko), de Yukio Mishima. A obra relata o romance da viúva Fusako com o marinheiro Ryuji, provocando amargas reações em Noboru, seu filho de 13 anos. No ano passado o Grupo Obragem de Teatro (de Eduardo Giacomini, Olga e Alessandra Nenevê, Elenize Dezgeniski e Fernando de Proença), de Curitiba, realizou um espetáculo chamado Noboru, livre adaptação do romance de Mishima. Nessa peça, o grupo mergulha em reflexões sobre atos de violência e intolerância com o outro, servindo-se de metáforas relacionadas ao mar e seu movimento, as quais despertam a percepção da plateia para realidades diversas. O diretor Eduardo Giacomini declara que o texto abarca o tema da desesperança “para espelhar o humano, refletir nossos desejos e lembrar que não somos possíveis de definir. Somos mais que bem e mal, somos os dois e somos confusão. Acreditamos que nos deparando com os personagens de Mishima, podemos ver neles aquilo que é mais humano em nós e, assim, temos a possibilidade de repensar nossos desejos e atitudes perante o Mundo e o Outro.”No romance, Noboru participa de um grupo de adolescentes, cujo líder, denominado “chefe”, ocupa-se em converter a inocência dos meninos em sangue. Somente isso é capaz de preencher os vazios do mundo.Cultivando a prática da “indiferença absoluta” e mirando um “poder real sobre a existência” esse diminuto exército produz barbáries amparado pela impunidade legal devido à pouca idade.Por causa da similaridade de violências praticadas por jovens em idade escolar, a peça da Obragem foi criada para ser apresentada exclusivamente em salas de aula ou em espaços alternativos em escolas, não tendo sido (ainda) encenada ao público em geral. Após cada apresentação, o grupo abria-se para dialogar com professores e alunos, buscando compartilhar as inquietações do universo dos jovens. O debate não se esgota na escola, já que a violência tem se banalizado. A metáfora dos adultos miúdos que levam a reboque imensos navios cargueiros, abarrotados de contradições e arrebentam como vagas do mar, pode ser o reflexo da minúscula vida e das numerosas e pesadas cargas que levamos. Mais intenso o fardo se os marinheiros desse mar evitam ou se esquecem de levantar suas âncoras, na tentativa de não serem levados pela maré. A pequenez humana diante da imensidão da vida me faz citar o “chefe” quando este afirma que os adultos nem mesmo conhecem a definição de perigo. Acham que o perigo é alguma coisa física, como um arranhão e um pouco de sangue em torno do que os jornais fazem um grande escândalo. Bem, isso nada tem a ver com a questão. O verdadeiro perigo está apenas em viver. É claro, viver é simplesmente o caos da existência, mas mais do que isso, é uma louca confusão na qual temos de desmontar a existência instante a instante, até restabelecer o caos original, e tirar força da incerteza e do medo que o caos provoca, para recriar a existência instante a instante. Pena que essas palavras sejam vistas pela fresta da injustificada violência que segue nadando livre e veloz.</p>
<p><strong>Contato do Grupo Obragem de Teatro:</strong><br />
obragem@obragemteatroecia.com.br<br />
www.obragemteatroecia.com.br</p>
<p><strong><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/patriciakamis_foto.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-469" style="border: 5px solid white;" title="patriciakamis_foto" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2011/08/patriciakamis_foto.jpg" alt="" width="70" height="70" /></a>Patrícia Kamis</strong> é atriz e dramaturga, pós-graduada em Teatro pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Entre os seus trabalhos como atriz destacam-se as peças: “Oxigênio”, direção de Marcio Abreu; “Lendas Japonesas”, (vencedor do Troféu Gralha Azul 2010); “Como se eu Fosse o Mundo”, direção Roberto Alvim; entre outros. Estuda Letras-Japonês na UFPR.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2011%2F09%2Fpalco-mishima%2F&amp;title=PALCO%20%7C%20Uma%20reflex%C3%A3o%20sobre%20a%20viol%C3%AAncia%20com%20Mishima" id="wpa2a_40"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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