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	<title>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas</title>
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	<description>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas</description>
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		<title>CONCURSO DE HAICAI DIVULGA VENCEDORES</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 04:55:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[concurso de hakai nenpuku sato]]></category>
		<category><![CDATA[haicai]]></category>
		<category><![CDATA[nenpuku sato]]></category>

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		<description><![CDATA[O II Concurso Nacional de Haicai Nenpuku Sato, promovido pelo JORNAL MEMAI selecionou  7 poemas dos mais de 100 concorrentes recebidos.  Os vencedores  terão seus poemas publicados no JORNAL MEMAI 03 e receberão, como prêmio de incentivo, livros da Estação Liberdade, Companhia das Letras, Annablume e Escrituras.
Nesta segunda edição, muitos trabalhos não seguiam o regulamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O II Concurso Nacional de Haicai Nenpuku Sato, promovido pelo JORNAL MEMAI selecionou  7 poemas dos mais de 100 concorrentes recebidos.  Os vencedores  terão seus poemas publicados no JORNAL MEMAI 03 e receberão, como prêmio de incentivo, livros da Estação Liberdade, Companhia das Letras, Annablume e Escrituras.</p>
<p>Nesta segunda edição, muitos trabalhos não seguiam o regulamento publicado no Site WWW.jornalmemai.com.br e foram desclassificados. A organização recomenda que o  concorrente leia  atentamente as regras publicadas no  site.</p>
<p>Alguns concorrentes não foram admitidos na seleção desta edição por atraso do Correio. Seus poemas,  postados nos dias 30 e 31 de abril , foram  recebidos 1 semana depois do envio do envelope para a seleção. Estes trabalhos estão automaticamente classificados para o concurso de agosto.<br />
Eis os poemas selecionados pela poeta Teruko Oda:</p>
<p>Manhã de sol –<br />
Na praia os caminhantes<br />
Também as libélulas.<br />
<strong>Mahelen Madureira – Santos &#8211; SP</strong></p>
<p>Freada no escuro –<br />
Entre as cruzes das encostas<br />
luz de pirilampos.<br />
<strong>Regina Alonso  – Santos &#8211; SP</strong></p>
<p>Praça do Japão<br />
Sob o olhar de um Buda<br />
pássaros namoram.<br />
<strong>Sérgio Francisco Pichorim -  São José dos Pinhais – PR</strong></p>
<p>Lembro de meu pai<br />
Debruçado na janela.<br />
Noitinha de outono.<br />
<strong>Elisson Thomaz Svereda &#8211; Irati – PR</strong></p>
<p>Silêncio na estação<br />
Sobre o trem que parte<br />
A chuva de outono.<br />
<strong>João Toloi -  Guarulhos – SP</strong></p>
<p>Roto e esfarrapado<br />
espantalho sem comando –<br />
Pássaros em festa.<br />
<strong>Alberto Murata -  SP – SP</strong></p>
<p>Cor avermelhada<br />
Entre os dentinhos de leite –<br />
Ah, café cereja!<br />
<strong>Neide Rocha Portugal &#8211; Bandeirantes – PR</strong></p>
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		<title>Versão eletrônica do Jornal Memai nº 2 está no ar</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 06:32:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kioku (Notícias)]]></category>

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		<description><![CDATA[Esnquanto a terceira edição do Jornal Memai não sai do forno, os leitores de plantão podem aproveitar para conferir a segunda edição do jornal que vem de visual novo e muita informação. A entrevistada dessa edição foi a artista plástica Tomie Ohtake e na seção de ficção há um poema do escritor cubano José Kozer. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esnquanto a terceira edição do Jornal Memai não sai do forno, os leitores de plantão podem aproveitar para conferir a segunda edição do jornal que vem de visual novo e muita informação. A entrevistada dessa edição foi a artista plástica <strong>Tomie Ohtake</strong> e na seção de ficção há um poema do escritor cubano <strong>José Kozer</strong>. Segue abaixo o link.</p>
<p><strong><a href="http://issuu.com/jmemai/docs/memai2﻿" target="_blank">http://issuu.com/jmemai/docs/memai2﻿</a></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Regulamento Concurso de Haikai Nenpuku Sato</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 22:44:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shi (Haiku)]]></category>
		<category><![CDATA[concurso haikai]]></category>
		<category><![CDATA[nenpuku sato]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos 102 anos da Imigração Japonesa ao Brasil o jornal resgata o concurso realizado no Centenário da Imigração Japonesa.
Na edição 2010 haverá 4 concursos, com premiação em fevereiro, maio, agosto e novembro. Os melhores poemas serão publicados na página de haicai do jornal. Não haverá premiação em  dinheiro. Os vencedores receberão livros de literatura japonesa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos 102 anos da Imigração Japonesa ao Brasil o jornal resgata o concurso realizado no Centenário da Imigração Japonesa.</p>
<p>Na edição 2010 haverá <strong>4 concursos</strong>, com premiação em fevereiro, maio, agosto e novembro. Os melhores poemas serão publicados na página de haicai do jornal. Não haverá premiação em  dinheiro. Os vencedores receberão livros de literatura japonesa e nipo-brasileira enviados ao JORNAL MEMAI para efeitos de divulgação.</p>
<p>Os poemas inscritos devem ser <strong>inéditos</strong>, escritos em <strong>língua portuguesa</strong> e <strong>seguir as regras do haicai japonês</strong>, como descritos no Site Caqui (<a href="http://www.kakinet.com.br/" target="_blank">www.kakinet.com</a>) e difundidos pelos grêmios de haicai em todo o Brasil: ter um kigo, seguir a métrica, não ter título, rima nem subjetividade.</p>
<p><strong>QUEM PODE PARTICIPAR: maiores de 16 anos (inclusive), sem distinção de raça, credo, classe social, participantes ou não de grêmios e/ou Encontros de Haicai. </strong></p>
<p><strong>COMO ENVIAR</strong></p>
<p>1. Enviar os trabalhos em duas vias, em uma única remessa/envelope;<br />
2. Reservar um espaço no rodapé  da primeira via, onde deve constar nome do(a) participante, RG, profissão, endereço completo com CEP, telefone/fax, e-mail.<br />
3. A segunda via deverá  vir sem nenhuma identificação, no mesmo envelope.</p>
<p><strong>PRAZO PARA O ENVIO:</strong></p>
<p>1. Para o concurso de fevereiro: 30.01.2010<br />
2. Para o concurso de maio: 01.05.2010<br />
3. Demais datas serão divulgadas no jornal e no site <a href="../" target="_blank">www.jornalmemai.com.br</a></p>
<p><strong>PARA ONDE ENVIAR:</strong></p>
<p>Os trabalhos (até 3 poemas) devem ser enviados para:<br />
JORNAL MEMAI/Concurso Nenpuku SatoRua Jaime Reis, 28 – São Francisco<br />
80.510-010 – Curitiba &#8211; PR</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Catálogo de Sandra Hiromoto</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2010/01/catalogo-sandra-hiromoto/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 19:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kioku (Notícias)]]></category>
		<category><![CDATA[sandra hiromoto]]></category>

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		<description><![CDATA[Confira o catálogo de obras da designer e artista plástica Sandra Hiromoto, uma das colaboradoras do Jornal Memai. Na primeira edição do jornal ela ficou responsável pela entrevista com Fernanda Takai.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confira o catálogo de obras da designer e artista plástica <strong><a href="http://www.arteparanaense.art.br/sandra.html" target="_blank">Sandra Hiromoto</a></strong>, uma das colaboradoras do Jornal Memai. Na primeira edição do jornal ela ficou responsável pela entrevista com <strong><a href="http://www.jornalmemai.com.br/2009/12/nunca-substime-fernanda-takai/" target="_blank">Fernanda Takai</a></strong>.</p>
<p><object style="width: 600px; height: 450px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf?mode=embed&amp;documentId=100114172754-59cfa860768e45c1902dba33d13eebb2&amp;documentUsername=sandrahiromoto&amp;documentName=catalogo_cotidiano_sandra&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;showFlipBtn=true" /><param name="flashvars" value="mode=embed&amp;documentId=100114172754-59cfa860768e45c1902dba33d13eebb2&amp;documentUsername=sandrahiromoto&amp;documentName=catalogo_cotidiano_sandra&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;showFlipBtn=true" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="width: 600px; height: 450px;" type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100" src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf?mode=embed&amp;documentId=100114172754-59cfa860768e45c1902dba33d13eebb2&amp;documentUsername=sandrahiromoto&amp;documentName=catalogo_cotidiano_sandra&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;showFlipBtn=true" flashvars="mode=embed&amp;documentId=100114172754-59cfa860768e45c1902dba33d13eebb2&amp;documentUsername=sandrahiromoto&amp;documentName=catalogo_cotidiano_sandra&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;showFlipBtn=true" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Chibi Seto &#8211; Tirinha #1</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 14:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chibi Seto (Tirinhas)]]></category>
		<category><![CDATA[claudio seto]]></category>
		<category><![CDATA[guilherme match]]></category>
		<category><![CDATA[paulo leminski]]></category>

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		<description><![CDATA[A tirinha acima, publicada no Jornal Memai edição 01, é uma homenagem ao multiartista e grande difusor da Cultura Japonesa no Brasil Claudio Seto. A arte é de Guilherme Match, criador do personagem Chibi Seto. Para visualizar a imagem por completo basta clicar nela.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A tirinha acima, publicada no Jornal Memai edição 01, é uma homenagem ao multiartista e grande difusor da Cultura Japonesa no Brasil <strong>Claudio Seto</strong>. A arte é de <strong><a href="http://twitter.com/yohke" target="_blank">Guilherme Match</a></strong>, criador do personagem <strong>Chibi Seto</strong>. Para visualizar a imagem por completo basta clicar nela.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Caqui diz: novo jornal destaca o haicai</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 14:05:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kioku (Notícias)]]></category>
		<category><![CDATA[caqui]]></category>
		<category><![CDATA[concurso de hakai nenpuku sato]]></category>
		<category><![CDATA[haikai]]></category>
		<category><![CDATA[kakinet]]></category>

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		<description><![CDATA[A revista online Caqui (www.kakinet.com), conhecida pelos amantes e prticantes de haikai no Brasil, publicou uma matéria sobre o Memai 01, falando um pouco sobre o conteúdo dessa edição, destacando o Concurso de Haikai Nenpuku Sato 2010, também divulgado pelo Caqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A revista online Caqui (<a href="http://www.kakinet.com" target="_blank">www.kakinet.com</a>), conhecida pelos amantes e prticantes de haikai no Brasil, publicou uma matéria sobre o Memai 01, falando um pouco sobre o conteúdo dessa edição, destacando o <a href="http://www.kakinet.com/cms/?p=474" target="_blank">Concurso de Haikai Nenpuku Sato 2010</a>, também divulgado pelo Caqui.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cartunista Solda indica o Memai</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2009/12/cartunista-solda-indica-o-memai/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 23:04:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kioku (Notícias)]]></category>
		<category><![CDATA[solda]]></category>
		<category><![CDATA[wilson bueno]]></category>

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		<description><![CDATA[Como sempre, tropecei no Memai por aí. Dessa vez foi no blog do Solda, com direito ao print da página da entrevista com Wilson Bueno. Conheça o blog (ou o trabalho do cartunista, para os que não conhecem) clicando aqui.
P.S.: Não resisti ao print do print.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como sempre, tropecei no Memai por aí. Dessa vez foi no blog do Solda, com direito ao print da página da entrevista com Wilson Bueno. Conheça o blog (ou o trabalho do cartunista, para os que não conhecem) <a href="http://cartunistasolda.blogspot.com/2009/12/vai-la_13.html" target="_blank">clicando aqui</a>.</p>
<p>P.S.: Não resisti ao print do print.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>INTIMIDADE DENTRO DE UMA COZINHA</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2009/12/intimidade-dentro-de-uma-cozinha/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 22:45:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hosomi (Ensaio)]]></category>
		<category><![CDATA[banana yoshimoto]]></category>
		<category><![CDATA[kitchen]]></category>
		<category><![CDATA[Takaaki Yoshimoto]]></category>

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		<description><![CDATA[Kitchen apresenta a visão de um Japão moderno num relato que coloca personagens insólitos em dramas cotidianos, narrados com sobriedade e sutileza]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O artigo a seguir, originalmente publicado no Jornal Nippo-brasil, em agosto de 2008</em>,<em> é de </em><strong><em>Ignácio Dotto Neto</em></strong><em>, mestre em Teoria da Literatura da Unicamp, pesquisador e tradutor.</em></p>
<p>Em novembro de 1987, um livro com título em inglês escrito por uma garçonete de 24 anos, filha de um intelectual de esquerda vence o 6<sup>o</sup> Concurso Kaien de novos escritores no Japão.  Em janeiro de 1988, esse mesmo livro vence o 16<sup>o</sup> Concurso Izumi Kyoka. Em 1997, o cineasta Yim Ho, de Hong Kong, adapta a obra para o cinema e a uma versão para a televisão, feita pela TV japonesa. Estamos falando de <strong>Kitchen</strong>, de Banana Yoshimoto, livro que já foi traduzido em mais de 20 idiomas desde seu lançamento.</p>
<p>Banana Yoshimoto é o pseudônimo literário de Mahoko Yoshimoto, filha de Takaaki Yoshimoto &#8211; um dos mais famosos intelectuais japoneses de esquerda da geração 1960 – e irmã da cartunista Haruno Yoiko.</p>
<p>Uma leitura apressada poderia resumir <strong>Kitchen</strong> como uma combinação leve de melodrama com mensagens de otimismo.Mas Kitchen é mais que isso. A começar pelo título, em inglês ao invés da palavra japonesa, daidokoro. É como uma placa que indica uma fronteira: a partir daqui, não espere um Japão tradicional, com cozinhas onde há sempre uma chaleira esquentando sobre um fogão a lenha e os utensílios são feitos de bambu. Um dos personagens é consumista de produtos eletro-eletrônicos,  outro odeia <em>tofu, </em>quando a personagem principal pousa na casa dos amigos, eles lhe oferecem o sofá para dormir, não o tradicional futon.</p>
<p>Mikage Sakurai é uma jovem universitária que perdeu os pais quando era muito pequena e foi criada pelos avós. A narrativa começa quando Mikage perde sua avó, a última de seus familiares, e vai morar na casa de Eriko Tanabe, uma viúva dona de um clube noturno e Yuichi, seu filho adolescente. Logo Mikage descobre que Eriko é na verdade o pai de Yuichi, que resolveu mudar de sexo quando faleceu a esposa para poder educar melhor o filho.</p>
<p>Toda a história é contata pela ótica de Mikage e é aí que está o encanto do livro. O que <strong>Kitchen</strong><em> </em>tem a apresentar ao leitor não é um enredo cheio de peripécias e surpresas ou mirabolantes reflexões metafísicas, é a maneira como Mikage observa o mundo e reflete sobre ele e sobre sua própria situação, seu “estar no mundo”. O olhar de Mikage é singelo, um pouco adolescente, mas em cuja singeleza e limpidez se refletem temas quotidianos e ao mesmo tempo profundamente humanos, singelamente humanos: a convivência com a morte, a perda e a solidão. A trajetória do personagem principal é uma sucessão de perdas. O filosofar de  Mikage-chan, embora sejam esboços de respostas a questões fulcrais da existência, não é um sistema retoricamente elaborado. É um modo de olhar para o mundo de um modo singelo. Entre uma perda e outra, mesmo nas cenas de <em>pathos </em>mais intenso<em>, </em>o a personagem nunca se perde em divagações ou nos sentimentos, mesmo angustiantes, ela sempre apresenta  descrições do céu, da paisagem. O tempo da personagem é o futuro, uma vez que o presente se apresenta como uma imensa solidão. Mas é um futuro no qual  se aposta por pureza, não por convicções heróicas ou idealismo apaixonado. A cena final, onde poderíamos ver um “happy end” melodramático é apresentada como uma possibilidade, remota ou não de um futuro que leva o indivíduo ao contato com o outro.</p>
<p>Mas por trás desse olhar singelo de uma personagem adolescente se encontram referências culturais de raízes mais profundas. A instituição família é   o tempo todo questionada ou mesmo desacreditada, os personagens são todos &#8216;deserdados&#8217; e sem laços familiares. Vale lembrar aqui das observações de Takaaki Yoshimoto em “A Comunidade ilusória” (<strong>Kyozo Gensoron</strong><em>) </em>feitas nos anos 1960 sobre família e nação.</p>
<p>Uma manhã, após beber seu suco de <em>grapefruit </em>Mikage Sakurai pensa consigo mesma:</p>
<blockquote><p><em>Guardo comigo uma sensação indefinível, que as palavras poderiam dissolver. Há tanto caminho pela frente. Talvez na sucessão das noites e das manhãs que virão, até este momento se transforme num sonho</em>.</p></blockquote>
<p>É evidente a citação, do início de Sendas de Oku (Oku no Hosomichi), de Matsuo Bashô:</p>
<blockquote><p><em>Os meses e os dias são viajantes da eternidade. O ano que se vai e o que vem também são viajantes. [...] Pensei nos  três mil ri de viagem que me aguardavam e meu coração se oprimiu. Enquanto via o caminho que talvez ia nos separar para sempre nesta existência que é como um sonho [...]</em></p></blockquote>
<p>Em outro momento de reflexão, Mikage estendida no sofá, pensa nas pessoas que perdeu e em seguida observa o céu:</p>
<blockquote><p><em>As pessoas verdadeiramente importantes emitem uma luz que aquece o coração de quem vive ao lado delas. [...] Talvez a luz de Eriko fosse de pequena grandeza. [...] No céu, na direção do ocidente, começavam a juntar-se nuvens escuras, levemente alaranjadas nas bordas pelo pôr-do-sol. Logo cairia a noite lenta e fria, penetrando fundo no coração.</em></p></blockquote>
<p>A referência aqui é uma canção infantil (Yuhi, <em>Makaka ka sora no kumo / Minna no kaomo makaka</em>) e a evocação desta canção apenas ressalta o sentimento de completa solidão da personagem. Ao contrário da canção que compara as nuvens avermelhadas do anoitecer ao rosto das pessoas, aqui há apenas a solidão junto à personagem.</p>
<p>No Brasil, <strong>Kitchen</strong><em> </em>é o único livro de Banana Yoshimoto publicado. A tradução foi feita não a partir do original japonês, mas da edição italiana.  Até a metade da história, os personagens sempre bebem “taças de chá”, só na segunda parte é que começam a usar xícaras. Isso não é mais um detalhe da  peculiaridade dos personagens. É a tradução apressada de um falso amigo: “tazza” em italiano é a palavra usada para designar xícara.</p>
<p><strong>Kitchen</strong> foi o único livro de Banana Yoshimoto publicado no Brasil pela Editora Nova Fronteira, em 1988, traduzido por Julieta Leite. Em Portugal foram publicados <strong>A Última Amante de Hachiko</strong>, <strong>Adeus, Tsugumi</strong>, <strong>Arco-Iris</strong> e <strong>Lua de Mel, </strong>todos pela Cavalo de Ferro.</p>
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		<item>
		<title>POR TRÁS DA TRADUÇÃO DE LITERATURA JAPONESA</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2009/12/por-tras-da-traducao-de-literatura-japonesa/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 22:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Suzana Tamae Inokuchi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bungaku (Tradução)]]></category>
		<category><![CDATA[leiko gotoda]]></category>
		<category><![CDATA[musashi]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante bom tempo  traduções de literatura japonesa chegavam ao público brasileiro através de versões intermediárias. Em alguns casos tratava-se de tradução de quarto ou quinto grau. A partir dos anos 90, com o pioneirismo de Leiko Gotoda, que traduziu o épico Musashi, tudo começou a mudar: melhor para os leitores e para a arte. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A publicação de escritores japoneses em português vive um momento de  efervescência no mercado editorial brasileiro, com a predominância de traduções diretamente do japonês. Até o início dos anos 90 a maioria das traduções era indireta, de idiomas como o inglês e o francês. Além disso, no caso principalmente das edições norte-americanas, o texto era cortado e apenas as partes consideradas mais adequadas para o público leitor desses países eram conservadas. Assim, o leitor brasileiro estava sujeito a receber uma obra incompleta e voltada para um leitor diverso.</p>
<p>Isso é coisa do passado e lá se vai pouco mais de uma década desde que ocorreu a virada nas traduções do japonês no Brasil, com o lançamento, em 1998 e 1999, do romance em dois volumes <em>Musashi </em>(<em>Miyamoto Musashi </em>em japonês). Este romance épico de Eiji Yoshikawa, narra a vida deste famoso samurai que viveu nos séculos 16 e 17. E foi traduzido diretamente do japonês por Leiko Gotoda que, inicialmente, destinou a obra apenas aos filhos. Esta edição lançada pela Estação Liberdade é um marco não apenas para o contexto literário brasileiro, por ser a primeira a conter o texto integral de Yoshikawa em uma tradução feita no Ocidente.</p>
<p>Nesses dez ou onze anos, muitos títulos apareceram no mercado, aproximando dos leitores brasileiros vários prosadores de origem japonesa, como Yasunari Kawabata (Prêmio Nobel de Literatura, 1968), Junichiro Tanizaki, Yukio Mishima, Ryu Murakami, Kenzaburo Oe (Prêmio Nobel de Literatura, 1994), Haruki Murakami e o contista Ryunosuke Akutagawa. Não é difícil, também, encontrar mais de um título por autor – Kawabata (7), Tanizaki (7), Yukio Mishima (3) e Oe (3 livros) – podendo-se perceber o estilo individual de cada escritor. Este momento editorial propício abre espaço também alguns escritores japoneses menos conhecidos no país, como Genichiro Takahashi (<em>Sayonara, Gangsters</em>, Ediouro), Hitomi Kanehara (<em>Cobras e Piercings</em>,<em> </em>Geração Editorial) e Soseki Natsume (<em>Eu sou um gato</em>, Estação Liberdade).</p>
<p>Alguns nomes de tradutores se destacam nessa nova realidade. Além da precursora Gotoda (sobrinha de Junichiro Tanizaki), podemos destacar Meiko Shimon, Jefferson José Teixeira, Dirce Miyamura, Neide Hissae Nagae, Shintaro Hayashi, Madalena Hashimoto e Junko Ota. Vários deles relacionam-se com professores e/ou graduados em alguma das universidades com graduação de letras com habilitação em japonês ou do mestrado na área, existente na USP-SP. Cada um com seu estilo de tradução, mas com igual competência e conhecimento das duas línguas envolvidas, o japonês e o português.</p>
<p>Esse é um ponto crucial em uma tradução bem feita, não apenas o conhecimento da língua em que o texto foi escrito, mas um conhecimento igual ou superior da língua para a qual deve ser traduzido. Isso porque a tradução deve englobar duas realidades complexas: o conteúdo e o estilo do escritor, no caso em japonês e, também, uma forma de transmitir as informações também na língua para a qual o texto deve ser traduzido, ou seja, em português brasileiro. Sem isso, entende-se o significado, mas fica-se com a impressão de que o texto contém sentenças que não são usuais na nossa língua, e isso é bem desconfortável para o leitor.</p>
<p>Apesar da maioria desses títulos ser traduzido por um único tradutor, verifica-se, também, mas em menor número, a existência de traduções em conjunto. Há duas maneiras pelas quais isso pode ocorrer, a primeira é resultado do estudo conjunto de dois ou mais tradutores. Isso pode ser interessante, porque duas mentes se debruçam sobre o texto, em vez de apenas uma. A tradução do livro <em>Rashômon e outras histórias</em>, de Ryunosuke Akutagawa (de 1992 e, portanto, anterior ao <em>boom</em> da tradução japonesa), parece ter sido feita dessa maneira, porque os textos mantêm uma unidade textual.</p>
<p>Entretanto, há outra possibilidade, por uma necessidade de traduções em um curto espaço de tempo, os tradutores podem dividir o trabalho. O romance <em>As irmãs Makioka</em> (Estação Liberdade, 2005) foi traduzido por Leiko Gotoda, Kanami Hirai, Neide Hissae Nagae, Eliza Atsuko Tashiro. Esse formato de tradução foi exigência da editora. O que, a princípio, parece um grande esforço de vários profissionais no sentido de empreender uma tradução mais cuidada, tem o resultado contrário. Como cada tradutor ficou a cargo de aproximadamente um capítulo, a unidade do texto foi um pouco prejudicada. Assim, a tentativa de devolver um mesmo ritmo ao texto ficou a cargo da revisão de tradução.</p>
<p>É preciso equilibrar as questões de mercado com a qualidade da tradução. Por outro lado, esse dilema na adequação entre as exigências editoriais e a necessidade de boas traduções é uma discussão que permeia o processo com relação a outras línguas, como o inglês e o francês. Assim, o fato desta discussão surgir também no que se refere ao japonês apenas atesta que as traduções de títulos desse idioma alçaram o mesmo patamar ocupado pelas traduções em geral.</p>
<p>Dentro da nova realidade da literatura japonesa no Brasil, algumas editoras investiram entusiasticamente neste novo segmento. Além da já citada Estação Liberdade, que reserva a metade de seus lançamentos para a literatura japonesa, a Companhia da Letras é uma das que mais investiram nesse novo filão, tendo lançado vários títulos de escritores japoneses. Também a Editora Globo, a Geração Editorial e a Ediouro lançaram títulos de escritores japoneses.</p>
<p>Diferentemente da situação até meados da década de noventa, os lançamentos recentes são tantos que não podem ser encontrados na maioria das livrarias ou bibliotecas. Como a gama de títulos é bastante numerosa, funcionários especializados em literatura do extremo oriente, particularmente as literaturas japonesa e chinesa, foram contratados em alguns estabelecimentos. Um deles é a Livraria do Chain, atrás do prédio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná. Lá, os livros de escritores desses dois países estão dispostos em prateleira separada e a atendente Amanda é a responsável por eles.</p>
<p>Além da intermediação direta feita por uma funcionária, outra maneira prática de escolher, dentre este leque de opções, é acessar a internet antes de se dirigir a uma loja. Duas indicações úteis são os sites das livrarias Cultura (<a href="http://www.livrariacultura.com.br" target="_blank">www.livrariacultura.com.br</a>) e Travessa (<a href="http://www.livrariatravessa.com.br" target="_blank">www.livrariatravessa.com.br</a>), que possuem muitos destes volumes. Um recurso interessante no primeiro desses sites é o acesso ao primeiro capítulo de alguns livros, uma espécie de aperitivo que incita a continuidade da leitura e equivale a folheá-los diretamente na livraria, sem deixar o conforto de nossas casas.</p>
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		<title>NUNCA SUBESTIME FERNANDA TAKAI</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 22:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Hiromoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fu (Entrevista)]]></category>
		<category><![CDATA[fernanda takai]]></category>
		<category><![CDATA[maki nomiya]]></category>
		<category><![CDATA[pizzicato five]]></category>

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		<description><![CDATA[Seu primeiro flerte com o Japão veio com a música “Made in Japan”,  sátira à mania  tecnológica  japonesa.  A partir daí Fernanda Takai  começou a estreitar o relacionamento com a terra dos avós paternos : fez shows lá, gravou uma versão de “O Barquinho”, em japonês  e agora está lançando um trabalho em parceria com a vocalista da banda japonesa Pizzicato Five.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a voz doce, afinada e com uma personalidade inconfundível, Fernanda Takai  tem conquistado fãs nas mais diversas faixas etárias. Suas canções infantis cativam e envolvem os pequenos com a melodia suave e cheia de afeto. Adolescentes, jovens e adultos se identificam com a banda multinstrumental Pato Fu, da qual Fernanda é vocalista. Takai-san começou a cantar em 1988 e em 1991 se reuniu com os músicos no que seria mais tarde o Pato Fu. A banda, caracterizada por um pop rock criativo e contundente, brinca com as diversas sonoridades em arranjos incríveis e alcançou merecido sucesso no cenário musical.</p>
<p>Em 2007, após convite do produtor e jornalista Nelson Motta, Fernanda se lança em carreira solo com o CD <strong>Onde Brilhem os Olhos Seus</strong>, um tributo a Nara Leão, que já fazia parte da sua memória musical. O CD foi bem recebido pelo público e pela crítica, sendo eleito um dos melhores lançamentos do ano.</p>
<p>É assim que essa artista tão versátil foi considerada uma das 10 melhores cantoras do mundo fora dos EUA, segundo a Revista Times. A banda Pato Fu também levou junto o mesmo prêmio. Dessa forma, vão-se acumulando os diversos prêmios, o mais recente da MTV, como melhor cantora de MPB e o melhor clipe para Kobune.</p>
<p>Mas o universo de Fernanda Takai não gira só em torno da música. Em 2008 lançou o <strong>Nunca Subestime uma Mulherzinha</strong>, coletânea de contos e crônicas publicados pela autora nos jornais CORREIO BRAZILIENSE e O ESTADO de MINAS, em  Belo Horizonte.</p>
<p>Fernanda, de descendência japonesa, despertou para o idioma já adulta. Em férias com seu <em>Oditchan e Obatchan,</em> tinha um maior contato com a cultura, comida e costumes, mas sempre foi, segundo ela, de forma muito natural e o interesse no idioma aumentou depois de uma visita ao Japão em 2007. Agora, depois de lançar o CD e DVD ao vivo <strong>Luz Negra</strong>, Fernanda está produzindo um novo CD em parceria com Maki Nomiya (ex vocalista do Pizzicato Five).*</p>
<p><em><strong>JORNAL MEMAI</strong> &#8211; Quando surgiu a idéia de gravar músicas em japonês?</em></p>
<p><strong>FERNANDA TAKAI</strong> &#8211; A primeira vez foi em 1999. O Pato Fu já tinha feito músicas em inglês, italiano, espanhol, francês e justo eu que sou neta de japoneses não tinha tido essa idéia. Então surgiu <em>Made In Japan</em>. A letra foi feita em português e depois traduzida pro <em>nihongo</em>.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; &#8220;Made in Japan&#8221;, um grande sucesso da banda teve alguma espécie de inspiração ou foi homenagem a alguém</em>?</p>
<p><strong>FERNANDA</strong><strong> -</strong>A letra fala da vingança tecnológica do Japão depois de sofrer com as guerras e especialmente com a bomba atômica. O assunto é muito sério, mas tocamos nele de uma forma mais leve, bem-humorada. Já no som, o arranjo é totalmente inspirado no Pizzicato Five.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; Como foi a escolha da música &#8220;O Barquinho&#8221; para tradução em &#8220;Kobune&#8221;? Você acredita que a bossa nova também tem a cara do Japão? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Essa era uma das canções que eu poderia ter gravado na edição brasileira do disco, mas como representantes da bossa nova já havia <em>Insensatez</em> e <em>Estrada do Sol</em>. Eu e Nelson escolhemos canções de todas as fases da Nara, não só essa pela qual ficou mais conhecida. Quando o disco ia sair no Japão, precisava ter uma faixa bônus, então pensamos em <em>O  Barquinho</em><em>, </em> porque é uma das mais famosas e não tinha uma versão em <em>nihongo</em>. A bossa nova ainda é muito querida em vários lugares do mundo e os japoneses talvez sejam um dos povos que mais gostam desse tipo de música. Acho que combina sim.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; Por que você decidiu lançar um EP** e não um CD do Pato Fu com a banda japonesa de Maki Nomiya ? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -O EP saiu em outubro, pela Taiyo Record em parceria com a Road &amp; Sky. É um projeto solo meu e da Maki, não é Pato Fu. O EP é um formato que dá certo comercialmente no Japão e para uma primeira experiência juntas, era mais viável em termos de produção, tempo e orçamento. Aqui no Brasil sairá apenas em formato digital.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> -Maki Nomiya citou vocês como uma banda estilo shibuyakei, Poderia nos explicar esse estilo e como o Pato Fu se insere neste contexto? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Quando fizemos nosso arranjo de Made In Japan, usamos o máximo de elementos com referência ao Pizzicato Five que é considerada a banda mais famosa do estilo shibuyakei. Esse tipo de som se traduz numa banda que tem bastante estilo, é moderna, cuida muito da parte visual do trabalho (clipes, shows, capas) e transita entre um público um pouco mais sofisticado. Por algumas vezes o Pato Fu foi tido como uma banda assim, meio cultuada aqui no Brasil.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> -De que forma você  consegue conciliar ser escritora, vocalista do Pato Fu e sua carreira solo? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Eu administro bem o meu tempo, sou uma pessoa muito disciplinada e tenho bom-humor no dia a dia. Isso ajuda bastante nessas multitarefas. Ainda tenho uma filha de 6 anos e gosto de cuidar da casa!</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> -Escrever um livro e crônicas para jornal foi um acaso ou a literatura sempre esteve presente em sua vida ? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Comecei a escrever por causa do convite de outras pessoas. Não pensava em ter uma coluna em dois jornais ou escrever textos pra diversas publicações do Brasil. Foi tudo por acaso. O livro é uma compilação dos textos mais significativos entre 2005/2007. Já tenho o dobro deles agora. Sempre fui mais leitora do que escritora. E sinceramente, ainda continuo assim. Essa minha outra atividade tem só 4, 5 anos. Na música me sinto mais à vontade porque já são 17 anos de carreira.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; Em seu livro você aborda com ternura as relações com seus avós japoneses. Como eles influenciaram sua formação como artista ? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Acho que me influenciaram mais como pessoa mesmo e já que a música vem dessa nossa bagagem de sensibilidade, atenção, observação, recriação e rearranjo de elementos diversos, a presença da minha família, não só  do lado oriental, mas também a da minha mãe &#8211; que é de origem portuguesa &#8211; me faz ser o que sou.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> -Sabemos que você tem frequentado nihongakko, como surgiu essa necessidade? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Frequentei a escola no primeiro ano e depois fiquei tomando aulas particulares. Tenho até  estado afastada das aulas desde o fim de maio porque minha agenda ficou bem complexa. Não gosto de ir à aula, sem estudar, é preciso fazer direitinho as lições. Então combinei com minha <em>sensei</em> que assim que tivesse mais disponibilidade, voltaria à ela. Daí eu faço uma revisão sozinha por uma semana e volto ao ritmo normal. Tive vontade de aprender o idioma quando estive pela primeira vez no Japão. Gostei demais do país e das pessoas e achei que sendo neta de japoneses tinha a obrigação de conhecer mais sobre a cultura. Nada como estudar a língua pra conhecer melhor um povo.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; Você se considera uma nikkei? Como isso influencia no seu modo de vida? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Sim, desde o uso do meu nome verdadeiro profissionalmente à admiração que tenho por minhas origens nipônicas. Gosto muito de pensar que tenho algumas das qualidades de um <em>nikkei</em> como a responsabilidade e dedicação verdadeira ao trabalho e à família. Agora os defeitos devo ter também, mas não precisamos listá-los, não é? Tento ser sempre uma pessoa correta e ao mesmo tempo me sinto feliz com tudo o que vou realizando aos poucos.</p>
<p><em><strong>Discografia Pato FU</strong></em></p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rotomusic_de_Liquidificapum" target="_blank">Rotomusic de Liquidificapum</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1993" target="_blank">1993</a>)<strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gol_de_Quem%3F" target="_blank">Gol de Quem?</a></strong><strong> (</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1994" target="_blank">1995</a>) <strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tem_Mas_Acabou" target="_blank">Tem Mas Acabou</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1996" target="_blank">1996</a>)</p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Televis%C3%A3o_de_Cachorro" target="_blank">Televisão de Cachorro</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1998" target="_blank">1998</a>)</p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isopor_%28%C3%A1lbum_de_Pato_Fu%29" target="_blank">Isopor</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1999" target="_blank">1999</a>)</p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ru%C3%ADdo_Rosa_%28%C3%A1lbum%29" target="_blank">Ruído Rosa</a></strong><strong> (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2001" target="_blank">2001</a></strong><strong>) </strong></p>
<p><strong>MTV Ao Vivo No Museu da Pampulha </strong>(2002)<strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Toda_Cura_Para_Todo_Mal" target="_blank">Toda Cura Para Todo Mal</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2005" target="_blank">2005</a>)</p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Daqui_Pro_Futuro" target="_blank">Daqui Pro Futuro</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2007" target="_blank">2007</a>)<strong> </strong></p>
<p><strong><br />
<em>Discografia Fernanda Takai</em></strong></p>
<p><strong>Onde Brilhem os olhos seus</strong> (2007)</p>
<p><strong>Luz Negra: ao Vivo </strong>( 2009 )</p>
<p>Livro</p>
<p><strong>Nunca Subestime uma Mulherzinha</strong>, Panda Books, 2008</p>
<p>* Pizzicato Five – banda pop japonesa ativa de 1985 a 2001. Propagou o estilo shibuya-kei. Maki Nomiya entrou na banda em 1991.</p>
<p>** EP: formato digital que comporta entre 4 e 8 faixas de gravação musicail, com duração média de 15 a 35 minutos.</p>
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		<title>SHOUJO, O MANGÁ QUE CONQUISTA ADOLESCENTES</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 22:10:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mylle Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Karumi (Cultura Pop)]]></category>
		<category><![CDATA[kare kano]]></category>
		<category><![CDATA[nana]]></category>
		<category><![CDATA[rayearth]]></category>
		<category><![CDATA[sailor moon]]></category>
		<category><![CDATA[sakura card captors]]></category>
		<category><![CDATA[shoujo mangá]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto no Japão as revistas Shoujo servem de vitrine de inúmeras propagandas para as adolescentes, no Brasil essas mesmas estórias fazem com que as meninas leiam mais quadrinhos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>* O artigo a seguir também foi publicado no <strong>Almanaque Shoujo Mangá &#8211; O Pode da Sedução Feminina</strong> (Editora Escala, 2009)</em></p>
<p>Apesar de boa parte das meninas ler <strong>A Turma da Mônica</strong> durante a infância, a maioria delas afasta-se dos quadrinhos na adolescência. Ou melhor, afastava-se. Com o <em>boom</em> dos mangás no Brasil, notou-se um fenômeno muito interessante e que nada tem a ver com samurais, ninjas ou violência: as adolescentes começaram a ler mangás. Isso porque o mercado de mangás é bastante segmentado, ou seja, são publicadas histórias para todos os gostos e idades. O estilo Shoujo, voltado para meninas entre 10 e 18 anos, é capaz de prender a atenção de qualquer adolescente no mundo, por contar romances cheios de magia e dramas psicológicos – bem ao gosto da idade.</p>
<p>O primeiro contato com o estilo Shoujo que as meninas tiveram foi através dos animês. Séries como <strong>Guerreiras Mágicas de Rayearth</strong> e <strong>Sailor Moon, </strong>exibidas em canais abertos na década de 90, foram bem recebidas pelo público. É interessante observar que essas histórias possuem em seu enredo elementos mágicos, bastante fantasiosos, como <strong>Dragon Ball</strong> e <strong>Cavaleiros do Zodíaco</strong>, por exemplo. Apesar de voltadas para meninas, havia uma preocupação em apostar em animações além de meros dramas psicológicos.</p>
<p>Mangás como <strong>Sakura Card Captors</strong> e <strong>Guerreiras Mágicas de Rayearth</strong> foram alguns dos primeiros voltados para as adolescentes, ambos recheados de magia e estórias de fácil compreensão. Os animês sempre foram o termômetro para a publicação ou não de um mangá por aqui. No entanto, atualmente muitos dos títulos de Shoujo lançados no Brasil nunca tiveram as versões animadas exibidas.</p>
<p>Ao todo foram publicados cerca de 30 títulos. Esse número tende a aumentar ainda mais. Muitos, como <strong>Nana</strong>, <strong>Kare Kano</strong>, <strong>Ouran High School Host Club, </strong>nunca foram exibidos nem em canais pagos nem em TVs abertas. Mesmo assim, esses e outros mangás chegaram aqui e fizeram sucesso entre as meninas, atraindo-as para o universo dos quadrinhos, já que algumas delas acabam descobrindo novas possibilidades de leitura através dos mangás.</p>
<p>Assim como os espectadores de telenovela, as adolescentes esperam ansiosamente pelos próximos capítulos da estória – cuja publicação pode ser mensal ou bimestral. No mangá <strong>Sunadokei, </strong>a heroína, An Uekusa, passa por uma série de traumas na infância (separação dos pais, suicídio da mãe) e não sabe bem como lidar com as situações que vão aparecendo na vida. Para ajudar, é obrigada a mudar de cidade, separando-se do namorado. Também descobre que seu melhor amigo é apaixonado por ela, o que a faz sentir-se dividida. Qualquer semelhança com folhetins televisivos não é mera coincidência, os elementos para se contar uma estória de sucesso são universais, o que muda é a mídia.</p>
<p>Outro exemplo é <strong>Kare Kano</strong>, que começa com a história da divertida Miyazawa Yukino, uma menina que se finge de perfeita só para inflar o próprio ego e não admite que ninguém seja mais popular que ela. A situação muda quando encontra Arima Souichiro, um rapaz que aparentemente não faz nenhum esforço para se destacar e ainda por cima declara-se para ela. Depois de alguns desencontros eles ficam juntos e os dramas psicológicos ganham mais destaque, criando mistérios e histórias paralelas, assim como numa novela.</p>
<p>Alguns desses títulos, como <strong>Colégio Feminino Bijinzaka</strong> e <strong>Galism</strong> podem não agradar as fãs de <strong>Sunadokei</strong> ou <strong>Kare Kan</strong>o, mas estão conquistando novas leitoras: as mesmas  que lêem revistas de horóscopo, por exemplo. A heroína de <strong>Colégio Feminino Bijinzaka</strong>, En Nomomiya, é atrevida, revoltada e se mete em confusões, fazendo contraste interessante com o que é mostrado sobre as jovens em outros mangás Shoujo – comportadas, apaixonadas e sofredoras.</p>
<p>Uma personagem como En Nomomiya é mais parecida com uma adolescente brasileira do que An Uekusa, que mais se parece com uma jovem japonesa. A imagem de uma mulher decidida e independente está mais próxima de nossa realidade que a da moça submissa e indefesa, motivo pelo qual algumas leitoras deixarem de gostar do estilo Shoujo ao atingirem certa maturidade. Portanto é provável que mais títulos como <strong>Colégio Feminino Bijinzaka</strong> apareçam nas prateleiras tupiniquins.</p>
<p>Em contrapartida às estórias em que o enredo é mais próximo da nossa realidade, não faltam títulos mais fantasiosos e cheios de magia para embalar os sonhos das adolescentes. <strong>Vampire Knight</strong>, por exemplo, tem como heroína Yuuki Cross, adotada pelo diretor de uma escola para vampiros e não tem outra opção senão conviver com eles. A garota faz parte de um triângulo amoroso, uma vez que dois vampiros parecem ser apaixonados por ela, e muitos outros querem beber seu sangue.</p>
<p>Com as facilidades da Internet, as fãs de Shoujo reúnem-se e trocam idéias em  comunidades de sites de redes de amigos, blogs, fóruns, mensagens instantâneas ou quaisquer outros meios de comunicação online. A comunidade do Orkut CLAMP Brasil conta com mais de 15 mil membros – uma das maiores na rede sobre o assunto.</p>
<p>Por ser um nicho vasto é quase impossível enumerar todas as estórias e estilos relevantes. Independente da proximidade com o universo real, é importante ressaltar que os Shoujos são estórias capazes de gerar certa reflexão por parte das leitoras, por conter tramas carregadas de temas comuns a todos: amor, família, separação, sexualidade, futuro, etc. A experiência da leitura é rica e prazerosa, além de ter o dinamismo característico dos mangás. Portanto, se você ainda não conhece o estilo Shoujo é só ir até a banca mais próxima e procurar por um dos vários mangás do gênero já publicados no Brasil. E tenha uma boa leitura!</p>
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		<title>ESTES INCRÍVEIS GUERREIROS E SEUS ROBÔS GIGANTES</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2009/12/estes-incriveis-guerreiros-e-seus-robos-gigantes/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 22:02:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Hatori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Karumi (Cultura Pop)]]></category>
		<category><![CDATA[changeman]]></category>
		<category><![CDATA[flashman]]></category>
		<category><![CDATA[goggle five]]></category>
		<category><![CDATA[power rangers]]></category>
		<category><![CDATA[supar sentai]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes dos Power Rangers, os  Super Sentai  já faziam sucesso na tevê brasileira. Eram seriados  em que os heróis usavam robôs gigantes como armas para salvar o planeta de terríveis ameaças. Caia de cabeça  no maravilhoso mundo dos enlatados japoneses.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cinco guerreiros, cada um usando um uniforme de cor diferente, lutando para salvar o planeta Terra de monstros terríveis, exaltando valores como o trabalho em equipe e a amizade. Para os mais novos logo vem à mente a imagem dos Power Rangers. Já o pessoal com um pouco mais de idade lembra os seriados que passavam na extinta TV Manchete nos anos 80 e início dos anos 90, como Changeman e Flashman. O que poucas pessoas  sabem é que essa história de guerreiros coloridos usando robôs gigantes combatendo o Mal é uma tradição japonesa, com mais de 30 anos de existência. São os <em>Super Sentai (</em>que pode ser traduzido como “Super Esquadrão”,) um dos seriados mais tradicionais entre os <em>tokusatsus</em>, (abreviação de <em>tokushu satsuei: </em>“filmes de efeitos especiais”), e representam o estilo de programas japoneses de heróis usando atores de verdade.</p>
<p>Tudo começou em 1975, quando o famoso desenhista de mangá Shotaro Ishinomori, criador de séries como <em>Cyborg 009</em> e <em>Kamen Rider</em>, concebeu a história de cinco jovens recrutas japoneses. Estes jovens eram  membros de uma organização de defesa da Terra chamada EAGLE, e sobrevivem a um ataque terrorista de uma sociedade secreta que ameaça o planeta. Eles recebem trajes especiais, cada um de uma cor, ganhando poderes sobre-humanos e armas para defender a humanidade.</p>
<p>Este é o enredo de <em>Himitsu Sentai Goranger</em> (“Esquadrão Secreto Goranger”), produzida pela Toei Company e exibida pela TV Asahi. A série é considerada precursora do gênero Sentai na tevê  japonesa. Goranger foi um sucesso, tendo 84 episódios e terminando em 1977. Levou Ishinomori a criar, no mesmo ano, a segunda série do estilo: <em>J.A.K.Q. Dengekitai</em> (“Grupo Relâmpago J.A.K.Q.”).  J.A.K.Q. não teve o sucesso da antecessora, sendo extinta no final do mesmo ano com apenas 35 episódios. Apesar de terem a mesma temática, estas séries ainda não eram consideradas Super Sentai. Não tinham robôs e monstros gigantes, elementos adicionados nas séries posteriores.</p>
<p>Após o insucesso da última série, Ishinomori parou de criar heróis no estilo <em>Sentai. </em>O gênero foi retomado apenas em 1979. Neste período a Toei Company mantinha parceria com a empresa de quadrinhos Marvel, dos Estados Unidos, chegando a produzir uma versão nipônica em formato tokusatsu do Homem-Aranha. Nesta versão  o herói aracnídeo usava um robô gigante, Leopardon, inexistente no Universo Marvel.</p>
<p>A partir dessa parceria surgiu a terceira série dos Sentai, <em>Battle Fever J</em>, que reunia cinco heróis de diversos lugares do mundo. Incluía o líder, Battle Japan,  inicialmente inspirado no herói da Marvel Capitão América, e a Miss América, dos Estados Unidos, homônima de uma das heroínas da empresa americana. A série foi a primeira a usar um robô gigante, artifício explorado em todos os programas posteriores, sendo a primeira a receber o título de Super Sentai. <em>Battle Fever J</em> foi transmitida até o início de 1980, substituída por <em>Denshi Sentai Denjiman </em>(“Esquadrão Eletrônico Denjiman”), iniciando o rodízio anual das séries Super Sentai vigente até hoje, com a exibição do 33º programa do gênero, <em>Samurai Sentai Shinkenger</em> (“Esquadrão Samurai Shinkenger”).</p>
<p><strong>Super Sentai no Brasil</strong></p>
<p><strong></strong>No final dos anos 80 e início dos 90 o Brasil passou  um período em que os seriados japoneses eram moda na tevê. Grande parte do sucesso aconteceu graças a  <em>Dengeki Sentai Changeman (</em>“Esquadrão Relâmpago Changeman”)<em>.</em> O seriado, junto com <em>O Fantástico Jaspion</em>, abriu espaço para várias  séries de tokusatsu. As  redes de tevê brasileiras exibiram outras três séries: as sucessoras de <em>Changeman, Choushinsei Flashman </em>( “Comando Estelar Flashman”) e <em>Hikari Sentai Maskman </em>(“Defensores da Luz Maskman”), e <em>Dai Sentai Goggle Five </em>(“Gigantes Guerreiros Goggle Five”). Esta, apesar de  anterior à <em>Changeman</em>, foi a última a ser exibida no Brasil. Por ser transmitida para uma audiência saturada de <em>tokusatsu</em> e ter menos qualidade que as outras <em>Super Sentai</em> exibidas, já que foi produzida antes, <em>Goggle Five</em> teve audiência menor, encerrando o ciclo de <em>Super Sentai</em> originais do Japão trazidas para o Brasil.</p>
<p>O gênero voltaria a ter força entre os anos de 1993 e 1994. No lugar de personagens japoneses, os protagonistas seriam cinco estudantes americanos residentes na cidade fictícia de Alameda dos Anjos. Os heróis foram escolhidos pela entidade “Zordon” e o assistente robô Alpha para lutar contra a vilã extraterrestre Rita Repulsa. Era a série <em>Mighty Morphin Power Rangers</em>, produzida pela  Saban Entertainment, baseada na 16º série <em>Super Sentai </em>do Japão, <em>Kyoryuu Sentai Jyuuranger</em>.</p>
<p>Haim Saban, o dono da empresa, adquiriu, junto à Toei os direitos de exibição dos <em>tokusatsu</em>, mas resolveu produzir adaptações que usavam cenas de luta das personagens e tinham roteiro mais próximo do Ocidente. Assim iniciou a franquia <em>Power Rangers</em>, que usou o mesmo sistema para todos os <em>Super Sentai</em> produzidos a partir de <em>Jyuuranger</em>. Apesar de apresentar  discrepâncias em relação ao original japonês, como no caso da Ranger Amarelo de <em>Mighty Morphin Power Rangers &#8211; </em> originalmente um homem,na adaptação se tornou mulher &#8211; a franquia fez sucesso.</p>
<p>No Brasil as redes de tevê normalmente transmitem episódios com um ano de atraso em relação aos EUA , e o seriado continua a ser bem-sucedido entre as crianças. Mas não existe previsão para que as séries japonesas voltem a ser exibidas no  formato original, obrigando os fãs a procurar material na internet e aguardarem nova fase para os <em>tokusatsu</em> na tevê brasileira.</p>
<p><em><strong>Conheça mais das quatro séries exibidas no país no formato original</strong></em></p>
<p><strong>Esquadrão Relâmpago Changeman</strong> – Cinco integrantes do Exército de Defensores da Terra recebem do planeta a Força Terrestre, ganhando poderes para enfrentar o Império Galáctico de Gôzma.Seus trajes e habilidades eram baseados em animais fantásticos da mitologia européia.</p>
<p><strong>Comando Estelar Flashman</strong> – Cinco jovens terrestres levados para o espaço quando crianças crescem no planeta Flash. Retornam à Terra para protegê-la do Cruzador Imperial Mess. Seus poderes vem do treinamento realizado nas condições adversas do planeta Flash.</p>
<p><strong>Defensores da Luz Maskman</strong> – Um estudioso dos poderes da aura, uma energia mística do ser humano, reúne cinco jovens, especialistas em artes marciais, para enfrentar o Império Subterrâneo Tube.</p>
<p><strong>Gigantes Guerreiros Goggle Five</strong> – Para impedir que o Império da Ciência Maligna Desdark domine o mundo, cinco pessoas foram escolhidas pelo Laboratório de Ciências do Futuro, recebendo poderes inspirados em antigas sociedades esotéricas da humanidade.</p>
<p><strong>Enredos curiosos dos <em>Super Sentai</em></strong></p>
<p>Com mais de 30 séries já exibidas no Japão, temas como animais e artes marciais são recorrentes na história dos <em>Super Sentai</em>. Alguns temas  chamam a atenção pela criatividade.</p>
<p><strong>J.A.K.Q. Dengekitai</strong> – Quatro ciborgues com poderes inspirados em cartas de baralho. O nome “J.A.K.Q.” vem das iniciais de Jack, Ace, King e Queen, os nomes em inglês para algumas das cartas usadas no baralho.</p>
<p><strong>Battle Fever J</strong> –  Vindo cada qual de uma parte do mundo, os membros da equipe se caracterizam por usar uma dança própria do respectivo continente de origem.</p>
<p><strong>Dai Sentai Goggle Five</strong> – Além de poderes baseados em sociedades extintas, cada membro da equipe se baseia em uma pedra preciosa e usa, como arma, um dos cinco aparelhos da ginástica rítmica.</p>
<p><strong>Gekisou Sentai Carranger</strong> – Funcionários de uma oficina mecânica, os membros da equipe recebem seus poderes das cinco constelações de carro lendárias, e enfrentam um grupo de motoristas extraterrestres. Deu origem à série “Power Rangers: Turbo”.</p>
<p><strong>Denji Sentai Megaranger</strong> – Convocados por suas habilidades em um jogo de arcade chamado “Megaranger”, cinco estudantes ganham poderes especiais, cada um relacionado a um acessório eletrônico – computador, satélite, TV digital, câmera digital e celular. Originou a série “Power Ranger no Espaço.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>OS CINCO ESTILOS DO HAICAI NO PARANÁ</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 21:43:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shi (Haiku)]]></category>
		<category><![CDATA[alice ruiz]]></category>
		<category><![CDATA[haikai]]></category>
		<category><![CDATA[helena kolody]]></category>
		<category><![CDATA[paulo leminski]]></category>

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		<description><![CDATA[O haicai no Brasil teve duas escolas, uma vinda da Europa, introduzida por Afrânio Peixoto e outra, do Japão, trazida por Nenpuku Sato. A via francesa, seguida por  Afrânio Peixoto, ganhou muitos adeptos e o mais famoso discípulo é Guilherme de Almeida. As duas escolas geraram vários outros estilos. Neste artigo, o poeta José Marins situa o haicai no Paraná e mapeia os estilos da forma poética japonesa que se tornou expressão nacional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Artigo de José Marins, haicaísta e escritor, autor de <strong>Poezen</strong> (haicai); <strong>Quiçaça</strong> (romance inédito); <strong>O Dia do Porco</strong> (romance inédito)</em></p>
<p>O primeiro haicai feito no Brasil tem raízes japonesas. Foi realizado a bordo do Kasato-maru, navio que trouxe a primeira leva de imigrantes do Japão. Em 18 de junho de 1908, o poeta Hyokotsu (Shuhei Uetsuka, chefe dos imigrantes), escreveu:</p>
<p><em>karetaki o / miagete tsukinu / iminsen </em><em> </em></p>
<blockquote><p>A nau imigrante<br />
chegando: vê-se lá no alto<br />
a cascata seca.</p></blockquote>
<p>(Tradução Masuda Goga)</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O ESTILO JAPONÊS</span></strong></p>
<p>O estilo japonês de fazer haicai chega ao Paraná com os primeiro migrantes que saíram do estado de São Paulo e se fixaram no Norte (Londrina, Assai, Urai). O haicai continuará sendo escrito em japonês nas aulas de um mestre da arte haicaística: Nenpuku Sato.</p>
<p>As características do estilo japonês são: ser vivencial (o poeta registra as sensações junto à natureza), sempre em língua japonesa, mantém na estrutura 17 sons, contém o termo de estação (kigo), não trazem rimas e uso de uma linguagem simples.</p>
<p>Alguns haicais de NENPUKU :</p>
<blockquote><p>A lua se insinua<br />
na alvura perfumada<br />
do <em>cafezal florido</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>Sementes</em> de algodão.<br />
Minhas mãos agora<br />
são as do vento</p></blockquote>
<blockquote><p>Mudou a moça<br />
que tira a água do poço –<br />
uma <em>borboleta</em>.</p></blockquote>
<p>Haicais de alunos de Sato:</p>
<blockquote><p>Depois dos sessenta<br />
minha voz está tranqüila.<br />
Mesma voz do <em>outono</em>.</p>
<p>Mitio Suguimoto (Londrina)</p></blockquote>
<blockquote><p>Outra <em>primavera</em><br />
Com novo anel de guizo<br />
cobra sai da toca</p>
<p>Shinshiti Minowa (Londrina)</p></blockquote>
<blockquote><p>Hoje é <em>Carnaval</em><br />
O quimono também serve<br />
como fantasia.</p>
<p>Shigeo Watanabe (Assai)</p></blockquote>
<blockquote><p>Parada de trem.<br />
com o vendedor de flores<br />
Vêm as borboletas</p>
<p>Sôshi Nakajima (Assai)</p></blockquote>
<blockquote><p>Estalos no alto,<br />
Ouço o som de pinhões caindo<br />
na tarde de sol.</p>
<p>Seizo Watanabe, (Curitiba)</p></blockquote>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O ESTILO KOLODYANO</span></strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p>Em 1941  a poeta Helena Kolody se torna a primeira mulher a publicar haicai no Brasil, ao lançar o livro <strong>Paisagem Interior</strong>, no qual havia três haicais. Destaco um deles, famoso:</p>
<blockquote><p>Arco-íris</p>
<p>Arco-íris no céu.<br />
Está sorrindo o menino<br />
que há pouco chorou.</p>
<p>Helena Kolody (Curitiba)</p></blockquote>
<p>Características do haicai kolodyano:</p>
<p>Usa: título (elemento que não existe no estilo japonês); às vezes a métrica; noutras a rima; a personificação (antropomorfismo); e a linguagem poética (uso da metáfora).</p>
<p>A maneira marcante de Kolody realizar seus haicais teve grande influência em alguns poetas.</p>
<blockquote><p>Geada</p>
<p>Nas manhãs de frio<br />
a paisagem, tiritando,<br />
se veste de branco</p>
<p>Delores Pires (Curitiba):</p></blockquote>
<blockquote><p>Renovação</p>
<p>Pessegueiro em flor<br />
Prenúncio de primavera<br />
Reprise de amor.</p>
<p>Diva Ferreira Gomes (Curitiba):</p></blockquote>
<blockquote><p>Noite</p>
<p>No quadro-negro<br />
vou soletrando<br />
um alfabeto de estrelas</p>
<p>João Manuel Simões (Curitiba):</p></blockquote>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O ESTILO GUILHERMINO</span></strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p>Guilherme de Almeida foi um dos poetas que mais auxiliou na divulgação do haicai no país. Porém, sua maneira de fazer haicai distanciou-se muito da origem do poema. (O que não quer dizer que isso fosse ruim. Os japoneses adoram os haicais guilherminos, um deles era o mestre Masuda Goga, amigo pessoal de Almeida).</p>
<p>Guilherme de Almeida criou um modelo para se fazer o haicai, no qual entrava a métrica perfeita e quatro rimas. Duas combinavam-se no final do primeiro verso, com o final do terceiro. E duas, internas, rimavam-se a segunda sílaba com a sétima no segundo verso.</p>
<p>GUILHERME DE ALMEIDA:</p>
<p>O “haicai”                                                                             O esquema:</p>
<p>Lava, escorre, agita                                                         – – – –  A</p>
<p>a areia. E, enfim, na bateia                                            –  B – – – –  B</p>
<p>fica uma pepita.                                                               – – – –  A</p>
<blockquote><p>Pescaria</p>
<p>Cochilo. Na linha<br />
Eu ponho a isca de um sonho.<br />
Pesco uma estrelinha.</p></blockquote>
<blockquote><p>História de algumas vidas</p>
<p>Noite. Um silvo no ar.<br />
Ninguém na estação.E o trem<br />
passa sem parar.</p></blockquote>
<p>Características do estilo guilhermino:</p>
<p>Coloca acima do terceto um título; usa métrica exata; inclui quatro rimas elaboradas; sua linguagem é a do poema (personificação, metáfora).</p>
<p>Alguns poetas que praticam o haicai Guilhermino no Paraná:</p>
<blockquote><p>Temendo o negrume<br />
da mata ao som da cascata,<br />
sigo um vaga-lume.</p>
<p>Leonilda Hilgenberg Justus (Ponta Grossa)</p></blockquote>
<blockquote><p>Fraternidade</p>
<p>Chuva de verão.<br />
Na luz, a jovem conduz<br />
o avô pela mão.</p>
<p>Shyrlei Queiroz (Curitiba)</p></blockquote>
<blockquote><p>Maresia</p>
<p>O dia fugindo<br />
No ar um cheiro de mar.<br />
A noite vem vindo.</p>
<p>Delores Pires (Curitiba)</p></blockquote>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O ESTILO HAICAI-LIVRE (Free-haiku)</span></strong></p>
<p>Paulo Leminski é quem encarna o principal líder desta forma, que nos anos 80 dominou a cena poética paranaense (curitibana, principalmente). Leminski tinha grande admiração pela cultura e literatura japonesas. Porém, quando praticava o haicai preferia um estilo livre, sempre portador de “haimi” (sabor do haicai).</p>
<p>As principais características do estilo livre:</p>
<p>Não usa métrica; pode usar rimas; busca o haimi; faz jogo de palavras; e, usa linguagem poética (metáforas, especialmente).</p>
<blockquote><p>soprando esse bambu<br />
só tiro<br />
o que lhe deu o vento</p></blockquote>
<blockquote><p>jardim da minha amiga<br />
todo mundo feliz<br />
até a formiga</p></blockquote>
<blockquote><p>lua na água<br />
alguma lua<br />
lua alguma</p>
<p>Paulo Leminski (Curitiba)</p></blockquote>
<blockquote><p>amigo grilo<br />
sua vida foi curta<br />
minha noite vai ser longa</p></blockquote>
<blockquote><p>entre a espuma do mar<br />
e a nuvem toda branca<br />
o voo da garça</p>
<p>Alice Ruiz (Curitiba)</p></blockquote>
<blockquote><p>tempo de jaboticaba<br />
nem bem começa<br />
já acaba</p>
<p>Domingos Pelegrini (Londrina)</p></blockquote>
<blockquote><p>cheguei amargo<br />
minha flauta doce<br />
nem se toca</p>
<p>Eduardo Hoffman (Curitiba)</p></blockquote>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">O ESTILO CLÁSSICO (tradicional)</span></strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p>Em 1987, Masuda Goga, juntamente com um grupo de haicaístas, funda em São  Paulo o Grêmio Haicai Ipê, com o propósito de estudar e difundir o haicai clássico (com forte ligação com o haikai originário japonês).</p>
<p>Alguns haicais de mestre Masuda Goga:</p>
<blockquote><p><em>Libélula</em> voando<br />
Pára num instante e lança<br />
a sombra no chão</p></blockquote>
<blockquote><p>Inúmeras flores<br />
nos túmulos de <em>Finados –</em><br />
Na alma só saudade.</p></blockquote>
<blockquote><p>No ar pétalas dançam<br />
Qual flocos de neve a cair<br />
<em>Pereira em flor</em>.</p></blockquote>
<p>Características do haicai clássico (haiku):</p>
<p>É vivencial (experiência do poeta junto à natureza); sem título; usa métrica 17 sílabas; contém o kigo (termo designativo de estação); sem rimas; e, usa linguagem simples.</p>
<blockquote><p>tal a brevidade<br />
daquela <em>estrela cadente</em><br />
fugiu-me o pedido</p></blockquote>
<blockquote><p><em>semente de ipê</em><br />
amadurecem nas vagens<br />
só o vento as leva</p>
<p>José Marins (Curitiba)</p></blockquote>
<blockquote><p>Um salto no abismo<br />
e o mergulho na mata.<br />
<em>Cascata</em> na serra.</p>
<p>Sérgio Francisco Pichorim (São José dos Pinhais)</p></blockquote>
<blockquote><p>Na folha de amora<br />
nutre-se o <em>bicho-da-seda</em>.<br />
A quem vestirá?</p>
<p>A. A. de ASSIS (Maringá)</p></blockquote>
<blockquote><p>Entre os bóias-frias<br />
um casal já bem grisalho<br />
colhendo <em>algodão</em>.</p>
<p>Neide Rocha Portugal (Bandeirantes)</p></blockquote>
<p>*Em itálico: kigos</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O POLACO NEGRO ZEN</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2009/12/o-polaco-negro-zen/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 21:26:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célio Yano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Yugen (Perfil)]]></category>
		<category><![CDATA[catatau]]></category>
		<category><![CDATA[haikai]]></category>
		<category><![CDATA[paulo leminski]]></category>

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		<description><![CDATA[Distante do lugar-comum, Paulo Leminski uniu genialidade a influências de toda sorte e, vinte anos após sua morte, segue como um dos principais difusores do haicaísmo em terras brasileiras ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O escritor, poeta, tradutor, filósofo, publicitário e etcétera Paulo Leminski foi tudo, menos o óbvio. Fugiu das regras desde o início, quando, em 24 de agosto de 1944 veio ao mundo: apesar de nascer em Curitiba, deslanchou e teve seu trabalho reconhecido a partir da capital paranaense, numa época em que poucos nomes de fora do eixo Rio-São Paulo despontavam nacionalmente. Filho de pai polonês e mãe negra, foi um dos principais difusores brasileiros da hoje mais conhecida forma de poesia japonesa: o haicai.</p>
<p>Duas décadas após a morte, ainda é estudado e cultuado como o núcleo de um movimento cultural único que passou pelo país. Nasceu como Paulo Leminski Filho, filho de Paulo Leminski e Áurea Mendes Campos. Ainda criança, morou em Itapetininga, São Paulo, e em Itaiópolis, Santa Catarina, antes de retornar à capital das araucárias. Entre os 13 e os 14 anos viveu no mosteiro de São Bento, em São Paulo, onde estudou, entre uma aula de ensino religioso e outra, latim, francês e hebraico. E no mesmo reduto beneditino, por meio de D. João Mehlmann, teve os primeiros contatos com as chamadas “filosofias orientais”, segundo relata o jornalista e amigo Toninho Vaz, biógrafo do escritor.</p>
<p>Poliglota, estudava japonês na década de 1960 quando começou a se interessar pela poesia de Helena Kolody, que desde os anos 40 trabalhava com o haicai. Gostou da distinta forma de literatura  e dedicou-se aos estudos e sua produção, embora não tenha se tornado fluente no idioma japonês, como muitos acreditam até hoje. “Ele identificava alguns ideogramas, apenas”, afirma a poeta Alice Ruiz,  casada com Leminski durante 20 anos.</p>
<p>Aos 18 anos participou da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, em Belo Horizonte, e conheceu os irmãos poetas Augusto e Haroldo de Campos e o professor Décio Pignatari, representantes do movimento concretista e que, de imediato, fascinaram-se pela precocidade do jovem curitibano. Dali, foi apenas um ano para Leminski publicar seus primeiros poemas na revista concretista Invenção. Até sua morte, foram 13 livros, de prosa, poesia, biografia e fotografia.</p>
<p>Chegou a cursar Direito na Universidade Federal do Paraná (UFPR), mas desistiu e direcionou sua formação para a área de Filosofia, curso que concluiu em 1965 pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Em 1968 casou com Alice Ruiz, com quem teve três filhos – Miguel Ângelo, Áurea e Estrela – antes de se separarem. Além de poeta e escritor, trabalhou como professor de história e redação em cursos pré-vestibulares, diretor de criação e redator em agências de publicidade, jornalista, crítico literário e tradutor. Fez até roteiros de histórias em quadrinhos para a extinta editora curitibana Grafipar.</p>
<p><strong>Samurai zen-budista</strong></p>
<p>Em abril de 1977, época em que escrevia para o Diário Popular, confirmava sua paixão pela cultura oriental ao publicar oito koans em uma edição especial do suplemento Anexo. O tema do caderno era ‘Zen e as artes marciais japonesas’. Seis anos mais tarde, lançou Matsuo Bashô, biografia do poeta japonês que codificou e estabeleceu a forma clássica do haicai.</p>
<p>Abra-se um parêntese. Eclético no sentido amplo da palavra, Leminski não se deixava influenciar apenas pelos japoneses. A prosa poética <em>Metamorfose</em>, por exemplo, surgiu a partir de seu interesse pelos mitos gregos. Como tradutor, verteu para a língua portuguesa obras, do francês, como <em>Supermacho</em>, de Alfred Jarry, do inglês, como <em>Pergunte ao Pó</em>, de John Fante, e <em>Um atrapalho no trabalho</em> de John Lennon, e até do latim, como <em>Satyricon</em>, de Petrônio.</p>
<p>Em 1985, com assessoria de Elza Taeko Doi e Darci Yasuko Kusano, traduziu <em>Sol e Aço </em>(‘Taiyo to Tetsu’), que Yukio Mishima escrevera em 1968. No ensaio, o japonês, que cometeria o harakiri em 1970, faz um tratado sobre o corpo e fala sobre a morte prematura. Ciente ou não de que o esgotamento precoce seria seu próprio destino, Leminski nunca deixava de se envolver pelas obras por que passava.</p>
<p>Que  motivos o levaram ao interesse pelo arquipélago do outro lado do mundo, ninguém sabe. Mas a ligação com o Japão do samurai zen-budista, como se autointitulava, não se restringia à literatura. “Tudo começou com o ingresso dele no judô, aos 22 anos”, conta Alice Ruiz, que lembra que culinária japonesa estava entre as preferências do ex-companheiro. E, de fato, até os últimos anos de sua vida, contam os amigos, orgulhou-se de ser faixa preta na arte marcial.</p>
<p>É na década de 1980 que surge a definição <em>samurai zen-budista</em>, que soma-se a outros epítetos, como <em>a besta dos pinheirais</em> e <em>cachorro louco</em>. Por Haroldo de Campos o denominava  <em>Rimbaud curitibano</em>, e o cineasta Júlio Bressane, <em>caipira cabotino</em>. Para Toninho Vaz foi o <em>bandido que sabia latim</em>.</p>
<p><strong>O Rio que Vai </strong></p>
<p>Letrista e músico foram outras atribuições que o poeta kamikaze cumpriu com habilidade, em parcerias que fez com Caetano Veloso, Moraes Moreira, Zeca Barreto, Carlos Careqa, Ivo Rodrigues, Arnaldo Antunes, entre outros. A mais ouvida canção é provável que tenha sido Promessas Demais, que era reproduzida diariamente na Rede Globo, na abertura da novela Paraíso, de 1982.</p>
<p>Alternativo ao extremo, teve por diversas vezes o nome ligado à cultura pop. Com Guilherme Arantes assinou a trilha sonora de Pirlimpimpim 2, programa infantil exibido na emissora de Roberto Marinho. Se entre os jovens de hoje poucos leram o Catatau, sua obra-prima lançada em 1975, é difícil encontrar alguém que desconheça a Pedreira Paulo Leminski, que desde 1990 acolhe espetáculos do clássico ao rock, do sertanejo ao religioso. E até as crianças devem se lembrar de ao menos um dos poemas do cachorro louco que eram lidas no Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura.</p>
<p><strong>Dor Elegante</strong></p>
<p>Personagem de uma vida tão ou mais interessante que a própria obra, deu um final típico de romance europeu do século 19 para sua biografia. Entusiasta do budismo apesar de polaco, era boêmio apesar de erudito, e desde cedo trilhou um caminho sem volta pelas vias do alcoolismo. O gatilho para a aventura derradeira foi a morte prematura do filho primogênito, Miguel Ângelo Leminski, que, em 1979, aos 10 anos de idade, deixou o pai órfão em consequência de um câncer.</p>
<p>Amigos tentavam de todas as formas demovê-lo das pás etílicas que cavavam seu túmulo, mas Leminski parecia ter a mais plena consciência de seu destino. Em seus últimos anos gostava de enaltecer a figura de Mishima, como forma de justificar atentados contra a própria vida, ainda que involuntários. Morreria em uma fria noite do inverno de 1989, vítima de cirrose hepática e possivelmente tranquilo como vivia. “Quanto à morte, eu sou nipônico. Eu nunca me confrontei com situações limites mas não tenho medo da morte”, disse certa vez.</p>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2009/12/leminski.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-113" title="leminski" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2009/12/leminski-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>se<br />
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terra<br />
se<br />
trans<br />
for<br />
mar</p>
<p>____<br />
ameixas<br />
ame-as<br />
ou deixe-as</p>
<p>_____<br />
aqui jaz um grande poeta.<br />
nada deixou escrito.<br />
este silêncio, acredito,<br />
são suas obras completas.</p>
<p>_____<br />
Tudo dito,<br />
nada feito,<br />
fito e deito</p>
<p>_____<br />
Essa idéia<br />
ninguém me tira<br />
matéria é mentira</p>
<p>_____<br />
aqui<br />
nesta pedra<br />
alguém sentou<br />
olhando o mar<br />
O mar<br />
não parou<br />
para ser olhado<br />
foi mar<br />
pra tudo que é lado</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Yasunari Kawabata</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 21:18:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cristóvão tezza]]></category>
		<category><![CDATA[yasunari kawabata]]></category>

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		<description><![CDATA[Confira a dica de leitura de Cristóvão Tezza, escritor, autor do romance O Filho Eterno, que arrebatou os maiores  maiores prêmios literários do país (Portugal Telecom, Prêmio São Paulo, Jabuti, Jornada Literária de Passo Fundo e outros). ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um teatro delicado no gestual e nas falas do texto de Yasunari Kawabata. Não fossem alguns raros sinais de modernidade -o telefone, por exemplo-, leríamos uma obra sem idade sobre figuras arquetípicas. O que sentimos de contemporâneo é justamente a indefinição, a inconclusão das cenas, a neblina que suaviza o drama e transforma a todos em figuras de sonho, sob a sombra exigente de mil anos de história. Como se frisou no discurso de recepção do Prêmio Nobel que Kawabata recebeu em 1968, quatro anos antes de se suicidar, encontra-se nele uma clara tendência de &#8220;nutrir e preservar uma tradição de estilo genuinamente nacional&#8221;. <em>(Reprodução de artigo  publicado no jornal Folha de S.Paulo, em 13/08/2006)</em></p>
<p>Obras mais famosas de Kawabata: O País das Neves, A Casa das Belas Adormecidas, Mil Tsurus, Dançarina de Izu, Contos da Palma da Mão.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Com o coração do outro lado do mundo, de Tânia Alexandre Martinelli</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 21:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leituras]]></category>
		<category><![CDATA[Com o coração do outro lado do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Mozart Couto]]></category>
		<category><![CDATA[Tânia Alexandre Martinelli]]></category>

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		<description><![CDATA[Confira a dica de leitura de Tereza Yamashita, designer gráfica e escritora infanto-juvenil]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Com o coração do outro lado do mundo</em></strong>, de Tânia Alexandre Martinelli, com ilustrações de Mozart Couto (Editora Saraiva, 2009, 128 páginas, 4ª edição), é um ótimo livro juvenil. Nele a autora conta a história da separação da adolescente Laís e de seus pais, que resolvem ir trabalhar no Japão. Baseado em um caso real, Tânia abordou o tema com muita sensibilidade e poesia. No romance, temos a difícil fase da vida: a adolescência, agravada pela ausência dos pais.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Naomi, de Junichiro Tanizaki</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 21:08:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leituras]]></category>
		<category><![CDATA[junichiro tanizaki]]></category>
		<category><![CDATA[naomi]]></category>

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		<description><![CDATA[Confira a dica de leitura de Sara F. Costa, Escritora e Mestranda em Línguas e Culturas Orientais pela Universidade do Minho, Portugal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Naomi </em></strong>é uma obra com elementos típicos de <strong>Junichiro Tanizaki</strong>, nomeadamente na temática da obsessão, que tem um lugar de destaque qualitativo na generalidade da obra. Passa-se no início do século .20 , era do “desenvolvimento” e da “modernização” do Japão através da aceitação de modelos ocidentais. O livro é percorrido por um forte simbolismo nas relações entre o Ocidente e o Japão espelhadas na relação amorosa de Naomi e de Joji. É o fascínio pelo Ocidente que une o casal protagonista da história e é essa relação que faz deste livro uma obra peculiar e muito simbólica.</p>
<p><em><br />
</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O GATO WABI SABI</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 21:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lina Saheki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Isshin Denshin (Filosofia)]]></category>
		<category><![CDATA[gato siamês]]></category>
		<category><![CDATA[lina saheki]]></category>
		<category><![CDATA[Wabi Sabi (Artes)]]></category>

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		<description><![CDATA[Siamês, angorá ou uma nova espécie hibrida ? Não  se trata de um cruzamento genético inusitado. É a "tentativa de contemplação e aceitação silenciosa da realidade em toda a sua finitude".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">No início deste ano eu e meu marido adotamos uma gatinha para nos fazer companhia. Seu nome é Foo. Não que Foo signifique alguma coisa, apenas gostamos da sonoridade do nome quando a veterinária comentou que no momento que a levássemos para casa a nossa outra gatinha iria fazer “foo” para ela por um bom tempo. Rimos, e acabamos adotando o nome. Bem, a verdade é que Foo, quando chegou, estava bem longe de ser um modelo de beleza felina. Mestiça de siamês com angorá, ela é uma gatinha bege com manchas marrons irregulares, com a orelha direita ligeiramente maior do que a esquerda e caprichosamente vesga. Na época, ela estava gripada e com fungos que deixavam crostas e buracos na pelagem. Por suas características, logo a apelidamos de “gato wabi-sabi”.</p>
<p>Wabi-sabi é uma percepção estética muito própria da cultura japonesa. Considerado de difícil, senão impossível, definição – é muito mais uma tentativa de contemplação e aceitação silenciosa da realidade em toda a sua finitude.</p>
<p>O olhar wabi-sabi busca reconhecer na impermanência e na imperfeição inerente à natureza, a consagração da beleza em sua totalidade.</p>
<p>Dito assim, esse conceito embora possa parecer de fácil compreensão intelectual, na vida prática prova ser um desafio de aplicação, ainda mais na sociedade contemporânea que parece ter uma sede insaciável pelo novo, moderno e jovem.</p>
<p>Conseguir contemplar e aceitar a beleza das marcas deixadas pelo tempo -seja na cerca da casa que está com a tintura desbotada, seja no bule que já está enferrujado e torto, ou nos sinais de nossa própria velhice que não tarda em chegar, &#8211; prova ser um exercício constante de meditação.</p>
<p>Nesse sentido, aceitar a beleza como um todo que supera a dualidade bonito/feio, jovem/velho, bom/mau parece nos aproximar, inclusive, da própria percepção taoísta de totalidade, como nos remete com freqüência o símbolo do Tao.</p>
<p>A vida perfeita é aquela que contempla e aceita as imperfeições, e não aquela que não possui imperfeições, pois essa última é incompleta e, portanto, não-perfeita. Assimétrica, irregular e impermanente assim é a natureza da vida, e assim é a  estética wabi-sabi.</p>
<p>Perceber a beleza do imperfeito e superar esse próprio conceito de imperfeito, nesse mundo que busca a “perfeição” a qualquer custo. Será que conseguimos?</p>
<p>Enquanto busco respostas para o meu desafio diário de viver uma vida mais wabi-sabi, a  minha gatinha, sem consciência desses paradoxos ou de sua falta de simetria brinca feliz  – soberana e perfeita – em toda a sua imperfeição.</p>
<p>É, tenho muito a aprender com ela.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Revista Zunái</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2009/11/revista-zunai/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 19:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal Memai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kioku (Notícias)]]></category>
		<category><![CDATA[revista zunai]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava &#8220;passeando&#8221; por aí quando encontrei a seguinte nota no blog da Revista Zunái:


Memai —Jornal de Letras e Artes Japonesas, editado pela poeta Marília Kubota, foi lançado em Curitiba. Em sua primeira edição, foi publicada uma entrevista com o escritor Wilson Bueno, autor de dois livros de tankas (forma poética clássica japonesa, composta de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava &#8220;passeando&#8221; por aí quando encontrei a seguinte nota no blog da <a href="http://revistazunai.com/blog/?p=554" target="_blank">Revista Zunái</a>:</p>
<div>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Memai —Jornal de Letras e Artes Japonesas</em>, editado pela poeta Marília Kubota, foi lançado em Curitiba. Em sua primeira edição, foi publicada uma entrevista com o escritor Wilson Bueno, autor de dois livros de tankas (forma poética clássica japonesa, composta de um terceto e um dístico): o <em>Pequeno Tratado de Brinquedos </em>e <em>Pincel de Kyoto</em> além de artigos sobre o ideograma, o cinema japonês e dicas de leituras. A página do jornal Memai na internet é <a href="../">www.jornalmemai.com.br</a></p>
</blockquote>
</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O ENCANTADOR UNIVERSO GHIBLI</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2009/11/o-encantador-universo-ghibli/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 19:40:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mylle Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Karumi (Cultura Pop)]]></category>

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		<description><![CDATA[Hayao Miyazaki, um dos grandes nomes do cinema japonês, mostra para o mundo que as animações feitas pelo Estúdio Ghibli são feitas para crianças de todas as idades]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das primeiras imagens que temos ao pensarmos em animações japonesas – os animês – são os desenhos de olhos grandes, com certo grau de violência ou ainda cheios de ninjas e bichinhos bonitinhos lutando entre si. No entanto, muitas vezes nos esquecemos que o mercado japonês é bastante diversificado e segmentado, além de esconder verdadeiras obras de arte por trás dessa aparente “cultura para os jovens”. Um bom exemplo disso é o diretor Hayao Miyazaki, que conquistou fãs no mundo inteiro fazendo animações para crianças.</p>
<p>Animais falantes, bruxos, dragões marinhos, construções que se movimentam, demônios, deuses, sereias&#8230; E uma infinidade de cores que mexem com a imaginação de qualquer um. Ao contrário das animações do estúdio Walt Disney, que apostam em “desenhos musicais” e em histórias de amor para cativar o público, Miyazaki lança mão do imaginário infantil para compor seus mais cativantes personagens.</p>
<p>O Estúdio Ghibli foi fundado em 1985 por Hayao Miyazaki e Isao Takahata. A animação “Nausicaä do Vale do Vento” é considerado o trabalho de estréia do estúdio, mesmo tendo sido lançado um ano antes da fundação do estúdio. Ghibli significa “ventos quentes soprando no Deserto do Saara” e era o nome dado aos aviões italianos que sobrevoavam a região. A teoria por trás do nome é de que o Estúdio Ghibli iria dar um sopro na mente dos criadores de anime.</p>
<p>Yasuki Hamano, professor da Universidade de Tóquio e amigo pessoal de Hayao Miyazaki, conta que o importante para o diretor são as crianças e por isso produz animações pensando nelas. Além disso, Miyazaki preocupa-se bastante com o meio ambiente, tanto que os lucros do longa “Nausicaä do Vale do Vento” (1984) foi doada para ações ambientais. Outra animação na qual é possível notar a preocupação com o meio ambiente é “Mononoke Hime” (1997).</p>
<p>Hamano é também diretor do Museu Ghibli, localizado em Tóquio e inaugurado em 2001. O espaço abriga várias exposições permanentes sobre a história e a ciência da animação, além de rascunhos, story boards, entre outros materiais de referência do estúdio. No topo do website do museu a seguinte frase está em destaque: “Vamos nos tornar crianças perdidas, juntos” (迷子になろうよ、いっしょに, Maigo ni narō yo, isshoni).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Hayao Miyazaki e Ghibli no Brasil</strong></p>
<p>Na década de 90 foram lançados alguns VHS e DVDs no Brasil – entre eles “Meu Vizinho Totoro” e “Porco Rosso” – mas o público só voltou-se para o estúdio quando o longa “A Viagem de Chihiro” ganhou o Oscar de Melhor Filme de Animação, em 2003. Foi nessa mesma época que a animação chegou aos nossos cinemas, seguido de “O Castelo Animado”, que foi indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2006.</p>
<p>Em julho de 2006 começou a ser publicado o mangá de Miyazaki que serviu de base para o longa “Nausicaä do Vale do Vento”, uma verdadeira obra prima que tem atraído o público. A publicação está no quinto número e irá até o sétimo, sem previsão exata de quando chegará ao fim.</p>
<p>De qualquer maneira, muitos fãs que têm acesso aos vídeos e conhecem a língua japonesa fazem legendas e distribuem as cópias pela Internet, facilitando assim o acesso ao material que quase nunca chega por aqui. Então se você ficou interessado em conhecer um pouco mais dos trabalhos do Estúdio Ghibli é só ir até a locadora mais próxima ou dar uma vasculhada na rede e se deixar levar pelo encantador universo Ghibli.</p>
]]></content:encoded>
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