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	<title>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas &#187; fernanda takai</title>
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	<description>Memai &#124; Jornal de Letras e Artes Japonesas</description>
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		<title>ENTREVISTA 1&#124; Fernanda Takai</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 22:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandra Hiromoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[fernanda takai]]></category>
		<category><![CDATA[maki nomiya]]></category>
		<category><![CDATA[pizzicato five]]></category>

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		<description><![CDATA[Seu primeiro flerte com o Japão veio com a música “Made in Japan”,  sátira à mania  tecnológica  japonesa.  A partir daí Fernanda Takai  começou a estreitar o relacionamento com a terra dos avós paternos : fez shows lá, gravou uma versão de “O Barquinho”, em japonês  e agora está lançando um trabalho em parceria com a vocalista da banda japonesa Pizzicato Five.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a voz doce, afinada e com uma personalidade inconfundível, Fernanda Takai  tem conquistado fãs nas mais diversas faixas etárias. Suas canções infantis cativam e envolvem os pequenos com a melodia suave e cheia de afeto. Adolescentes, jovens e adultos se identificam com a banda multinstrumental Pato Fu, da qual Fernanda é vocalista. Takai-san começou a cantar em 1988 e em 1991 se reuniu com os músicos no que seria mais tarde o Pato Fu. A banda, caracterizada por um pop rock criativo e contundente, brinca com as diversas sonoridades em arranjos incríveis e alcançou merecido sucesso no cenário musical.</p>
<p>Em 2007, após convite do produtor e jornalista Nelson Motta, Fernanda se lança em carreira solo com o CD <strong>Onde Brilhem os Olhos Seus</strong>, um tributo a Nara Leão, que já fazia parte da sua memória musical. O CD foi bem recebido pelo público e pela crítica, sendo eleito um dos melhores lançamentos do ano.</p>
<p>É assim que essa artista tão versátil foi considerada uma das 10 melhores cantoras do mundo fora dos EUA, segundo a Revista Times. A banda Pato Fu também levou junto o mesmo prêmio. Dessa forma, vão-se acumulando os diversos prêmios, o mais recente da MTV, como melhor cantora de MPB e o melhor clipe para Kobune.</p>
<p>Mas o universo de Fernanda Takai não gira só em torno da música. Em 2008 lançou o <strong>Nunca Subestime uma Mulherzinha</strong>, coletânea de contos e crônicas publicados pela autora nos jornais CORREIO BRAZILIENSE e O ESTADO de MINAS, em Belo Horizonte.</p>
<p>Fernanda, de descendência japonesa, despertou para o idioma já adulta. Em férias com seu <em>Oditchan e Obatchan,</em> tinha um maior contato com a cultura, comida e costumes, mas sempre foi, segundo ela, de forma muito natural e o interesse no idioma aumentou depois de uma visita ao Japão em 2007. Agora, depois de lançar o CD e DVD ao vivo <strong>Luz Negra</strong>, Fernanda está produzindo um novo CD em parceria com Maki Nomiya (ex vocalista do Pizzicato Five).*</p>
<p><em><strong>JORNAL MEMAI</strong> &#8211; Quando surgiu a idéia de gravar músicas em japonês?</em></p>
<p><strong>FERNANDA TAKAI</strong> &#8211; A primeira vez foi em 1999. O Pato Fu já tinha feito músicas em inglês, italiano, espanhol, francês e justo eu que sou neta de japoneses não tinha tido essa idéia. Então surgiu <em>Made In Japan</em>. A letra foi feita em português e depois traduzida pro <em>nihongo</em>.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; &#8220;Made in Japan&#8221;, um grande sucesso da banda teve alguma espécie de inspiração ou foi homenagem a alguém</em>?</p>
<p><strong>FERNANDA</strong><strong> -</strong>A letra fala da vingança tecnológica do Japão depois de sofrer com as guerras e especialmente com a bomba atômica. O assunto é muito sério, mas tocamos nele de uma forma mais leve, bem-humorada. Já no som, o arranjo é totalmente inspirado no Pizzicato Five.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; Como foi a escolha da música &#8220;O Barquinho&#8221; para tradução em &#8220;Kobune&#8221;? Você acredita que a bossa nova também tem a cara do Japão? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Essa era uma das canções que eu poderia ter gravado na edição brasileira do disco, mas como representantes da bossa nova já havia <em>Insensatez</em> e <em>Estrada do Sol</em>. Eu e Nelson escolhemos canções de todas as fases da Nara, não só essa pela qual ficou mais conhecida. Quando o disco ia sair no Japão, precisava ter uma faixa bônus, então pensamos em <em>O Barquinho</em><em>, </em>porque é uma das mais famosas e não tinha uma versão em <em>nihongo</em>. A bossa nova ainda é muito querida em vários lugares do mundo e os japoneses talvez sejam um dos povos que mais gostam desse tipo de música. Acho que combina sim.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; Por que você decidiu lançar um EP** e não um CD do Pato Fu com a banda japonesa de Maki Nomiya ? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -O EP saiu em outubro, pela Taiyo Record em parceria com a Road &amp; Sky. É um projeto solo meu e da Maki, não é Pato Fu. O EP é um formato que dá certo comercialmente no Japão e para uma primeira experiência juntas, era mais viável em termos de produção, tempo e orçamento. Aqui no Brasil sairá apenas em formato digital.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> -Maki Nomiya citou vocês como uma banda estilo shibuyakei, Poderia nos explicar esse estilo e como o Pato Fu se insere neste contexto? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Quando fizemos nosso arranjo de Made In Japan, usamos o máximo de elementos com referência ao Pizzicato Five que é considerada a banda mais famosa do estilo shibuyakei. Esse tipo de som se traduz numa banda que tem bastante estilo, é moderna, cuida muito da parte visual do trabalho (clipes, shows, capas) e transita entre um público um pouco mais sofisticado. Por algumas vezes o Pato Fu foi tido como uma banda assim, meio cultuada aqui no Brasil.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> -De que forma você  consegue conciliar ser escritora, vocalista do Pato Fu e sua carreira solo? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Eu administro bem o meu tempo, sou uma pessoa muito disciplinada e tenho bom-humor no dia a dia. Isso ajuda bastante nessas multitarefas. Ainda tenho uma filha de 6 anos e gosto de cuidar da casa!</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> -Escrever um livro e crônicas para jornal foi um acaso ou a literatura sempre esteve presente em sua vida ? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Comecei a escrever por causa do convite de outras pessoas. Não pensava em ter uma coluna em dois jornais ou escrever textos pra diversas publicações do Brasil. Foi tudo por acaso. O livro é uma compilação dos textos mais significativos entre 2005/2007. Já tenho o dobro deles agora. Sempre fui mais leitora do que escritora. E sinceramente, ainda continuo assim. Essa minha outra atividade tem só 4, 5 anos. Na música me sinto mais à vontade porque já são 17 anos de carreira.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; Em seu livro você aborda com ternura as relações com seus avós japoneses. Como eles influenciaram sua formação como artista ? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Acho que me influenciaram mais como pessoa mesmo e já que a música vem dessa nossa bagagem de sensibilidade, atenção, observação, recriação e rearranjo de elementos diversos, a presença da minha família, não só  do lado oriental, mas também a da minha mãe &#8211; que é de origem portuguesa &#8211; me faz ser o que sou.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> -Sabemos que você tem frequentado nihongakko, como surgiu essa necessidade? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Frequentei a escola no primeiro ano e depois fiquei tomando aulas particulares. Tenho até  estado afastada das aulas desde o fim de maio porque minha agenda ficou bem complexa. Não gosto de ir à aula, sem estudar, é preciso fazer direitinho as lições. Então combinei com minha <em>sensei</em> que assim que tivesse mais disponibilidade, voltaria à ela. Daí eu faço uma revisão sozinha por uma semana e volto ao ritmo normal. Tive vontade de aprender o idioma quando estive pela primeira vez no Japão. Gostei demais do país e das pessoas e achei que sendo neta de japoneses tinha a obrigação de conhecer mais sobre a cultura. Nada como estudar a língua pra conhecer melhor um povo.</p>
<p><em><strong>MEMAI</strong> &#8211; Você se considera uma nikkei? Como isso influencia no seu modo de vida? </em></p>
<p><strong>FERNANDA</strong> -Sim, desde o uso do meu nome verdadeiro profissionalmente à admiração que tenho por minhas origens nipônicas. Gosto muito de pensar que tenho algumas das qualidades de um <em>nikkei</em> como a responsabilidade e dedicação verdadeira ao trabalho e à família. Agora os defeitos devo ter também, mas não precisamos listá-los, não é? Tento ser sempre uma pessoa correta e ao mesmo tempo me sinto feliz com tudo o que vou realizando aos poucos.</p>
<p><em><strong>Discografia Pato FU</strong></em></p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rotomusic_de_Liquidificapum" target="_blank">Rotomusic de Liquidificapum</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1993" target="_blank">1993</a>)<strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gol_de_Quem%3F" target="_blank">Gol de Quem?</a></strong><strong> (</strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1994" target="_blank">1995</a>) <strong></strong></p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tem_Mas_Acabou" target="_blank">Tem Mas Acabou</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1996" target="_blank">1996</a>)</p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Televis%C3%A3o_de_Cachorro" target="_blank">Televisão de Cachorro</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1998" target="_blank">1998</a>)</p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isopor_%28%C3%A1lbum_de_Pato_Fu%29" target="_blank">Isopor</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1999" target="_blank">1999</a>)</p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ru%C3%ADdo_Rosa_%28%C3%A1lbum%29" target="_blank">Ruído Rosa</a></strong><strong> (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2001" target="_blank">2001</a></strong><strong>) </strong></p>
<p><strong>MTV Ao Vivo No Museu da Pampulha </strong>(2002)<strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Toda_Cura_Para_Todo_Mal" target="_blank">Toda Cura Para Todo Mal</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2005" target="_blank">2005</a>)</p>
<p><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Daqui_Pro_Futuro" target="_blank">Daqui Pro Futuro</a></strong><strong> </strong>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2007" target="_blank">2007</a>)<strong> </strong></p>
<p><strong><br />
<em>Discografia Fernanda Takai</em></strong></p>
<p><strong>Onde Brilhem os olhos seus</strong> (2007)</p>
<p><strong>Luz Negra: ao Vivo </strong>( 2009 )</p>
<p>Livro</p>
<p><strong>Nunca Subestime uma Mulherzinha</strong>, Panda Books, 2008</p>
<p>* Pizzicato Five – banda pop japonesa ativa de 1985 a 2001. Propagou o estilo shibuya-kei. Maki Nomiya entrou na banda em 1991.</p>
<p>** EP: formato digital que comporta entre 4 e 8 faixas de gravação musicail, com duração média de 15 a 35 minutos.</p>
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