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	<title>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas</title>
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	<description>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas</description>
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		<title>11 CINEMA &#124; KORE-EDA VOLTA AO TEMA DA INOCÊNCIA</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 09:45:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kinema]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Kore-eda; cinema japonês; cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[O QUE EU MAIS DESEJO (Kiseki). Drama, 2011,  Japão ,  128 min. Direção, Roteiro e Edição: Hirokazu Kore-Eda. Produção: Kentaro Koike e Hijiri Taguchi. Fotografia: Yutaka Yamazaki. Elenco: Koki Maeda, Nene Ohtsuka, Kirin Kiki, Yui Natsu Kawa, Masami Nagasawa, Ohshiro Maeda, Joe Odagiri, Isao Hashizume, Hiroshi Abe e Yoshio Harada . No Japão, na ilha de Kyushu, dois irmãos vivem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=-HAKKq-LHic&amp;list=UUnUTcgP3RdiB6T98yqHvEAQ&amp;index=1&amp;feature=plcp"><img src="https://www-gm-opensocial.googleusercontent.com/gadgets/proxy/refresh=3600&amp;container=gm&amp;gadget=http%3A%2F%2Fwww.gstatic.com%2Fig%2Fmodules%2Fgm%2Fyoutube%2Fcard-youtube.xml/http://i.ytimg.com/vi/-HAKKq-LHic/default.jpg" alt="" /></a></strong></p>
<p><strong>O QUE EU MAIS DESEJO </strong><strong>(<em>Kiseki</em>). </strong><strong> </strong>Drama, 2011,  Japão ,  128 min. <strong>Direção, </strong><strong>Roteiro e </strong><strong>Edição:</strong><strong></strong> <strong></strong>Hirokazu Kore-Eda. <strong>Produção:</strong> Kentaro Koike e Hijiri Taguchi. <strong>Fotografia</strong>: Yutaka Yamazaki. <strong>Elenco: </strong>Koki Maeda, Nene Ohtsuka, Kirin Kiki, Yui Natsu Kawa, Masami Nagasawa, Ohshiro Maeda, Joe Odagiri, Isao Hashizume, Hiroshi Abe e Yoshio Harada .</p>
<p>No Japão, na ilha de Kyushu, dois irmãos vivem separados após o divórcio de seus pais. O mais velho, de 12 anos, mora com sua mãe no sul da ilha e seu irmão mais novo, com o pai, no norte da ilha. O que o irmão mais velho deseja acima de tudo é que sua família viva junto novamente. Por isso, quando escuta de um amigo da escola uma história de que ao se fazer um desejo no momento em que dois trens balas se cruzam, ele certamente se realizará, ele decide organizar uma viagem secreta até o ponto de intersecção dos trens, onde o milagre poderá acontecer. Será que ele vai conseguir tornar realidade o seu maior desejo?</p>
<div>
<p><strong>“<span style="text-decoration: underline;">O QUE EU MAIS DESEJO</span>”</strong> teve como ponto de partida a idéia de contar uma história sobre o cruzamento entre dois <em><strong>Shinkansen </strong></em>(o trem de alta velocidade japonês). A partir daí KORE-EDA desenvolveu um roteiro onde pudesse trabalhar novamente com crianças. Segundo ele: <em>“Adoro a maneira como as crianças são incompletas e de como elas são instáveis. Trabalhar com crianças em “Ninguém pode saber” e “O que eu mais desejo” me fez refletir. Comecei a ver o mundo através de seus olhos e de suas existências. Talvez porque eu seja pai agora (&#8230;)  essa experiência é muito intensa para mim.”</em></p>
<p>Assim que terminou o roteiro, KORE-EDA começou os testes para encontrar as sete crianças que atuam no filme. Foram audições livres, realizadas em todo o Japão e em uma dessas audições, o diretor ficou completamente fascinado com os irmãos MAEDA: Koki Maeda (que interpreta o irmão mais velho) e Ohshiro Maeda (que interpreta o mais novo). Os meninos já atuavam e impressionaram o diretor por sua confiança e desenvoltura em frente da câmera.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Mais sobre o diretor:</strong></span></p>
</div>
<p>Hirokazu Kore-Eda nasceu em 1962 em Tokyo. Formado pela universidade de Waseda em 1987, começou sua carreira como documentarista. Em 1995, seu primeiro longa metragem <em>“Maborosi – A luz da ilusão”</em> recebeu inúmeros prêmios, fazendo com que ele se tornasse um diretor conhecido mundialmente. Em 2001, “<em>Tão distante” </em> entrou na mostra competitiva do <strong>Festival de Cannes</strong>, em 2004 <em>“Nínguém pode saber” (distribuído no Brasil pela Imovision)</em>, cujo ator principal, Yuya Yagira foi o primeiro e o mais jovem ator japonês a receber o prêmio de interpretação masculina.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F05%2Fnoticias-kore-eda-volta-ao-tema-da-inocencia%2F&amp;title=11%20CINEMA%20%7C%20KORE-EDA%20VOLTA%20AO%20TEMA%20DA%20INOC%C3%8ANCIA" id="wpa2a_2"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>NOTÍCIAS &#124; O ÓBVIO COTIDIANO DE SANDRA HIROMOTO</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 12:09:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Hiromoto; artes visuais; Japão]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste domingo (20) a artista plástica Sandra Hiromoto apresenta  a intervenção &#8220;Óbvio Cotidiano&#8221;, na Galeria Júlio Moreira, a partir das 10 horas.  A intervenção permanecerá aberta até o dia 01 de julho. O tema de sua pintura é a paisagem do cotidiano. A obra da Galeria Júlio Moreira tem como inspiração a viagem que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1958" class="wp-caption alignright" style="width: 420px"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/05/noticiassandrahiromoto.jpg"><img class="size-full wp-image-1958 " title="noticiassandrahiromoto" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/05/noticiassandrahiromoto.jpg" alt="" width="410" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">A artista e sua obra: as &quot;japonesas&quot;.</p></div>
<p>Neste domingo (20) a artista plástica Sandra Hiromoto apresenta  a intervenção &#8220;Óbvio Cotidiano&#8221;, na Galeria Júlio Moreira, a partir das 10 horas.  A intervenção permanecerá aberta até o dia 01 de julho.</p>
<p>O tema de sua pintura é a paisagem do cotidiano. A obra da Galeria Júlio Moreira tem como inspiração a viagem que a artista fez ao Japão, pondo em evidência o universo da mulher japonesa.  As   figuras  da &#8220;gueixa&#8221; conhecida no Ocidente são sobrepostas à paisagem urbana,  criando um contraste  entre o tradicional e o moderno. E esta cena, que pode causar surpresa ao olhar ocidental, é o &#8220;óbvio cotidiano&#8221; no Japão.</p>
<p>A artista</p>
<p>Sandra Hiromoto  formou-se em Desenho Industrial (PUC-PR, ANO). Estudou, como bolsista,  na Okayama University.  Fez  Pós-Graduação em Marketing em  em Poéticas no Ensino da Arte Contemporânea. Em 2011 expõe no Carrousel du Louvre, Musée du Louvre, em Paris &#8211;  sua delegação recebeu o Prix Spécial 2011. Ainda em Paris, foi premiada com o 3º. lugar na I Biennale d’Art Contemporain Brésilian e recebeu medalha de Bronze da Société Académique Arts Sciences Lettres . Foi selecionada para III Bienal De Artes Brasileiras em Bruxelas. Já expôs no Japão, EUA , Espanha, Peru, Colômbia, México, Cuba e Colombia.</p>
<p>Criou o projeto gráfico do livro <em>A Mulher que não queria acreditar</em>, de Fernanda Takai e foi editora de artes do JORNAL MEMAI, Na Fundação Cultural de Curitiba, realizou intervenções urbanas:  Arte na Faixa, Arte no Calendário.</p>
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		<title>NOTÍCIAS &#124; PERFIL YOSHITAKA AMANO</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 13:14:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nasceu na cidade de Shizuoka, no Japão, em 1952. Em 1967, ingressa na Tatsunoko Production e começa a criar personagens de animação de sucesso e então torna-se independente, recebendo destaque no mercado editorial. Em 1997, realiza uma grande exposição individual em Nova Iorque, nos EUA, e um evento multimídia, em 1999, chamado “Hero” – série [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nasceu na cidade de Shizuoka, no Japão, em 1952. Em 1967, ingressa na Tatsunoko Production e começa a criar personagens de animação de sucesso e então torna-se independente, recebendo destaque no mercado editorial.</p>
<p>Em 1997, realiza uma grande exposição individual em Nova Iorque, nos EUA, e um evento multimídia, em 1999, chamado “Hero” – série de projetos sobre a aventura épica de um príncipe reencarnado num futuro distante, realizado no centro de Artes Angel Oresanz Foundation, também em NY. No Japão, realiza exposição no Ueno Royal Museu, além de inúmeras mostras organizadas.</p>
<p>Em 1997, colabora com a Filarmônica de Los Angeles para a criação de “1001 Nights”, projeto que reuniu filme, música e animação.</p>
<p>Em 2004, expande sua atuação nas artes plásticas, exibindo suas obras em exposições individuais na Europa (Mônaco, Cannes, Berlim, Dinamarca), entre outros lugares. Organiza a exposição “Eve 9002″ na Ópera de Paris, em 2009, onde uma espécie de balé de imóveis e cristalizadas heroínas são apresentadas, por apenas 3 horas, criando um ambiente urbano e mitológico. Conquistou o respeito pelo mundo da moda, depois deste evento.</p>
<p>Por quatro anos consecutivos, 1983-1987, recebeu o Prêmio Nebula, considerado o Oscar da Literatura fantástica de trabalhos de ficção e fantasia publicados nos EUA. Além disso, recebeu indicação ao Prêmio Hugo, em 2000, e conquistou o Prêmio Eisner, Prêmio Dragon Con, e o Prêmio Julie por suas pinturas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F05%2Fnoticias-perfil-yoshitaka-amano%2F&amp;title=NOT%C3%8DCIAS%20%7C%20PERFIL%20YOSHITAKA%20AMANO" id="wpa2a_6"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>NOTÍCIAS &#124; YOSHITAKA AMANO EXPÕE EM SP</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 09:48:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ate 30 de maio está aberta a a exposição &#8220;Yoshitaka Amano in Brazil”  no  JOHN MABE Espaço Arte &#38; Cultura ,  no Jardim Paulista, em São Paulo, com 35 trabalhos do artista japonês. A visitação é gratuita. Quatro das obras, aquarelas, são inéditas e foram produzidas no Brasil, onde o artista veio em março/abril para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1934" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/05/noticiasyoshitakaamano.jpg"><img class="size-medium wp-image-1934" title="noticiasyoshitakaamano" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/05/noticiasyoshitakaamano-300x211.jpg" alt="" width="300" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">Obra do artista na mostra</p></div>
<p>Ate 30 de maio está aberta a a exposição &#8220;Yoshitaka Amano in Brazil”  no  JOHN MABE Espaço Arte &amp; Cultura ,  no Jardim Paulista, em São Paulo, com 35 trabalhos do artista japonês. A visitação é gratuita.</p>
<p>Quatro das obras, aquarelas, são inéditas e foram produzidas no Brasil, onde o artista veio em março/abril para participar da feira Game World 2012, realizada no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca, em São Paulo, onde apresentou 31 litogravuras (réplicas seriadas de desenhos originais) . O teaser da sua nova animação, &#8220;Deva Zan&#8221;, também será apresentado na capital paulistana.</p>
<p>Além das ilustrações, o artista  se dedica à pintura, litografia, filme, cerâmica, e desenha padronagens/estampas para quimonos e figurinos para teatro kabuki e design de joias. Tem como influências Gustav Klimt, Arthur Rackam e Kay Nielson, e as mitologias celta, grega e romana, além das  pinturas Art Nouveau e as gravuras japonesas Ukiyo-e.</p>
<p>Amano já expôs  em  NY,  Taipei ( Taiwan),  São Fancisco,   Hong Kong, Luxemburgo e  Tóquio. Colaborou com Michael Moorcock (“Elric the Necromancer”) e em livretos de ópera de Richard Wagner .</p>
<p><strong>Saga Deva Zan</strong></p>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/05/noticiasyoshitakaamano02.PG_.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1935" title="noticiasyoshitakaamano02.PG" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/05/noticiasyoshitakaamano02.PG_.jpg" alt="" width="650" height="433" /></a>Em 2010 ,  criou eu próprio estúdio de animação,  o Deva Loka. A primeira produção,  como diretor, é a animação “Deva Zan”,  que deverá ter cinco episódios (com 2h duração cada) e que usa a técnica Cel-Shading como base de sua produção, onde a principal ideia é renderizar uma imagem em 3D de forma que se pareça com um desenho feito à mão, 2D. Está em produção em Hollywood, em Los Angeles, nos Estados Unidos.</p>
<p>Trabalhou para o estúdio de animação Tatsunoko Productions, nos anos 60. Desde então, participou em destacadas obras como a série “Time Bokan”, “Hutch: The Honeybee” e “Gatchaman” (“G-Force” no Ocidente), o mais rentável do estúdio e apresentado em todo o mundo, considerado uma versão de &#8220;Quarteto Fantástico&#8221;, mas com cinco personagens. Conhecido pelo trabalho colaborativo com Neil Gaiman, na série Sandman, em &#8220;Caçadores de Sonhos”, em 1999, Yoshitaka Amano ganha repercussão internacional com a criação dos personagens da série de videogames do RPG Final Fantasy, em 1987.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://www.jornalmemai.com.br/2012/05/noticias-perfil-yoshitaka-amano/">Perfil</a></strong></p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>Exposição Yoshitaka Amano in Brazil &#8211; </strong>10 a 30 de maio de 2012</p>
<p>Segunda a sexta, das 10h às 18h. Sábados, das 10h às 15h. <strong>Local:</strong></p>
<p>JOH MABE Espaço Arte &amp; Cultura - Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 4225</p>
<p>Jardim Paulistano – São Paulo - <strong>Tel:</strong> (11) 3885-7140. <strong>Realização: </strong><a href="www.fjsp.org.br">Fundação Japão em São Paulo</a> e <a href="http://johmabeart.com.br/site/">JOH MABE Espaço Arte &amp; Cultura</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F05%2Fnoticias-yoshitaka-amano-expoe-em-sp%2F&amp;title=NOT%C3%8DCIAS%20%7C%20YOSHITAKA%20AMANO%20EXP%C3%95E%20EM%20SP" id="wpa2a_8"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>NOTÍCIAS &#124; CONTINUAM INSCRIÇÕES PARA ASSIS</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2012/05/noticia-continuam-inscricoes-para-assis/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 12:15:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Estão abertas até  23 de maio as inscrições para ouvinte no evento 20 anos do curso de Japonês da UNESP Assis, que acontece nos dias s 24 e 25 de maio, na Faculdade de Ciências e Letras de Assis, em São Paulo. O congresso tem como tema  o processo de imigração japonesa para o Brasil. O evento homenageia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estão abertas até  23 de maio as inscrições para ouvinte no evento 20 anos do curso de Japonês da UNESP Assis, que acontece nos dias s 24 e 25 de maio, na Faculdade de Ciências e Letras de Assis, em São Paulo. O congresso tem como tema  o processo de imigração japonesa para o Brasil.</p>
<p>O evento homenageia os pioneiros do curso, como a Profa. Eliza Atsuko Tashiro Perez, hoje na Universidade de São Paulo.  Também será realizada a r a cerimônia do kagamiwari,  a quebra de um barril de saquê  com pequenos martelos de madeira.</p>
<p>Os debates serão conduzidos por especialistas como  Masato Ninomiya (USP);  Sonia R.L.Ninomiya, (UFRJ),  Ronan Alves Pereira, (UnB),  Leila Marrach  de Albuquerque (UNESP- Rio Claro),  Sonia M.B.Luyten (Unibr). Tizuka Yamasaki,  Antonio Esteves (UNESP Assis ),  Mari Sugai ( Universidade Potiguar),  Alice L. Satomi, (UFPB) e  Koichi Mori (CEJAP-USP) .</p>
<p>CULTURAL</p>
<p>Na parte artística do evento,  serão lançados  três livros: Manga, o poder dos quadrinhos japoneses (relançamento), de Sonia M. B. Luyten, Tempo e espaço na cultura japonesa, de Shuichi Kato, com tradução de Neide Nagae e Fernando Chamas e Lao Tzu e Chi kung, de Kenichi Shioda. Haverá oficinas de  origami e  shodô e apresentação de teatro e de taiko.</p>
<p>Mais informações:  <a href="http://sgcd.assis.unesp.br/#72,1401" target="_blank">http://sgcd.assis.unesp.br/#72,1401</a> e pelo e-mail: <a href="mailto:japones20anos.unesp.assis@hotmail.com" target="_blank">japones20anos.unesp.assis@hotmail.com</a></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F05%2Fnoticia-continuam-inscricoes-para-assis%2F&amp;title=NOT%C3%8DCIAS%20%7C%20CONTINUAM%20INSCRI%C3%87%C3%95ES%20PARA%20ASSIS" id="wpa2a_10"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>NOTÍCIAS &#124; 6º PRÊMIO INTERNACIONAL DE MANGÁ</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2012/05/noticias-6%c2%ba-premio-internacional-de-manga/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 11:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pop]]></category>

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		<description><![CDATA[Até 15 de junho  estão sendo recebidas inscrições para o 6º Prêmio Internacional de Mangá. Instruções sobre como efetuar as inscrições e os formulários de inscrição estão  disponíveis no website do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão. O Prêmio Internacional de Mangá foi estabelecido visando a divulgação da cultura pop japonesa e para auxiliar na promoção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/05/flyer_6mangasho.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1918" title="6thtirashiA4.ai" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/05/flyer_6mangasho.jpg" alt="" width="595" height="841" /></a><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/05/flyer_6mangasho.jpg"></a>Até 15 de junho  estão sendo recebidas inscrições para o 6º Prêmio Internacional de Mangá. Instruções sobre como efetuar as inscrições e os formulários de inscrição estão  disponíveis no <a href="http://www.manga-award.jp/">website </a>do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão.</p>
<p>O Prêmio Internacional de Mangá foi estabelecido visando a divulgação da cultura pop japonesa e para auxiliar na promoção do entendimento sobre o Japão. O prêmio foi criado como reconhecimento aos artistas de mangá, os quais têm contribuído para o fomento dessa expressão cultural em nível mundial.</p>
<p>A  Fundação Japão convidará os cinco melhores desenhistas a visitarem o Japão para a cerimônia de premiação, em Tóquio, em janeiro de 2013. Os vencedores também se encontrarão com os artistas de mangá japoneses e visitarão casas publicadoras do segmento.</p>
<p>Informação adicional  sobre a inscrição :</p>
<p><a href="http://www.br.emb-japan.go.jp/anime.html">http://www.br.emb-japan.go.jp/anime.html</a></p>
<div>
<p><strong>Departamento de Assuntos Culturais e de Imprensa</strong></p>
<p>Consulado Geral do Japão em São Paulo</p>
<p>Avenida Paulista, 854 &#8211; 3º andar</p>
<p>CEP 01310-913, São Paulo-SP Brasil</p>
<p>Tel: (55-11)3254-0100</p>
<p>Fax: (55-11)3254-0110</p>
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<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F05%2Fnoticias-6%25c2%25ba-premio-internacional-de-manga%2F&amp;title=NOT%C3%8DCIAS%20%7C%206%C2%BA%20PR%C3%8AMIO%20INTERNACIONAL%20DE%20MANG%C3%81" id="wpa2a_12"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>10 ESPÍRITO &#124; TABEMASHOU *</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2012/04/10-espirito-tabemashite-yo/</link>
		<comments>http://www.jornalmemai.com.br/2012/04/10-espirito-tabemashite-yo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 09:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espírito]]></category>
		<category><![CDATA[culinária japonesa ; zen-budismo ; shôjin ;]]></category>

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		<description><![CDATA[Para alimentar o espírito basta rezar. Ou meditar. Certo ? Errado. Como já diziam as nossas avós, &#8220;saco vazio não para em pé&#8221;.  A  maior parte das doenças  contemporâneas está relacionada ao estilo de vida. Esse estilo está baseado em consumir demais e fazer tudo com  pressa.  Isso resulta em doenças do espírito, como stress, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10espírito9magem01.jpg"><br />
<img class="alignleft size-full wp-image-1864" title="10espírito9magem01" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10espírito9magem01.jpg" alt="" width="400" height="292" /></a>Para alimentar o espírito basta rezar. Ou meditar. Certo ? Errado. Como já diziam as nossas avós, &#8220;saco vazio não para em pé&#8221;.  A  maior parte das doenças  contemporâneas está relacionada ao estilo de vida. Esse estilo está baseado em consumir demais e fazer tudo com  pressa.  Isso resulta em doenças do espírito, como stress, ansiedade crônica,   depressão e abre caminho para as doenças do corpo.<br />
A  culinária japonesa hoje é moda. Só em São Paulo há 600 restaurantes japoneses, segundo a revista Veja São Paulo. Mas além da moda,  a culinária japonesa tem também um lado espiritual, como ensinam os monges zen-budistas.<br />
A palavra japonesa &#8220;shojin&#8221; é composta pelos ideogramas &#8220;espírito&#8221; &#8220;精 e &#8220;progresso&#8221; 進. Quando a expressão foi criada, a ideia era zelar pelo treinamento dos monges zen-budistas no caminho para atingir a meditação perfeita, usando uma alimentação simples.<br />
Por isso, a expressão <em>Shôjin Ryori</em> significa comida para o corpo e para o espírito. É a comida que se faz nos mosteiros zen. Uma culinária onde está presente o prazer de cozinhar e preparar os pratos. Mas com um detalhe: seugue-se estritamente o princípio do <em>mottaina</em>i, ou seja, não desperdício.</p>
<p>Para ensinar os princípios da culinária zen aos legios, uma brasileira, a Monja Gyoku escreveu &#8220;O Zen na cozinha &#8211; princípios da culinária shojin&#8221;, publicado  em 2008.  A monja vivenciou o <em>mottainai</em> no Mosteiro Morro da Vargem, no Espírito Santo,  onde os monges só comiam o que encontravam por ali.  Arroz , farinha, rapadura, jaca, inhame, taioba, milho, mel, leite de vaca.</p>
<p>A restrição de ingredientes aflorava a criatividade. Comia-se jaca à milanesa, papa  de soro de leite com farinha de mandioca e outras invencionices. Tudo na cozinha era simples, limpo e organizado. Os monges cozinhavam com atenção e  silêncio.</p>
<p>Cozinhando em outros mosteiros, até no Japão, a Monja Gyoku En tornou uma mestre tenzô (cozinheira zen). Os tenzô recebem atenção especial no mosteiro. Tanto que, em 1237, o Mestre Dõgen escreveu instruções  para os cozinheiros (<em>Tenzo Kyokin</em>).</p>
<p>O ensaio fala do cuidado diário com os objetos usados na cozinha, a limpeza e a consideração pelos alimentos, a adequação da alimentação às estações do ano e necessidades individuais. Com tal atitude, cozinhar pode ser uma atividade nobre.</p>
<p>Para treinar o espírito no caminho do meio, eis <a href="http://www.jornalmemai.com.br/?p=1856&amp;preview=true">aqui</a> uma receita de missoshiro, o caldo de pasta de soja, reitrada do livro &#8220;O Zen na cozinha&#8221;. De acordo com o Guia dos Restaurantes Japoneses,  o missô  é um dos itens básicos da culinária japonesa.  No início, seu preparo era um segredo guardado por  monges budistas e nobres. Só no período Nara (710 a 784) a pasta só passou a ser usada na culinária diária, mas apenas por essas duas classes sociais. A popularização veio  no período Muramachi (1392-1573). Os japoneses faziam missô em casa até o século 17, quando ele começou a ser industrializado. (MK)</p>
<p>LINKS:</p>
<p><a href="http://www.japao100.com.br/arquivo/chegamos-278-sushis-por-minuto/">Veja Sâo Paulo: Chegamos a 278 sushis por minuto</a>.</p>
<p><a href="http://www.restaurantesjaponeses.com.br/">Guia dos restaurantes japoneses</a></p>
<p>O Zen na cozinha, de Monja Gyoju En, <a href="http://www.editoracla.com.br/">Editora CLA Cultural</a></p>
<p>* Vamos comer.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F04%2F10-espirito-tabemashite-yo%2F&amp;title=10%20ESP%C3%8DRITO%20%7C%20TABEMASHOU%20%2A" id="wpa2a_14"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>10 ESPÍRITO &#124; RECEITAS SHÔJIN</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2012/04/10-espirito-receitas-shojin/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 08:49:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espírito]]></category>

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		<description><![CDATA[Para fazer qualquer comida shojin, antes é preciso aprender a fazer o dashi &#8211; o caldo . Pode-se fazer o dashi com algas marinhas, com cogumelos shitake ou com vegetais. A receita da Monja  Gyoku-en combina alga kombu com shitake. Ingredientes - 1 pedaço de 7 cm de largura e 10 cm de comprimento de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10espiritoimagem02.jpg"><br />
<img class="alignleft size-full wp-image-1859" title="10espiritoimagem02" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10espiritoimagem02.jpg" alt="" width="258" height="195" /></a>Para fazer qualquer comida shojin, antes é preciso aprender a fazer o <em>dashi</em> &#8211; o caldo . Pode-se fazer o dashi com algas marinhas, com cogumelos shitake ou com vegetais. A receita da Monja  Gyoku-en combina alga kombu com shitake.</p>
<p><strong>Ingredientes</strong></p>
<p>- 1 pedaço de 7 cm de largura e 10 cm de comprimento de alga kombu</p>
<p>- 4 cogumelos shiitake</p>
<p><strong>Como fazer</strong></p>
<p>Lave bem a alga, esfregando-a com uma escova.  Deixe de molho em água durante 20 minutos. Lave bem os cogumelos e coloque-os em água para hidratar. A água usada para hidratar deve ser aproveitada para o caldo. Numa caçarola, acrescente a alga kombu e o shiitake em fogo médio, retir do fogo e coe o caldo.</p>
<p>SHIRUMONO (sopas)</p>
<p>O missoshiro, ou sopa de missô é um caldinho quente temperado com missô. Existem receitas variadas.  O que não varia é o modo de fazer : dissolva o missô num pouco de caldo ou água e acrescente à sopa na hora de servir. A medida é uma colher de chá de missô por pessoa.</p>
<p>Recomendações: o missô não deve ser fervido para não perder as propriedades nutritivas. Misturar o velho com o novo, ou seja, o missô fermentado (o velho, yang, segundo a medicina chinesa, positivo) e uma folhinha nova (yin, negativo). Pode ser acelga, nirá, cebolinha ou outra erva.</p>
<p>MISSOSHIRO</p>
<p><strong>Ingredientes</strong></p>
<p>- Dashi</p>
<p>- Missô</p>
<p>- Conteúdo da sopa (escolha o que preferir e corte em rodelas transparentes)</p>
<p><strong>Como fazer</strong></p>
<p>Leve ao fogo o dashi, junte o conteúdo que desejar e deixe ferver. Quando estiver cozido, tempere com miss^. Desligue o fogo para não ferver. Cebolinhas, salsa ou nirá podem servir como acompanhamento e deve ser servidas individualmente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F04%2F10-espirito-receitas-shojin%2F&amp;title=10%20ESP%C3%8DRITO%20%7C%20RECEITAS%20SH%C3%94JIN" id="wpa2a_16"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>10 ARTES &#124; MASANORI FUKUSHIMA</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2012/04/artes-masanori-fukushima/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 09:55:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[Masanori Fukushima; artes visuais; pintura]]></category>

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		<description><![CDATA[Masanori Fukushima nasceu em Kobe, Japão, em 1931. Enquanto estudava no  ensino fundamental, fazia treinamento de guerra, como todas as crianças que cresceram na época da Segunda Guerra Mundial.  Em março de 1944 Kobe foi bombardeada. Por isso, Masanori mudou para Hiroshima. Aí, estudou e trabalhou  na agricultura. Em 1945, a bomba  é lançada não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Digitalizar0002.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1783" title="Digitalizar0002" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Digitalizar0002-300x277.jpg" alt="" width="300" height="277" /></a>Masanori Fukushima nasceu em Kobe, Japão, em 1931. Enquanto estudava no  ensino fundamental, fazia treinamento de guerra, como todas as crianças que cresceram na época da Segunda Guerra Mundial.  Em março de 1944 Kobe foi bombardeada. Por isso, Masanori mudou para Hiroshima. Aí, estudou e trabalhou  na agricultura. Em 1945, a bomba  é lançada não muito longe de onde Masanori morava. Em 1948, ele voltou para Kobe.  Devido aos tumultos da guerra, só concluiu os estudos secundários em 1952. Em 1956 vai para Tóquio e torna-se aprendiz no Ministério das Relações Exteriores. Em 1960, entra no curso de Direito da Universidade de Htotsubashi. Em 1964, vem para o Brasil, como bolsista da Província de Hyogo. Em São Paulo, faz mestrado  em sociologia. No curso, conhece Maria Cristina, com quem viria a se casar.</p>
<p>Em 1967, já casado, volta para o Japão. Dá aulas como professor de português na Universidade de Takushoku, em Tóquio. Nessa universidade, torna-se responsável por pesquisas na América Latina e depois em Ciência Política. Em 1976 começa a dar aulas na Pós-graduação.</p>
<p>Em 1989 voltou ao Brasil para promover  atividades de intercâmbio. E retorna ao Japão, onde passa a estudar Arte como passatempo, na mesma universidade onde se formou. Quando se aposenta, em 1996, passa a se dedicar exclusivamente à pintura.</p>
<p>Sua primeira exposição acontece em em 1990, na Academia Paulistana de Artes, em São Paulo. Em 1994 e 1995, expõe em Tóquio, na Gleria de Tokyo-Marine Insurance. Em 1996, já está em Curitiba, expondo no Círculo Militar do Paraná e no Museu Alfredo Andersen, onde foi aluno e depois professor.  Em 1997 também exporá nesses dois espaços. E em 1998, no Espaço Banespa e na Associação dos Artistas Plásticos (APAP). Participou de exposições no Japão, como as 86ª, 87ª. E 88ª.  Edições do Nikaten, em 2001, 2002 e 2003, todas realizadas no Museu de Arte Metropolitano de Tóquio. Em 2002, expõe na Livraria Cultura, em São Paulo. Começando com a arte figurativa, Masanori gradativamente torna-se mais abstrato,  inserindo a caligrafia oriental em suas obras.</p>
<p>Morreu em 2008, tendo deixado dois filhos, Naotake e Kando</p>
<div id="attachment_1784" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Digitalizar0005.jpg"><img class="size-medium wp-image-1784 " title="Digitalizar0005" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Digitalizar0005-220x300.jpg" alt="" width="230" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Homem no rio&quot;, Acervo APAP, 1996, óleo sobre tela</p></div>
<div class="mceTemp" style="text-align: left;">
<div id="attachment_1786" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Digitalizar00101.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-1786 " title="Digitalizar0010" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Digitalizar00101-150x150.jpg" alt="" width="230" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Pimenta do México&quot;, 1997, óleo sobre tela.</p></div>
<dl id="attachment_1791" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Digitalizar0007.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-1791 " title="Digitalizar0007" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Digitalizar0007-150x150.jpg" alt="" width="230" height="230" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">&#8220;Fronteiras da convivência&#8221;, 2001, óleo sobre tela.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp" style="text-align: left;">
<dl id="attachment_1787" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Digitalizar0012.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-1787 " title="Digitalizar0012" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Digitalizar0012-150x150.jpg" alt="" width="230" height="230" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">&#8220;Sem titulo&#8221;, 2002, acrílica sobre tela.Série&#8221;pintura rápida&#8221;.</dd>
</dl>
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<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F04%2Fartes-masanori-fukushima%2F&amp;title=10%20ARTES%20%7C%20MASANORI%20FUKUSHIMA" id="wpa2a_18"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>10 HAICAI &#124; UMA PEQUENA HISTÓRIA SOBRE O HAICAI</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2012/04/haicai-uma-pequena-historia-sobre-o-haicai/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 09:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Haicai]]></category>
		<category><![CDATA[Haicai; Alvaro Posselt]]></category>
		<category><![CDATA[Haicai; poesia japonesa; Alvaro Posselt; Paulo Franchetti]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesse artigo, o haicaista Alvaro Posselt rastreia as origens do haicai no Japão, relacionando-o com as formas  arcaicas da poesia japonesa, o waka e o tanka Por Alvaro Posselt &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; No livro  Branco de Hattori Tohô (FRANCHETTI et al., 1996) o autor remonta à origem mítica do Japão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em>Nesse artigo, o haicaista Alvaro Posselt rastreia as origens do haicai no Japão, relacionando-o com as formas  arcaicas da poesia japonesa, o waka e o tanka </em></p>
<p style="text-align: right;"><em><span id="more-1813"></span>Por Alvaro Posselt</em></p>
<p dir="ltr">&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Buson.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1830" title="Buson" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Buson-300x178.jpg" alt="" width="300" height="178" /></a></p>
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<p style="text-align: left;">No livro  Branco de Hattori Tohô (FRANCHETTI et al.,  1996) o autor remonta à origem mítica do Japão para afirmar a  antigüidade da poesia nipônica e do haikai: “O haikai é uma forma de  canto. O canto existe desde o início do céu e da terra”, (FRANCHETTI et al.,  1996, P. 09). Tohô justifica que através do canto Susanô-no-Mikoto  (Todas essas nuvens / que se acumulam / no céu de Izumo / parecem muros /  construídos para nos abrigar), já na idade dos homens, as trinta e uma  medidas (sílabas) se definiram, pois na época dos deuses as medidas não  eram fixas. E assim passou-se a se chamar de waka.</p>
<p dir="ltr">Na poesia antológica imperial do século X e XII, existiam os poemas longos, os naga-uta ou chôka, com versos ilimitados de 5/7 sílabas, terminados por um dístico de 7-7 e os tanka, poemas curtos compostos por cinco versos no esquema 5-7-5-7-7. Até o século XVI, o tanka era a forma mais utilizada e a palavra waka, que até então designava amplamente toda a poesia japonesa, passou a ser usada como sinônimo de tanka.</p>
<p dir="ltr">Nos tanka antigos  a divisão estrófica era entre o segundo e o terceiro verso ou entre o  terceiro e o quarto versos. A divisão que se tornou clássica do tanka é composta por um terceto de 5-7-5 e um dístico de 7-7.</p>
<p dir="ltr">&nbsp;</p>
<div id="attachment_1828" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Yakamochi.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-1828" title="Yakamochi" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Yakamochi-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Otomo no Yakamochi, gravura do séc. XVII</p></div>
<p>De acordo com FRANCHETTI (1996, p. 12), com a ambientação palaciana de toda a literatura clássica japonesa, o tanka passou a ser composto por duas pessoas: uma compunha os três primeiros versos, o hokku (estrofe inicial), e a outro os outros dois, o wakiku (estrofe lateral). É atribuído ao diálogo de Yakamochi (718-785) e uma monja o primeiro tanka composto desta forma. Disse a monja (FRANCHETTI et al., 1996, p. 52):</p>
<p dir="ltr">Represadas estão as águas / Do Rio Saho/ E todo o campo plantado.</p>
<p dir="ltr">Replicou Yakamochi:</p>
<p dir="ltr">Colhido o arroz precoce,/ Eu o saberei usar bem!/</p>
<p dir="ltr">Por essa composição dialogada, a relação entre as estrofes se tornou  distinta, sendo raras as suas relações. Quando isso acontece,  considera-se que o tanka é de segundo nível. O seu valor está na justaposição direta de imagens, onde a shimo-no-ku (estrofe de baixo) apresenta um tipo de comentário do clima geral estabelecido na kami-no-ku (estrofe de cima). Essa distinção das estrofes pode ser observada no tanka de Minamoto no Toshiyori (1055-1129) (FRANCHETTI et al., 1996, p. 11):</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Minha velha aldeia/ Sob as folhas vermelhas caídas/ Aos poucos vai desaparecendo:/ Nas samambaias do beiral/ Como sopra o vento de outono!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Observamos  que ambas as estrofes têm sentido completo, ou seja, são independentes,  conseguimos perceber através da leitura duas imagens. Acentuada essa  composição, teremos então um novo gênero, a renga,  em que os mestres enfatizarão que a beleza desta forma de poesia está  principalmente no encadeamento e na relação entre suas partes.</p>
<p dir="ltr">O auge da renga acontece no século XV e tem como mestre mais conhecido Sôgi (1421-1502), que compôs uma das mais belas renga clássicas (FRANCHETTI et al., 1996, p. 13):</p>
<p dir="ltr">Fim de tarde:/ Ainda há neve e as encostas da montanha/ Estão cobertas de névoa./ As águas correm pra longe,/Junto à aldeia perfumada de ameixeiras.</p>
<p dir="ltr">Shohaku</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">Com o passar do tempo, a renga  foi submetida a novas regras que, aos poucos, foram descaracterizando-a  e transformaram este gênero em mera atividade cortesã. Passou-se a ser  um poema coletivo, com suas principais regras eliminadas e aceitando o  uso de palavras chinesas. Ganhou, então, o nome de haikai-renga  (versos ligados “cômicos”, divertidos, informais) e sua popularidade se  deu entre a classe dos comerciantes, soldados, monges e até nobres, em  situações informais.</p>
<p dir="ltr">Espalhou-se  pelos principais centros urbanos do país e no século XVI. Agora  denominado haikai, tem seus próprios mestres, com suas escolas e suas  divergências quanto ao novo gênero. Duas foram as principais escolas: A  Teimon, que almejava elevar o haikai, cujo mestre era Teitoku  (1571-1613), e a Danrin, que usava termos vulgares, humor corrosivo e  inconveniência, liderada por Sôin (1604-1682).</p>
<p dir="ltr">Diante  da rivalidade dessas escolas e ainda com uma herança negativa de outros  mestres, o haikai só se tornará um gênero consolidado com Matsuo Bashô  (1644-1694). Comentaremos sobre este poeta em um tópico adiante.</p>
<p dir="ltr">Quanto à palavra “haikai”, a mesma poderá aparecer de modos diferentes: haiku, hokku, haicai, hai-cai, hai-kai, haycay, hay-cay.  Optamos pelo uso de “haikai” por este ser, de modo geral, o mais usado –  o mais abrangente e exato do que haiku, e por respeito à tradição  francesa e portuguesa (FRANCHETTI et al.,  1996, p. 51), e optamos ainda por usá-la sem denotação, escrita em  itálico ou com aspas, pois ela já está inserida na linguagem brasileira e  inclusa nos dicionários.</p>
<p dir="ltr">Por esse estudo, vimos que o caminho do haikai pode ser resumido da seguinte forma:</p>
<ul>
<li>
<p dir="ltr">Canto &gt; waka &gt; tanka &gt; renga &gt; haikai-renga &gt; haikai.</p>
</li>
</ul>
<p dir="ltr">Segundo CLEMENT (2004), no período Nara, aproximadamente de 710 a 794 depois de Cristo, os poetas japoneses, que foram influenciados pela poesia chinesa, praticavam o uta,  que significa “canção”, forma adaptada da poesia chinesa composta de  quatro versos, transformada em cinco versos na poesia japonesa. Mais  tarde, o uta passou a se chamar waka, que virou o tanka.</p>
<p dir="ltr">Após seis séculos, o tanka passou a se chamar tan renga, (tanka  composto por duas pessoas). Sob a influência deste formato, os poetas  adicionaram novas estrofes e criaram um poema mais longo que passou a  ser chamado apenas de renga. Neste período, surgiu Basho, que primeiramente foi um mestre da renga, poesia que tinha um caráter humorístico.</p>
<p dir="ltr">Basho praticava a renga com seus discípulos durante suas viagens. Chamou a primeira estrofe de hokku, e a segunda estrofe de haikai. Desta forma, transformou o hokku, acrescentando-lhe características da natureza e de seriedade, o que o tornou mais profundo.</p>
<p dir="ltr">No final do século XIX, o hokku ganhou nova roupagem quando outro mestre, Masaoka Shiki, passou a chamar o hokku de haiku, combinando “hai” de haikai e “ku” de hokku. Com o tempo, este termo se popularizou e se tornou uma forma independente do renga.</p>
<p dir="ltr">Diante dos estudos de CLEMENT (2004), temos uma perspectiva da seguinte forma:</p>
<ul>
<li>
<p dir="ltr">Uta &gt; waka &gt; tanka &gt; tan renga &gt; renga &gt; hokku/haikai &gt; haiku &gt; haikai.</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">REFERÊNCIAS:</p>
<p dir="ltr">FRANCHETTI, Paulo; DOI, Elza Taeko; DANTAS, Luiz. Haikai. São Paulo: Editora da Unicamp, 1996.</p>
<p dir="ltr">CLEMENT, Rosa. O Haicai e Suas Teorias. Manaus, 2004. Disponível em <a href="http://www.sumauma.net/haicai/haicai-teoria.html">http://www.sumauma.net/haicai/haicai-teoria.html</a>. Acesso em 21 mar. 2007.</p>
<p dir="ltr"><em><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/fotoalvaro.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1847" title="fotoalvaro" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/fotoalvaro-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Alvaro Posselt</em> é haicaista e professor, formado em Letras-Português pela  Universidade Tuiuti do Paraná.</p>
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		<item>
		<title>NOTÍCIAS &#124;INSCRIÇÕES PARA ESTUDOS JAPONESES</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2012/04/noticias-inscricoes-para-congresso/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 13:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Unesp- Assis; Estudos Japoneses]]></category>

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		<description><![CDATA[Até esta quarta-feira (25), estudantes de graduação e pós-graduação podem inscrever trabalhos para o  Congresso Comemorativo dos 20 anos do Curso de Japonês da Unesp-Assis, cujo tema é Imigração e Identidade e acontece nos dias 24 e 25 de maio na Universidade Estadual Paulista, em Assis, no interior de São Paulo. O congresso contará com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Até esta quarta-feira (25), estudantes de graduação e pós-graduação podem inscrever trabalhos para o  <span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;">Congresso Comemorativo dos 20 anos do Curso de Japonês da Unesp-Assis, cujo tema é Imigração e Identidade e acontece nos dias 24 e 25 de maio na Universidade Estadual Paulista, em Assis, no interior de São Paulo.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;">O congresso contará com a presença de personalidades da comunidade nikkei no Brasil, como a cineasta Tizuka Yamazaki, a pesquisadora de mangá Sonia Bibe Luyten e outros, como os professores  Masato Ninomiya (USP), Sonia Ninomiya (UFRJ), Alice Satomi (UFPB), </span></span> Ronan Alves Pereira (UnB) e Koichi Mori (USP), que com outros especialistas debaterão questões relacionadas à identidade cultural dos nipo-brasileiros .</p>
<p>As  inscrições como ouvinte e para apresentação de trabalhos  podem ser feitas através desse <a href="http://sgcd.assis.unesp.br/#72,1407">link</a> e a programação oficial está <a href="http://sgcd.assis.unesp.br/Home/Departamentos/lmo/PROGRAMACAO.pdf">aqui.</a> Há ainda vagas para oficinas de<em> shodo (</em>caligrafia) e origami.</p>
<p>O congresso  presta homenagens aos pioneiros do curso, como a professora Eliza Atsuko Tashiro Perez. Haverá uma cerimônia típica do kagamiwari &#8211;  a quebra de um barril de saquê com pequenos martelos de madeira. E também  o lançamento de três livros: Manga, o poder dos quadrinhos japoneses (relançamento), de Sonia M. B. Luyten, Tempo e espaço na cultura japonesa, de Shuichi Kato, com tradução de Neide Nagae e Fernando Chamas e Lao Tzu e Chi kung, da autoria de Kenichi Shioda.</p>
<p>Mais informações pelo e-mail japones20anos.unesp.assis@hotmail.com.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F04%2Fnoticias-inscricoes-para-congresso%2F&amp;title=NOT%C3%8DCIAS%20%7CINSCRI%C3%87%C3%95ES%20PARA%20ESTUDOS%20JAPONESES" id="wpa2a_22"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>10 IMIN &#124; NIKKEIS EM PERNAMBUCO</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 09:09:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[IMIN]]></category>
		<category><![CDATA[Imigração japonesa; Pernambuco; Petrolina; Recife; Rio Bonito; Sorveteria Gemba]]></category>

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		<description><![CDATA[Os primeiros nipo-brasileiros chegaram em Pernambuco em 1918. Hoje, mais de 1600 famílias vivem por lá. Conheça um pouco mais sobre esta comunidade no Nordeste do Brasil. Colônia Rio Bonito, Sorveteria Gemba, Petrolina : estes nomes estão ligados à presença da comunidade nipo-brasileira em Pernambuco.  Pouca gente se lembra que há descendentes de japoneses nessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp" style="text-align: left;">Os primeiros nipo-brasileiros chegaram em Pernambuco em 1918. Hoje, mais de 1600 famílias vivem por lá. Conheça um pouco mais sobre esta comunidade no Nordeste do Brasil.</div>
<p><span id="more-1795"></span></p>
<p>Colônia Rio Bonito, Sorveteria Gemba, Petrolina : estes nomes estão ligados à presença da comunidade nipo-brasileira em Pernambuco.  Pouca gente se lembra que há descendentes de japoneses nessa região do Brasil.  São mais característicos os &#8220;japoneses&#8221; da Liberdade, na capital de São Paulo ou de Assaí, no norte do Paraná.</p>
<p>Mas desde os anos 20 a região Nordeste do Brasil registra a presença de imigrantes japoneses. Por isso o pesquisador Antonio Motta, da Universidade Federal de Pernambuco, reuniu artigos sobre essese nikkeis, no livro &#8220;O Japão não é longe daqui&#8221;, publicado pela Fundação Japão, em 2011.</p>
<p>O livro traz  histórias como a da família Gemba, a pioneira de Recife, que chegou na cidade em 1918.  Seu destino inicial era o Peru, mas não uma boa experiência e acabaram vindo para o Brasil. O acaso foi um fator determinante na vinda de Asanosuke Gemba para a &#8220;Veneza brasileira&#8221;. Diferente da vinda de 20 famílias de imigrantes, em 1958, para a Colônia de Rio Bonito.</p>
<p>Foi o filho de Asanosuke, Heiji, quem abriu a famosa sorveteria, na Praça Joaquim Nabuco. Como conta o pesquisadro Renato Athias, &#8220;com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, em 1941, a sorveteteria foi depredada e Heiji preso por mais de um mês. Depois foi obrigado a se exilar em Garanhuns, onde iniciou o cultivo de morango&#8221;.</p>
<p>Com o fim da guerra, Heiji voltou a Recife e reabriu a sorveteria na Rua Aurora. Era ponto de referência da cidade. Heiji chegou a ser presidente da Associação dos Japoneses de Recife, falecendo em 1961, aos 69 anos.Atualmente, 1600 famílias de nipo-brasileiras vivem na capital de Pernambuco.</p>
<p>Petrolina</p>
<div id="attachment_1804" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/amora_02.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-1804" title="amora_02" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/amora_02-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Plantação de amora  em Petrolina</p></div>
<p>Desde os anos 70,  vivem cerca de 600 descendentes de japoneses, nos municípios de Petrolina, Juazeiro e Curaçá, no Vale do Rio São Francisco. Um dos pioneiros da região é Mamoru Yamamoto, cuja família  imigrou para o Brasil em 1927, vindo, no início, para Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, cultivar café. Com as sucessivas perdas provocadas pela geada, mudaram para o Paraná para cultivar batata. Em 1970, Yamamoto comprou terras no Vale do São Francisco, para cultivar uva.  O empreendimento cresceu tanto que sua saúde se debilitou. Atualmente Yamamoto cultiva amora, melão e bicho-da-seda, em menor escala. O chá de amora miura é famoso, e diz-se que tem propriedades terapêuticas miraculosas.<br />
O grande milagre do sertão nordestino, entretanto, foi o  desenvolvimento da agricultura irrigada na região. A tecnologia permitiu  o grande impulso para as vendas de frutas para  o Japão e outros países do primeiro mundo. Em 40 anos, transformou a caatinga em oásis.</p>
<p>Outras histórias sobre a imigração nipo-brasileira em Pernambuco podem ser encontradas em &#8220;O Japão não é longe daqui&#8221;. O livro pode ser pedido para a Fundação Japão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F04%2F10-imin-nikkeis-em-pernambuco%2F&amp;title=10%20IMIN%20%7C%20NIKKEIS%20EM%20PERNAMBUCO" id="wpa2a_24"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>10 POP &#124; MUITAS FACES&#8230;</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2012/04/10-pop-muitas-faces/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 09:59:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pop]]></category>
		<category><![CDATA[POP; mangá; Japão; Mylle Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[CULTURA POP Foi-se o tempo em que era possível ver os japoneses dentro do trem com suas revistas em quadrinhos que mais pareciam listas telefônicas. Hoje os japoneses olham todos para baixo, olhos e dedos atentos ao keitai, o telefone celular que não pode faltar. Com acesso a internet e a possibilidade de enviar mensagens (ou meeru) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CULTURA POP</strong></p>
<div class="mceTemp" style="text-align: left;"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10popimagem03.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1739" title="10popimagem03" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10popimagem03-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Foi-se o tempo em que era possível ver os japoneses dentro do trem com suas revistas em quadrinhos que mais pareciam listas telefônicas. Hoje os japoneses olham todos para baixo, olhos e dedos atentos ao <em>keitai</em>, o telefone celular que não pode faltar. Com acesso a internet e a possibilidade de enviar mensagens (ou <em>meeru</em>) para seus amigos, os japoneses passam o tempo todo conectados ao mundo e ignoram o que está a sua volta.</div>
<p>Mesmo assim, a livrarias e <em>konbini</em> (lojas de conveniência) continuam cheias de pessoas lendo mangás e revistas. No entanto, normalmente os jovens que admiram o Japão idealizam uma população inteira de otakus fanáticos por animês e mangás, o que não é verdade. Na verdade há uma comum convivência com a cultura pop, convivência essa que acontece nos mínimos detalhes da vida, como num pacote de presente, na sacola de mercado, no desenho de uma pasta, numa embalagem de comida, nos manuais de emprego, nos materiais de estudo, etc.</p>
<p>Os japoneses são pessoas naturalmente visuais e três aspectos são determinantes para isso: a busca pela perfeição; a língua japonesa, que possibilita a associação direta entre o ideograma da palavra e a palavra em si; e a deficiência da língua japonesa que, muitas vezes impossibilita a compreensão plena de algo que seja apenas falado, sem o suporte da escrita.</p>
<p><strong>DISCRIÇÂO</strong></p>
<p>Japoneses são muito discretos e gostam de ser anônimos, possivelmente um motivo para que o uso dos celulares fosse tão popularizado. Ao ler uma revista, as outras pessoas podem ver o que está sendo lido, mas no celular ninguém pode ver o que o usuário está fazendo. A tela é pequena e portátil, além de existir filtros que, ao serem colados na tela, inibem olhares curiosos.</p>
<p>Outro item muito popular são as sobre capas de livro. Apesar de serem, muitas vezes, coloridas e bonitas, a verdadeira função da sobre capa é esconder o título do livro de olhares curiosos. Via de regra é falta de educação bisbilhotar o que o outro está fazendo.</p>
<p>A rede social Facebook, febre mundial, não tem muita adesão dos japoneses exatamente porque não é possível ser anônimo. Para se cadastrar é necessário utilizar seu nome verdadeiro, sem apelidos, diferente do Mixi, uma das redes sociais mais utilizadas pelos japoneses e que permite que o usuário seja mostrado como anônimo.</p>
<p>Pode parecer uma contradição, mas os japoneses podem se mostrar bastante curiosos quando o assunto é idade e posição social. Isso se deve ao fato de que a posição social da pessoa determina a maneira como ela será tratada pelos outros. Em outras palavras, de acordo com sua idade, emprego ou atividade, você será tratado de uma maneira específica por um determinado grupo social.</p>
<p><strong>IGUAL</strong></p>
<p>O Japão é um país pequeno, o que favorece a sensação de igualdade. Não importa onde se esteja, ao olhar uma notícia pela televisão tem-se a sensação de pertencimento. Seguindo a filosofia do <em>pattan</em>,  os detalhes do dia a dia japonês são basicamente iguais. Em todo o país é possível encontrar caixas eletrônicos iguais, adesivos nas portas automáticas, o interior dos trens, máquinas automáticas, estações, etc.</p>
<p>Ao juntar a discrição das pessoas com o modelo a ser seguido, a sociedade japonesa se mostra como uma massa única que parece caminhar para um objetivo sólido e pré-determinado. A liberdade de expressão, de escolha, os sonhos e anseios que diferem ao padrão são aparentemente tolidos por um bem maior: a manutenção da igualdade sólida e fluída.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F04%2F10-pop-muitas-faces%2F&amp;title=10%20POP%20%7C%20MUITAS%20FACES%26%238230%3B" id="wpa2a_26"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>10 POP &#124; AS MUITAS FACES DO JAPÃO</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2012/04/10-vida/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 09:43:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pop]]></category>
		<category><![CDATA[POP; mangá; Japão; Mylle Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma visão do Japão por uma jovem brasileira que ama o Japão e morou no arquipélago, por seis meses. Por Mylle Silva Jovens de todo o mundo nutrem admiração pelo Japão que conhecem através dos mangás , animês , jpop (música japonesa), moda, produtos, tecnologia. A vontade de conhecer  a cultura japonesa leva alguns  a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma visão do Japão por uma jovem brasileira que ama o Japão e morou no arquipélago, por seis meses.</em></p>
<p><span id="more-1725"></span></p>
<p style="text-align: right;"><em>Por Mylle Silva</em></p>
<p>Jovens de todo o mundo nutrem admiração pelo Japão que conhecem através dos mangás , animês , jpop (música japonesa), moda, produtos, tecnologia. A vontade de conhecer  a cultura japonesa leva alguns  a estudar a língua japonesa, importar produtos ou até a visitar o país.  Os estrangeiros podem se assustar com a rigidez do Japão, outros se encantar mais . Mas  quais os aspectos da cultura japonesa  apenas visíveis com a convivência?</p>
<p><strong>MODA</strong></p>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10popimagem01.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1729" title="10popimagem01" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10popimagem01-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Um dos aspectos que mais encantam os jovens é a moda japonesa. Num primeiro momento é possível julgar que todos os japoneses são <em>oshare</em> (elegantes), que nenhum detalhe foi esquecido na hora de compor o visual. As meninas com unhas pintadas, maquiagem, salto alto, meia-calça e saias curtas, enfatizando o aspecto <em>kawaii</em> (bonitinho) e feminino, um pré-requisito para qualquer mulher japonesa. Já os meninos com seus sapatos envernizados, camisas xadrez, lenço no pescoço, calça despojada e blazer são capazes de atrair olhares de muita gente. Um grupo de universitários, na faixa dos 20 anos, todos magros e elegantes, parecem saídos de capas de revista, todos diferentemente iguais em sua perfeição.</p>
<p>Sendo assim, a imagem dos japoneses parece clara e objetiva: não há nada velho, que não combine, fora do lugar ou sujo. No entanto, um olhar mais atento pode reconhecer os traços da imperfeição, como unhas mal pintadas, sapatos gastos, fios puxados, bolsas sujas, cores que não combinam, cabelos com fios fora do lugar, etc.</p>
<p>Desde o ensino fundamental os japoneses são obrigados a usar o uniforme da escola e, tanto por estarem em fase de crescimento quanto pelo alto preço da roupa, os pais compram apenas um uniforme por criança. Levando em conta que o horário de aulas é das 9h às 15h, eles são acostumados desde muito cedo a usar por bastante tempo a mesma roupa – e apenas na universidade deixam de usar uniforme. Depois de uma certa convivência com japoneses fica claro que eles usam a mesma roupa vários dias seguidos, principalmente os meninos. As meninas normalmente usam apenas o mesmo casaco vários dias, mas no caso dos meninos é toda a roupa mesmo – algumas vezes incluindo a meia, que é sempre mostrada quando eles tiram o sapato para entrar em salas específicas, como de música, por exemplo.</p>
<p><strong>“PATTAN” (Pattern)</strong></p>
<div id="attachment_1741" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10popimagem021.jpeg"><img class="size-thumbnail wp-image-1741" title="10popimagem02" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10popimagem021-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Cena do filme japonês &quot;Battle Royale&quot; (2000).</p></div>
<p>Quem começa a estudar japonês logo encontra exercícios de “siga o modelo” ou, “complete como o exemplo”, que são vistos como uma motivação didática apenas. No entanto, o modelo (chamado pelos japoneses de <em>pattan</em>, do inglês pattern) é seguido em todos os momentos da vida, não só na escola.</p>
<p>Um dos formatos mais usado pelos japoneses é a tríade <em>yoshuu</em>, <em>renshuu</em>, <em>fukushuu</em> que, numa tradução livre, são a preparação, o treino e o pós-treino. Qualquer coisa que os japoneses queiram fazer exige muito treino, muita preparação, só para depois ser mostrado ao mundo. Situações nas quais brasileiros apenas improvisariam e se sairiam bem necessitam um esforço muito maior dos japoneses para atingir o mesmo resultado.</p>
<p>O pattan é observado também no papel de cada um na sociedade, como a chamada “escada do ensino”, na qual a escolha da escola para o filho pode decidir todo o seu futuro profissional; nos vários manuais de como se comportar para conseguir um emprego; ou ainda na hora de constituir uma família – alguns pré-requisitos como um bom emprego e idade limite são cruciais para muitos japoneses.</p>
<p><strong>MENINOS x MENINAS</strong></p>
<p>Não é à toa que as publicações japonesas são tão segmentadas. Numa sociedade vertical em que as posições e funções de cada um são muito claras, homens e mulheres parecem viver em universos diferentes. Os relacionamentos, quer sejam de amizade ou afetivos, são muito complexos e pouco observados. Num grupo de jovens, onde a aproximação aparentemente seria mais fácil, meninos e meninas foram grupos separados durante as conversas e algumas vezes não se aproximam. Japoneses não tem o costume de olhar as pessoas nos olhos, principalmente quando se trata do sexo oposto.</p>
<p>A aproximação física pode se dar em ocasiões específicas, como dentro de trens muito lotados, nos quais a aproximação é acidental, ou ainda durante algum <em>nomikai</em> (literalmente encontro para beber), quando todos ficam um pouco “altos” e aproximação é facilitada.</p>
<p>Nas ruas são raros os casais que andam de mãos dadas ou que se beijam em público. Além disso, o poucos casais que andam de mãos dadas são jovens, em sua grande maioria.</p>
<p>Os fetiches sexuais japoneses são bastante conhecidos, além dos mangás <em>hentai</em> (pornô), <em>yaoi</em> (de relações homossexuais entre homens) e <em>yuri</em> (de relações sexuais entre mulheres), mas podem ser vistos como válvulas de escape para uma sociedade tão segmentada e com papéis tão bem pré-determinados. Já o homossexualismo é um assunto velado pela mídia e cheio de preconceitos entre os japoneses.</p>
<p><strong>Leia mais <a href="http://www.jornalmemai.com.br/2012/04/10-pop-muitas-faces/">aqui.</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mylle_foto.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1771" title="mylle_foto" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mylle_foto.jpg" alt="" width="100" height="100" /></a>Mylle Silva</em> é <strong> </strong>jornalista, editora do Site Tadaima e estudante de Letras – Japonês da Universidade Federal do Paraná</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F04%2F10-vida%2F&amp;title=10%20POP%20%7C%20AS%20MUITAS%20FACES%20DO%20JAP%C3%83O" id="wpa2a_28"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>10 LANÇAMENTOS &#124; SHUICHI KATO E OS TRADUTORES</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 13:15:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Shuichi Kato; literatura japonesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Shuichi Kato nasceu em Tóquio, em 1919. Hematologista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Tóquio, onde dedicou-se à pesquisa no início da carreira, Kato instalou-se na França em 1951 e retornou ao Japão em 1955, dedicando-se então exclusivamente à escrita. Nos anos 1960 lecionou no Canadá e na Alemanha, e fez numerosas viagens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10lançamentoimagem02.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1762" title="10lançamentoimagem02" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10lançamentoimagem02-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Shuichi Kato nasceu em Tóquio, em 1919. Hematologista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Tóquio, onde dedicou-se à pesquisa no início da carreira, Kato instalou-se na França em 1951 e retornou ao Japão em 1955, dedicando-se então exclusivamente à escrita. Nos anos 1960 lecionou no Canadá e na Alemanha, e fez numerosas viagens de estudos pelo mundo, o que o levaria a escrever: “Refletindo sobre o pensamento estrangeiro e o pensamento autóctone como dois vetores, tomei como resultado da composição vetorial a “japonização” do pensamento estrangeiro.” Manteve a partir dos anos 1970 a cátedra de História Intelectual do Japão na Universidade Sophia, em Tóquio. Entre suas principais obras constam <em>Nihon Bungakushi Josetsu</em> [Introdução à história da literatura japonesa], <em>Watashini totteno 20 Seiki </em>[O meu século XX], e principalmente uma notável história da literatura japonesa em 7 volumes. Kato faleceu em 2008.</p>
<p><strong>Os tradutores</strong></p>
<p>Neide Nagae é professora de língua e literatura japonesa na USP, com passagem pela Unesp. Para a Estação Liberdade, traduziu <em>O país das neves</em>, de Yasunari Kawabata, <em>Dance, dance, dance</em>, de Haruki Murakami, e <em>As irmãs Makioka</em>, de Jun’ichiro Tanizaki.</p>
<p>Fernando Chamas é mestre pela USP com ênfase em escultura budista clássica. Contribui com a revista <em>Estudos Japoneses</em>, da mesma universidade, e foi pesquisador de iconografia japonesa na Faculdade Messiânica.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F04%2F10-lancamentos-shuichi-kato%2F&amp;title=10%20LAN%C3%87AMENTOS%20%7C%20SHUICHI%20KATO%20E%20OS%20TRADUTORES" id="wpa2a_30"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>10 LANÇAMENTOS &#124; TEMPO E ESPAÇO NA CULTURA JAPONESA</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 09:24:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Shuichi Kato; literatura japonesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Em sua última obra, o grande historiador literário faz um balançointelectual e traz uma reflexão sobre a visão de mundo japonesa Ao longo de  sua vivência dentro e fora do Japão,  o historiador de literatura Shuichi Kato observou as diferenças na produção cultural de seu país com relação à da Europa e América do Norte. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em sua última obra, o grande historiador literário faz um balanço</em><em>intelectual e traz uma reflexão sobre a visão de mundo japonesa</em></p>
<p><em><span id="more-1716"></span><br />
</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10literatura.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1757" title="10literatura" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10literatura-100x150.jpg" alt="" width="100" height="150" /></a>Ao longo de  sua vivência dentro e fora do Japão,  o historiador de literatura Shuichi Kato observou as diferenças na produção cultural de seu país com relação à da Europa e América do Norte. Kato concluiu esta obra, algo como um epílogo a seu pensamento, pouco antes de falecer, em 2008.</p>
<p>Através de exemplos da literatura, o autor demonstra que o  tempo  é elástico de acordo com as conveniências: é preciso que haja espaço e tempo para que as coisas fluam e aconteçam. Para que não haja estagnação. &#8220;Passei a ter um interesse cada vez mais forte a respeito de qual consciência de tempo caracterizaria a cultura japonesa e qual está viva, o tempo que avança rápido/lentamente, o tempo finito/infinito que se volta para uma direção em uma linha reta, o tempo cíclico e não cíclico&#8221;, diz Kato. O presente do que denomina de &#8220;agora = aqui&#8221; é o que importa, mas ele pode se ampliar ou reduzir, assim como é feito com o espaço interior e exterior das casas japonesas, de acordo com as necessidades.</p>
<p>Em japonês, as palavras jikan (&#8220;tempo&#8221;) e kūkan (&#8220;espaço&#8221;) compartilham um mesmo ideograma (間), que por si só contém o significado de tempo-espaço quando pensado em termos de intervalo temporal ou espacial.</p>
<p>Não se trata  apenas do tempo  preenchido, mas do espaço vazio, ou aparentemente vazio, por conter um significado e uma relevância. Além dessa questão da identidade tempo-espaço que subjaz no pensamento japonês e que se torna visível nas manifestações culturais por ele demonstradas, o autor mostra a forma de organização espacial cuja tônica recai sobre a assimetria nas artes e a horizontalidade na arquitetura. Está presente ainda em tradições tão distintas quanto a cerimônia do chá e a dança japonesa, na qual os profissionais nunca erguem os dois pés do chão ao mesmo tempo, como observa Kato.</p>
<p>Para tanto, o estudioso fundamenta-se não só nas características da língua e nas expressões literárias e artísticas, mas também no <em>modus vivendi</em> que abrange os relacionamentos interpessoais japoneses.</p>
<p><strong>Trecho</strong></p>
<p>“As condições que ultrapassam o tempo e o espaço são principalmente as religiosas, e, entre elas, há os casos que intermedeiam os seres absolutos individuais e os <em>kami</em>, e há os casos que não são assim. Um exemplo representativo de experiência misteriosa que ultrapassa a antinomia (próprio e outrem; vida e morte; existir e não existir) de tudo e não apenas de tempo e espaço, sem intermediar <em>kami </em>individuais, parece ser o <em>satori</em>, ou seja, o estado de iluminação que se almeja no zen. Também a cultura japonesa que enfatiza o ‘agora = aqui’, em última instância, considerou necessário o engenho universal do ‘agora enquanto eterno’, do ‘aqui enquanto mundo’.”<strong> [p. 275]</strong></p>
<p><strong>V</strong>er informações sobre Shuichi Kato e os tradutores Neide Nagae e Fernando Chamas <strong><a href="http://www.jornalmemai.com.br/2012/04/10-lancamentos-shuichi-kato/">aqui.</a></strong></p>
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		<title>10 KINEMA &#124; O CINEMA INTIMISTA DE NARUSE</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 09:58:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kinema]]></category>
		<category><![CDATA[Mikio Naruse; cinema japonês; Francis Kurkievicz]]></category>

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		<description><![CDATA[Esquecido pelo tempo, o silencioso e furioso gênio de Mikio Naruse surpreende por sua modernidade melancólica. Por Francis Kurkievicz &#160; Cineasta da melancolia ou da imanência cotidiana,  Mikio Naruse foi a terceira figura na trindade do Cinema Clássico Japonês, precedido pelo amigo Ozu e pelo seu mestre Mizoguchi, cujas estéticas eram melhores aceitas e, talvez, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esquecido pelo tempo, o silencioso e furioso gênio de Mikio Naruse surpreende por sua modernidade melancólica.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Por Francis Kurkievicz</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span id="more-1688"></span></p>
<div id="attachment_1696" class="wp-caption alignleft" style="width: 431px"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10kinemaimagem01.jpg"><img class="size-full wp-image-1696" title="10kinemaimagem01" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10kinemaimagem01.jpg" alt="" width="421" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cena de Onna ga kaidan wo agaru toki (Quando uma mulher sobe as escadas) </p></div>
<p>Cineasta da melancolia ou da imanência cotidiana,  Mikio Naruse foi a terceira figura na trindade do Cinema Clássico Japonês, precedido pelo amigo Ozu e pelo seu mestre Mizoguchi, cujas estéticas eram melhores aceitas e, talvez, melhor compreendidas no pretenso ocidente. Ozu e Mizoguchi desenvolveram um cinema com princípios estéticos baseados no Zen Budismo, onde a niponeidade se apresentava com todas as suas cores e temas, onde o humor ácido de Ozu contrastava com a transcendência de Mizoguchi. Naruse, na contramão das estéticas asiáticas (ou apenas inconformado demais com estilos), mais próximo dos estetas franceses da futura <em>nouvelle vague,</em> criou a sua própria estética, uma estética da crueza, do minimalismo da linguagem, da intimidade emocional, da realidade sem disfarces, fortemente amparada por uma ética materialista, cotidiana e demasiadamente humana, onde reflexão, depressão, frustrações, desilusões, solidão, abandono, sobrevivência, rotina no casamento, rotina no trabalho, desejos sexuais reprimidos, amores não correspondidos, encontraram no estilo austero do cineasta sua expressão mais dramática, catártica, eloqüente, com finais sem esperanças, frustrantes, insolúveis, como a vida no pós-guerra. Como a vida na contemporaneidade. Como a vida em suas condições imperativas.</p>
<p>Naruse foi o cineasta das mulheres. Isto é, sua câmera tinha o olhar feminino, o movimento delicado e intenso, a pulsação dramática da mulher moderna que vive a voracidade do seu tempo, que luta pela dignidade de sua vida pequena, porém íntegra e independente, da mulher que vive seus melodramas doloridos, dos conflitos entre a tradição e a modernidade urbana, postura diametralmente oposta à mulher trágica, vítima da sociedade machista e secular, de Mizoguchi. Assim Naruse se aproxima muito mais de cineastas como Françoise Truffaut e Joseph Mankievicz, diretores com sensibilidade suficiente para acessar o misterioso mundo feminino, para desvendar sua sutileza de sentimentos e pensamentos à luz de sua câmera.</p>
<p>Naruse foi também um cineasta das letras. A maioria de seus filmes são adaptações de novelas, romances e contos de muitos escritores e escritoras japoneses para nós, infelizmente, ainda desconhecidos, sobretudo, as novelas de Fumiko Hayashi, amiga e grande colaboradora, a quem Naruse dedicou uma cinebiografia, Hourou-ki, em 1962, onde narra a sua vida difícil e pobre. Hayashi foi a parceira ideal de Naruse, seu maior sucesso cinematográfico se deve a esta parceria, Ukigumi (O Amor não Morreu, 1955), mas foi Meshi (Vida de Casado, 1951) que deu a Naruse o ânimo para superar a depressão de 15 anos e se livrar do peso de muitos fracassos cinematográficos e possibilitar escrutinar a alma feminina com mais vigor e precisão psicológicas, como se pode notar em Inazuma (O Relâmpago, 1952), e Bangiku (A flor do crepúsculo, 1954),  entre outros novelas e filmes da parceria.</p>
<p>Naruse foi um sábio tímido, um observador da realidade sem romantismos ou pieguices. Nasceu em Yotsuya, Tokyo em 20 de agosto de 1905, e faleceu em 02 de julho de 1969, em Tokyo, viveu 64 anos de reflexão cinematográfica, destes, 39 anos parindo inconformismos e percepções críticas sobre os valores morais japoneses em 88 filmes de ressonância melancólica. Como disse seu ex-assistente certa vez, Kurosawa, “<em>como um rio profundo, com uma superfície calada, escondendo uma corrente furiosa nas suas profundezas</em>”, assim foi Naruse, um rio furiosamente silencioso que ainda reflui nos subterrâneos da história do cinema mundial.</p>
<div>
<hr size="2" />
</div>
<p><em><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/09literaturafotofrancis.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1698" title="09literaturafotofrancis" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/09literaturafotofrancis.jpg" alt="" width="50" height="50" /></a>Francis Kurkievicz </em>é filósofo, escritor e roteirista, formado em Filosofia pela UFPR, pós-graduado em Yoga pela UNIBEM e MBA em Gestão e Produção de RTV pela UTP. Mora em Vitória, Espírito Santo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F04%2Fkinema-o-cinema-intimista-de-mikio-naruse%2F&amp;title=10%20KINEMA%20%7C%20O%20CINEMA%20INTIMISTA%20DE%20NARUSE" id="wpa2a_34"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>10 HISTÓRIA &#124; A BATALHA DE OKEHAZAMA</title>
		<link>http://www.jornalmemai.com.br/2012/04/10historia-a-batalha-de-okehazama/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 09:51:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Nobunaga Oda]]></category>
		<category><![CDATA[Okehazama]]></category>

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		<description><![CDATA[A histórica batalha de Okehazama,  travada em 1560, quando Nobunaga Oda derrotou  Yoshimoto Imagawa apenas com uma encenação teatral &#8211; folclore ou fato ? Por Fernando de Souza A história oriental,  segundo o historiador e filósofo André da Silva Bueno, é uma forma de literatura, “baseada em fatos reais”. Fruto da conexão entre o real [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em>A histórica batalha de Okehazama,  travada em 1560, quando Nobunaga Oda derrotou  Yoshimoto Imagawa apenas com uma encenação teatral &#8211; folclore ou fato ?</em></p>
<p style="text-align: right;"><em><span id="more-1701"></span>Por Fernando de Souza</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10historiaimagem021.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1753" title="10historiaimagem02" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10historiaimagem021-300x220.jpg" alt="" width="300" height="220" /></a>A história oriental,  segundo o historiador e filósofo André da Silva Bueno, é uma forma de literatura, “baseada em fatos reais”. Fruto da conexão entre o real e o imaginário, a construção da história se dá através da interpretação de informações, documentos e provas de terminada época. A história, “mais do que afirmativa, seria propositiva” (Bueno). Encontramos não apenas as impressões de historiadores, mas uma tradição popular, imagens construídas a partir das impressões que o povo teve de seu tempo e de seus heróis. A  passagem histórica a seguir narra a versão oficial da batalha de Okehazama, muitos dos fatos tidos como oficiais possuem uma origem popular, e diferem de algumas fontes históricas.</p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Owari no Kuni</em>, Junho de 1560</p>
<p>A pequena província de <em>Owari</em>, atual <em>Aichi</em>, era cruzada pelo poderoso exercito do clã <em>Imagawa</em>, detentores das províncias vizinhas de <em>Totomi</em>, <em>Suruga </em>e <em>Mikawa</em>. O Japão encontrava-se em guerra civil, o poder antes centralizado pelo shogunato <em>Ashikaga</em> (1336–1573), agora se encontrava enfraquecido politicamente. Realizar uma marcha até a capital Kyoto e derrubar o <em>Shogun</em> era ambição não incomum entre os poderosos <em>Daymio </em>da época, como <em>Takeda</em> <em>Shingen</em> de <em>Kai</em> (<em>Yamanashi</em>) ou<em> Uesugi kenshin </em>de <em>Echigo</em> <em>(Niigata</em>).</p>
<p>Porém seria <em>Imagawa Yoshimoto (</em>1519 – 1560) o primeiro a colocar estes planos em prática, iniciando uma marcha com um exercito estimado entre 25 mil homens (40 mil declarados publicamente) em direção a capital.</p>
<div id="attachment_1704" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10historiaimagem01.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-1704" title="10historiaimagem01" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10historiaimagem01-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Nobunaga Oda</p></div>
<p>A notícia de que a província de <em>Owari</em> havia sido invadida trouxera ao castelo de <em>kyosu </em>os principais cabeças do clã <em>Oda. </em>Os mais velhos falavam em fazer um acordo com o inimigo, outros em entregar-se sem lutar, em geral todos procuravam prevenir a aniquilação total do clã. O homem por trás deste conselho não passava dos 26 anos de idade, era tido como um idiota, uma pessoa sem os modos devidos a sua posição social. <em>Oda Nobunaga </em>(1534-1582), líder do clã <em>Oda</em>, havia estabilizado a situação de seus domínios a poucos anos, porém sua fama de um jovem tolo ainda era conhecida pelo Japão.</p>
<p>Foi acordado subitamente durante madrugada, por um mensageiro trazendo a notícia de que o inimigo, tendo tomado duas fortalezas , agora descansava suas tropas próximo a <em>Dengakuhazama. </em></p>
<p>Pede então sua armadura. Este momento seria imortalizado. <em>Nobunaga</em> realiza um pequeno trecho da peça de teatro <em>Noh</em>, <em>Atsumori</em>, conhecida como <em>kowakamai</em>. A obra narra o encontro de <em>Kumagai Naozane </em>com a alma do jovem samurai <em>Taira no Atsumori </em>(1169–1184) a quem matara durante a batalha de <em>Ichi-no-Tani </em>(1184), e o seu arrependimento e conciliação. Com leque em punho, segue os paços acompanhados ao som do <em>ko tsuzumi </em>(um pequeno tambor utilizado para obter o compasso no teatro <em>Noh</em>):</p>
<p>人間五十年</p>
<p>下天の内をくらぶれば</p>
<p>夢まぼろしの如くなり</p>
<p>ひとたび生を得て</p>
<p>滅せぬ者のあるべきか</p>
<p><em> </em></p>
<p><em>50 anos da vida de um homem sob o céu</em></p>
<p><em>Não são nada comparados com a idade deste mundo</em></p>
<p><em>A vida é como a ilusão de um sonho</em></p>
<p><em>Existe algo que dure para sempre?</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Teatro <em>Noh, </em>tanto o ator principal (<em>shite</em>), os músicos ou o artista que cria a máscara precisam estar em sintonia com a peça e as personagens a serem interpretadas. Os versos preferidos de <em>Nobunaga </em>tinham um significado profundo para os valores do budismo e shintoísmo. Aquelas palavras ditas com tanto vigor, não eram apenas uma interpretação, mas exprimiam a energia de um homem que estava prestes a entregar sua vida.</p>
<p>E assim sai do castelo com menos de 200 homens. Ao longo do caminho suas fileiras vão aumentado, a vanguarda é composta de pouco mais de 200 cavaleiros liderados por <em>Mori Yoshinari e Shibata Katsuie.</em> Ao chegar a um pequeno templo, o <em>Zenshōji</em>, reúne o resto das tropas. <em>Nobunaga </em>conseguira cerca de 2500 samurais dispostos a entregar suas vidas. Na localidade de <em>Atsuta, </em>pede aos aldeões e comerciantes locais que posicionem todas as bandeiras festivas possíveis e façam fumaça, simulando um acampamento militar, para entregar uma falsa posição ao inimigo.</p>
<p>Então, é dada a ordem para que cada soldado abandone qualquer equipamento desnecessário, tal como bandeiras e estandartes, bagagens etc&#8230; Tambores e formações de batalha já não existem mais, a prioridade da tropa é alcançar o inimigo o mais rápido possível.</p>
<p>Durante a tarde a pequena força do clã <em>Oda </em>passa pelas linhas inimigas sem ser percebida, ajudados pela pelas trovoadas e relâmpagos. <em>Imagawa Yoshimoto </em>e seu estado maior são surpreendidos em seu <em>Honjin </em>本陣 (quartel general), um pequeno acampamento guarnecido por poucos soldados. A confusão se instala, a batalha termina em poucas horas, com a cabeça de <em>Yoshimoto </em>nas mãos de <em>Mori Shinsuke</em>.</p>
<p>Novas descobertas arquelógicas e estudos recentes tem colocado esta versão a prova, além disto, a principal fonte biográfica de <em>Nobunaga</em>, o <em>Shinchou koukiki </em>(1610) escrito por <em>Oota Gyuu-ichi</em> difere em muito da história oficial . Nesta obra, a batalha de <em>Okehazama </em>acontece 10 anos<em> </em>antes, os números das tropas diferem, e um ataque surpresa nunca foi citado. Esta seria também a única aparição significativa de <em>Mori Shinsuke. A </em>cena da dança <em>Atsumori, </em> é um ótimo exemplo, com todo o seu misticismo, existem dúvidas quanto sua precisão histórica, apesar disto, tornou-se uma importante referencia na cultura nipônica, estando presente em várias obras como o filme de <em>Akira Kurosawa</em>, <em>Kagemusha </em>(1980), ou na novela de <em>Yoshikawa Eiji</em>, <em>Taiko</em>. Independente de qual foi a verdadeira <em>Okehazama</em>, não se pode negar sua versão popular como uma história autêntica e sua contribuição para a cultura nipônica.<em> </em></p>
<p><em>Nobunaga </em>seria o primeiro dos <em>Daimyo </em>a chegar a Kyoto, em 1568 consolidou a sua supremacia e iniciou a reunificação política. <em>A </em>contribuição de <em>Nobunaga </em>para o Japão vai além da reunificação: reformou as estradas e seu sistema de comércio (<em>rakuza &#8211; rakuichi</em>), pôs  fim ao monopólio de guildas e templos, nocivos ao país. Entusiasta da cultura ocidental, também incentivou o comércio exterior e a pesquisa de conhecimentos trazidos pelos portugueses. Deixou sua marca na história como um homem de temperamento imprevisível e brutal, idéia construída não só por documentos oficiais, mas pelo folclore do povo, que o imortalizaria como herói e demônio através dos seguintes versos:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Se o pássaro não cantar</p>
<p>Mate-o (<em>Nobunaga</em>)</p>
<p>Faça-o querer cantar (<em>Hideyoshi</em>)</p>
<p>Espere-o cantar (<em>Ieyasu</em>)”</p>
<p><strong> </strong><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<p>Gilbert Durand. <strong>As Estruturas Antropológicas do Imaginário</strong>. São Paulo: Martins</p>
<p>Fontes,1997, p. 390.</p>
<p>Oota, Gyuu-ichi, <strong>Shinchou kouki. </strong>新人物往来社; 新訂版, 2006/04.</p>
<p>Yoshikawa, Eiji. <strong>Taiko</strong>. Kodansha USA, January 16, 2001.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Takatsu, Koichi (Noh Mask Master) ,<strong>The Path of Learning Noh Mask Making</strong></p>
<p><a href="http://www.the-noh.com/">http://www.the-noh.com</a>, Izu, Japan, June 30, 2011.</p>
<p>SUZUKI, Eico. <strong>Nô-teatro clássico japonês. </strong>São Paulo.</p>
<p>HALL, John Whitney, Ed.; <strong>Sengoku Jidai. Japan before Tokugawa</strong>. Princeton: Princeton University Press, 1981.</p>
<p><em><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10historiafotofernando02.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1712" title="10historiafotofernando02" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10historiafotofernando02-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Fernando  de Souza </em>é designer gráfico(PUCPR) , pesquisador de História cultural japonesa. Foi responsável pela pesquisa e produção da exposição “<em>Karate</em> para não <em>karateka</em>” (2010), evento de abertura do 16° Campeonato Mundial de Karatê.</p>
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		<title>10 KOTOBA &#124; O NOSSO JAPÃO</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 07:56:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Kotoba]]></category>
		<category><![CDATA[Marilia Kubota; editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Abril é o mês em que os japoneses celebram o  Hanami &#8211; a tradição  de contemplar as cerejeiras.  Como no Brasil as cerejeiras só florescem em setembro, aqui comemoramos com outras flores &#8211; o Hana Matsuri, festival em homenagem a Buda. Hoje há festivais japoneses de todos os tipos no Brasil. Há até um matsuri [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1747" class="wp-caption alignleft" style="width: 284px"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10kotobaimagem.jpg"><img class="size-full wp-image-1747" title="10kotobaimagem" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10kotobaimagem.jpg" alt="" width="274" height="184" /></a><p class="wp-caption-text">Cena do filme &quot;Hanami&quot;, de Doris Dorrie</p></div>
<p>Abril é o mês em que os japoneses celebram o  Hanami &#8211; a tradição  de contemplar as cerejeiras.  Como no Brasil as cerejeiras só florescem em setembro, aqui comemoramos com outras flores &#8211; o Hana Matsuri, festival em homenagem a Buda.</p>
<p>Hoje há festivais japoneses de todos os tipos no Brasil. Há até um matsuri feito num cruzeiro marítimo. As festas japonesas se pópularizaram e cada região do Brasil tem a sua.   Acreditamos que a cultura japonesa possa ir além do seu aspecto folclórico. Por isso, nessa edição, publicamos artigos de certa complexidade, como um perfil do cineasta Mikio Naruse,  uma reflexão sobre  história do Japão,  uma retrospectiva do artista plástico radicado no Brasil Masanori Fukushima, entre e outros.<br />
JORNAL MEMAI segue em sua opção por divulgar as artes japonesas e a cultura nikkei no Brasil, reinventando um Japão aqui,  sem a ideia de pastiche.  Apenas de seguir a vertigem.</p>
<p style="text-align: right;">Marilia Kubota</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F04%2F10kotoba-o-nosso-japao%2F&amp;title=10%20KOTOBA%20%7C%20O%20NOSSO%20JAP%C3%83O" id="wpa2a_38"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>10 FICÇÃO &#124; ERA A FESTA DAS FLORES</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 09:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilia Kubota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Buda; Francisco Handa]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Francisco Handa Quando passou pela Praça da Liberdade, a segunda estação do metrô a partir da Praça da Sé, em sentido sul, verificou algo diferente: a instalação na qual havia monges de cabeças raspadas e um pequeno altar. Não era um altar comum. Numa espécie de banheira estava em pé a imagem de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Francisco Handa</em></p>
<div id="attachment_1714" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10ificçãofoto.jpg"><img class="size-medium wp-image-1714" title="10ificçãofoto" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/04/10ificçãofoto-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Júlio Covello</p></div>
<p>Quando passou pela Praça da Liberdade, a segunda estação do metrô a partir da Praça da Sé, em sentido sul, verificou algo diferente: a instalação na qual havia monges de cabeças raspadas e um pequeno altar. Não era um altar comum. Numa espécie de banheira estava em pé a imagem de um Buda. Diferente dos outros, este era um menino, com os cabelos encaracolados, olhos finos como os dos orientais, lábios grossos como os de uma criança. Inicialmente ficou acanhado, queria se aproximar, entretanto algo o impedia. Chegou perto, ao que um monge, diferente dos demais, de pele escura e sorriso intenso, fora percebido. Cobria-lhe o corpo uma vestimenta amarelada, quase açafrão, e os pés descalços. Apontou este em direção ao altar. Aquela imagem tinha o braço direito que apontava o céu, o outro os próprios pés. Ficou intrigado, por fim contemporizou-se.</p>
<p>Uma fila de seis a sete pessoas se formara, cada um esperando a vez para ficar diante da imagem. O que verificou foi o seguinte: com uma concha posta na bacia em que estava a imagem do Buda, retirava da mesma uma porção de um líquido marrom, parecia chá, e derramava sobre os ombros e na cabeça do menino Buda. Era isso. Não questionou neste momento e resolveu seguir os passos dos outros. Havia pessoas que se aproximavam e perguntavam do que se tratava. “Estamos comemorando o aniversário do Buda Shakyamuni”, explicou um que dava assistência.  Outras intervenções eram feitas como “o que significava banhar a imagem”, bem como “para que servia isso”.  Num canto, um monge mais velho abriu um sorriso demorado. As pessoas estavam preocupadas demais por achar um significado ou uma serventia para o ato simbólico. Nenhuma resposta bastava, por isso as perguntas cessaram por algum momento.</p>
<p>Mas indiferente ao pequeno tumulto, sem dar muita atenção ao ocorrido, aproximou-se do altar. Havia algo de convidativo. Com a concha recolheu o chá – realmente era chá, um tipo adocicado – e aplicou sobre o corpo do menino. Sentiu o próprio corpo sendo banhado e emocionou-se. Mais uma vez, o monge de veste açafrão, estava próximo com seus olhos oceânicos profundos.  Em instantes tinha desaparecido. Tentou procurar de um lado, de outro, sem que ele fosse visto, pois naquele momento um grupo saia apressadamente do túnel do metrô.</p>
<p>Antes daquele acontecimento, tinha ouvido falar de Buda, algo exótico demais para as suas preocupações do cotidiano. Fazia cursinho no Anglo e não poderia deixar-se levar por divagações que o tirava da realidade. Mas ele tinha um colega que estudava para prestar o vestibular para filosofia. Quando se encontraram, contou a ele tudo que tinha ocorrido. O amigo ficou interessado e procurou saber mais a respeito. Claro, o budismo não pertencia ao conhecimento da filosofia grega, a base de todo conhecimento especulativo ocidental. Mas não se mostrava uma religião como as outras, misteriosas e proféticas. Talvez, por isso o assunto mereceu atenção.</p>
<p>- Espere até amanhã, eu vou pesquisar mais a respeito.</p>
<p>Independente das informações que o amigo poderia lhe acrescentar, não se tratava de preocupação, mas certa atração por algo que não compreendia direito.  Nunca soube direito do que se tratava, senão o pequeno altar que a avó mantinha no quarto, com uma plaqueta colocada dentro em homenagem ao ancestral imediato: o avô. Tinham lhe dito que o avô era o <em>Hotoke</em>, que podia ser entendido também como Buda.  Existia, por outro lado, um Buda, alguém do passado, dos rincões da Índia, que teria sido o primeiro deles, iniciando o que passaria a se chamar de budismo.</p>
<p>Era desta que se tratava a Festa das Flores, assim estava anunciado numa faixa próximo ao local da comemoração.  Havia muitas flores naquele altar, o mais enfeitado jamais visto, num pequeno altar. Um exagero de flores e cores diversas.  Era assim que os budistas homenageavam o nascimento de Buda. Ficou sabendo depois que o Buda, antes chamava-se Siddharta Gautama, o príncipe do reino de Kapilavastu, no norte da Índia, quase na fronteira do atual Nepal. Uma cidade estado, governado então pelo rei  Suddhodana, da casta guerreira.</p>
<p>Por longos anos, Suddhodana não pode ter um herdeiro com a esposa Mayadevi, até que numa noite, assim reza a lenda, teria sonhado com um elefante branco, de seis presas. Este foi o sinal para a anunciação das boas novas. A rainha estava grávida de um menino, apesar de seus cinquenta anos. Numa viagem que a rainha fizera em direção ao seu país de origem, de onde, conforme o costume, deveria dar a luz, os acontecimentos apontaram outra direção. Antes da chegada, num jardim maravilhoso, o jardim de Lumbini, a rainha interrompe a viagem para repousar.</p>
<p>Foi quando sentiu as dores e lá mesmo deu nascimento ao único filho. Era o quarto mês do calendário lunar, oitavo dia. Aquela criança, assim que veio ao mundo andou: dez passos para o norte, dez passos para o sul, dez passos para o leste, e dez passos para o oeste. Parou e apontou acima com o braço direito e abaixo com o esquerdo.  Teria anunciado “entre o céu e a terra, sou um ser único”.</p>
<p>Durante uma semana as comemorações ocorreram na Praça da Liberdade, para encerrar no sábado. Neste dia, para conferir, o amigo e ele, foram assistir os acontecimentos. Havia um elefante branco, em cujo dorso um pequeno altar abrigava a figura do Menino Buda. Uma corda de uns quinze metros era puxada por crianças, de até sete anos. Tratava-se de <em>chigo</em>, crianças em estado de pureza, isentas de lembranças das existências anteriores, vestidas como as do Nepal, homenageavam a chegada do Menino Buda.</p>
<p>Enquanto assistia o cortejo festivo atravessando a Praça da Liberdade em direção à rua Galvão Bueno, do outro lado, avistou o monge das vestes açafrão. Fazia o mesmo, apreciava o espetáculo.</p>
<p>Desta vez, o amigo completou as explicações. Depois do nascimento, a mãe, Mayadevi faleceu devido o esforço do parto. Ao menino deram-lhe o nome Siddharta. O pequeno Siddharta ficou aos cuidados de Prajapati, irmã mais nova de Mayadevi.  Muitos vieram felicitá-lo, trazendo presentes e poemas, e entre eles, a visita do asceta Asita. Por longos anos, encontrava-se retirado do mundo, habitando as florestas numa vida de total renúncia. Asita tinha que conferir uma profecia. Pediu ao rei que deixasse carregá-lo por instantes. Assim fez e percebeu no corpo do menino os sinais.</p>
<p>Entregou-lhe a criança e juntando as palmas e prostrando-se venerou o enviado. De seus olhos secos, endurecidos pelos árduos exercícios, lágrimas jorraram. Então, o rei perguntou-lhe que motivo tinha para a preocupação.</p>
<p>-Haverá então uma má fortuna assombrando o pequeno?</p>
<p>O homem santo arrumou a postura e confessou.</p>
<p>- Majestade, a minha idade avançada impedirá que venha a participar deste acontecimento, por isso, de tristeza e de alegria derramo lágrimas.</p>
<p>Quis saber mais a respeito.</p>
<p>- Este menino, se permanecer no palácio será um grande governante; mas se abandonar o lar será o salvador do mundo.</p>
<p>Mal o cortejo se afastava, o som das flautas e o timbre da marimba desaparecendo na esquina, estava ele, desta vez, ao lado do monge das vestes açafrão. Olhou-o profundamente nos olhos e viu, por segundos, uma história que avançava por dois mil e quinhentos anos. Muitos outros tinham nascido depois daquele e igualmente experimentado a Iluminação.</p>
<p>- Mas quem é você, afinal? – lançou a pergunta de forma direta.</p>
<p>- Ninguém muito especial, meu nome é Ananda.</p>
<p style="text-align: left;"><em><a href="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/03/09Francisco-Handafoto1.jpg"><img title="09Francisco-Handafoto" src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/uploads/2012/03/09Francisco-Handafoto1-150x150.jpg" alt="" width="75" height="75" /></a> <strong>F</strong>r<strong>ancisco Handa </strong></em>é Doutor em História Social pela Unesp, monge  do Templo Busshinji (tradição Soto Zen), Presidente da Comissão das Atividades Literárias em Português, da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistencial – SP e membro fundador do Grêmio Haicai Ipê.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.jornalmemai.com.br%2F2012%2F04%2F10-ficcao-era-a-festa-das-flores%2F&amp;title=10%20FIC%C3%87%C3%83O%20%7C%20ERA%20A%20FESTA%20DAS%20FLORES" id="wpa2a_40"><img src="http://www.jornalmemai.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a></p>]]></content:encoded>
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